NO PALCO
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Chorinho em Israel

O embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta Pinto Coelho, está coordenando o "Ano do Chorinho em Israel". Ele conta que ³este ano comemoramos também os 60 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Israel. Estamos trazendo o que há de mais alto nível em termos de manifestações musicais populares brasileiras a fim de marcar a presença do Brasil neste momento histórico². Recentemente o grupo Rabo de Lagartixa, liderado por Daniela Spielmann, fez uma série de apresentações em Israel. A próxima atração será o bandolinista Hamilton Holanda, no dia 15 de junho, em Jerusalém. Também estão programados, para este ano, shows de Paulo Moura e do violonista Yamandú Costa.

 

Música e paz

O músico Aaron Shneyer está usando a arte para contribuir com a paz no Oriente Médio. Ele formou uma banda ­ a Heartbeat Jerusalem ­ com 12 músicos judeus, muçulmanos e cristãos. A banda toca vários estilos, do funk e da música popular israelense ao rap árabe. ³Os garotos estão se acostumando uns com outros e rompendo barreiras², diz Shneyer, que pretende gravar o primeiro CD até o final do ano.

 

Grupo Misgav se apresenta no Brasil para delírio dos amantes da dança folclórica Israeli


O grupo de dança folclórica Israeli Misgav, um dos mais famosos e talentosos de Israel, esteve no Brasil para duas apresentações. A primeira foi na 2a Mostra Hillel Internacional de Dança Israeli, no teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro e, a segunda foi em São Paulo, no Festival de Dança Carmel da Hebraica.

Misgav é o nome da região ao Norte de Israel, na Galiléia, perto da cidade de Carmiel, formada por 30 vilarejos de população judaica, 6 vilarejos beduínos e circundada por dezenas de vilarejos árabes. Lá, um grupo de 12 amigos decidiu montar uma companhia de dança folclórica há mais de 20 anos. Hoje, a escola de dança Misgav conta com 340 alunos de onde saem os dançarinos para a companhia principal composta por 40 jovens: 25 mulheres e 15 homens.

O grande diferencial do grupo é a mistura de outros estilos somada a uma pitada de humor e a inserção de objetos na coreografia tradicional. “Nós adoramos dançar e acreditamos que a dança pode mudar o mundo”, disse Dganit Rom, coreógrafa e diretora artística do grupo Misgav. “Colocamos em nossa coreografia elementos das culturas de outros povos. E valorizar a cultura do outro é um grande passo para a paz”.

Segundo Michal Cohen, diretora da escola de dança Misgav, o grupo se surpreendeu com o talento demonstrado pelos grupos de dança Israeli no Brasil Hashemek Hillel, Phoenix e Bnei Akiva: “Eles são melhores que nós!”

Com essa mesma simplicidade, os dançarinos visitaram a quadra da Escola de Samba da Mangueira onde tentaram, com certa dificuldade, aprender a sambar no pé. “Foi uma experiência incrível, a música é muito intensa”, descreveu Eintat Gorem a emoção que sentiu.

Sobre o show no Rio, ela também não poupou elogios: “Já nos apresentamos em vários países do mundo inteiro, mas essa foi uma experiência singular. Ao final da apresentação o público subiu ao palco e todos dançamos juntos”.

 

Filarmônica de Israel completa 70 anos


A Orquestra Filarmônica de Israel, um dos mais respeitados conjuntos de música erudita do mundo, comemora em 2007 seu 70º aniversário. Ela foi fundada 11 anos antes do Estado de Israel pelo violinista Bronislaw Huberman, nascido na Polônia, e que abandonou Viena, na Áustria, onde vivia, rumo à então Palestina, por conta da ascensão nazista na Europa.

A Orquestra da Palestina foi, então, formada por 75 músicos judeus da Alemanha, Áustria, Polônia e Hungria, muitos dos quais haviam perdido o trabalho em meio às perseguições nazistas. O concerto inaugural foi regido pelo célebre maestro italiano Arturo Toscanini, que se refugiou nos Estados Unidos para escapar ao regime fascista em seu país. “Estou fazendo isso em nome da humanidade”, disse Toscanini ao final do primeiro concerto.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a orquestra realizou duas viagens ao Egito, onde tocou para os soldados aliados e para a Brigada Judaica do Exército britânico. Várias estrelas da música clássica mundial foram solistas freqüentes da Filarmônica de Israel, incluindo os violinistas Isaac Stern, Yizthak Perlman, Pinchas Zukerman e Shlomo Mintz.

Em 1961, a orquestra foi regida pela primeira vez por um jovem músico indiano nascido em Bombaim, Zubin Mehta. À frente da Filarmônica, Mehta tornou-se um dos mais famosos maestros do mundo e, em 1981, foi indicado diretor musical vitalício da orquestra.

Hoje, a Filarmônica de Israel realiza cerca de 200 concertos ao ano, em todo o mundo. O 70º aniversário foi comemorado com um concerto de gala em Tel Aviv e uma turnê especial pelos Estados Unidos.

 

Ziggy Marley faz show inesquecível em Tel Aviv: "Não vim para cá como turista, mas sim como um soldado do amor."

"Estou aqui para fazer apenas uma coisa: música." Essas foram as primeiras declarações que Ziggy Marley fez ao desembarcar no aeroporto Ben Gurion, um dia antes de seu show em Tel Aviv para milhares de jovens israelenses sedentos por um momento de paz em meio a tantos acontecimentos difíceis no país.

"Não vim para cá como turista, mas sim como um soldado do amor", disse Ziggy. "A guerra é o inferno, mas não tenho medo de estar aqui porque acredito em Deus. Acredito no que vim fazer. Vi na internet que já estão me criticando por estar aqui em Israel, mas eu ignoro, não estou aqui para fazer política. Eu olho para as pessoas, não para os lugares."

David "Ziggy" Marley, filho mais velho do legendário rei do Reggae Bob Marley, está em turnê mundial para divulgar seu mais recente álbum Love is My Religion (O Amor é a Minha Religião). O show em Israel, que inicialmente
aconteceria na praia de Achziv, ao Norte do país, teve que ser transferido para a periferia de Tel Aviv devido aos ataques do grupo terrorista Hezbollah às proximidades do local do evento.

Na noite do dia 27 de julho, o anfiteatro de Ra'anana se transformou em uma grande pista de dança (assista ao vídeo abaixo), onde Ziggy provou seu talento e reviveu os grandes momentos da música de seu pai. "A próxima
música eu dedico à todas as mulheres, mães, irmãs, tias israelenses e libanesas que perderam alguém que amavam durante esta terrível guerra",disse Ziggy, antes de cantar o maior sucesso de Bob Marley Woman no Cry.

E para fechar com chave de ouro esta incrível festa de verão, Ziggy agradeceu ao imenso carinho do público com Everything is Going to Be Alright (Tudo Vai Dar Certo). Palavras recebidas como um incentivo pelos jovens que moram no Norte do país e que receberam desconto especial no valor da entrada do show.

Trecho do Show de Ziggy Marley em Israel


Teatro para ver e entender

Durante as férias de verão (junho-agosto), o tradicional Teatro Câmeri apresentará sessões de diversas produções, novas e antigas, com legendas em inglês, para a alegria dos turistas que não falam hebraico mas adoram um bom espetáculo.

O grupo de teatro Câmeri, foi a primeira companhia a apresentar quadros realistas da vida israelense e continua a contribuir ao desenvolvimento do teatro hebraico com um dinâmico repertório, que inclui uma importante série de dramas originais israelenses e adaptações de grandes sucessos teatrais.

Para mais informações ligue 972-3-6061910,
ou pelo e-mail: ifat@cameri.co.il

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NA TELA
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Mulheres israelenses e palestinas se unem para perder peso


Desde o início de outubro, um grupo de mulheres israelenses e palestinas estão unidas com um objetivo comum: emagrecer. Separadas por desconfianças mútuas, essas mulheres estão juntas para ajudarem umas às outras a ficar mais bonitas e saudáveis. O grupo faz parte do projeto "A Slim Peace" ("Uma Paz Magra"), que já rendeu um documentário aplaudido em prestigiados festivais como o de Tribeca, em Nova York. Durante o período de dieta, israelenses e palestinas se reúnem semanalmente para conversar sobre suas evoluções e dificuldades, além de receber noções de nutrição saudável e exercícios físicos. Para a idealizadora do projeto e diretora do filme, Yael Luttwak, a principal conquista do grupo foi superar antigos preconceitos. "Várias delas descobriram que têm mais em comum entre si do que com suas vizinhas em cada lado da fronteira", comemora Yael.

 

Oitava Edição do Festival de Cinema Brasileiro em Israel


De 8 a 6 de agosto aconteceu mais uma bem-sucedida edição do Festival de Cinema Brasileiro em Israel. Três cidades sediaram em suas cinematecas a exibição de grandes produções de filmes de ficção e documentários brasileiros. Tel Aviv, Jerusalém e Haifa abriram simultaneamente o festival com a exibição do blockbuster “Tropa de Elite”, que foi muito aplaudido pelas platéias.
Ao todo, cerca de 15 mil pessoas prestigiaram o festival que apresentou grandes sucessos como “Meu Nome Não é Jhonny”, “Mutum”, “Antônia”, “Condor”, “Mulheres Sexo Verdades e Mentiras”, “A Grande Família” entre outros.

Julia Lemmertz, que apareceu nas telas israelenses em “Meu nome não é Jonny”, de Mauro Lima e “Mulheres Sexo Verdade Mentiras”, de Euclydes Marinho e André Ramiro, o policial do bem Matias, de “Tropa de Elite”, foram as grandes estrelas que prestigiaram o festival e tiveram a alegria de visitar o país.

Contos de saudades

Festival de Cinema Brasileiro em Israel chegou a sua oitava edição e entrou para o calendário oficial das comemorações dos 60 anos do Estado de Israel, promovendo um projeto artístico inovador: contos de saudades e da experiência de israelenses com raízes brasileiras foram coletados em fotos e textos, e foram exibidos durante o Festival na Cinemateca de Tel Aviv.

As fotos acompanhadas por textos, apresentaram momentos de vida em ambos os países, e em períodos de tempo que conectam o presente particular ao comunitário. Às vezes, em momentos únicos, mostrados sob uma luz íntima que ilumina os olhos, plenos de aroma de feijoada, de areia da praia do Guarujá ou do barulho ensurdecedor da torcida do Palmeiras. Às vezes, em longos períodos de tempo, que se passam sob um cenário de movimentos e revoluções, correntes e transformações histórico-sociais, criando uma espécie de manta feita de saudade.
E há os que não têm saudades. O Brasil vive neles, falam a sua língua no ritmo do samba e da bossa-nova, se vestem com sorrisos, calma e tranqüilidade, misturados com alegria e paixão pelo sabor da vida. Eles legaram a sua cultura e o encantamento do Brasil aos seus filhos e à sociedade a sua volta na construção de Israel, na educação ao respeito e a força da criatividade e também, em simplesmente “ser”.

 

CNN e Rádio Haifa

A emissora norte-americana de notícias CNN selou o primeiro acordo com uma rádio do Oriente Médio, para a transmissão de informes em inglês. A partir de abril, a Rádio Haifa,

de Israel, colocará à disposição da CNN correspondentes em inglês, ao mesmo tempo em que transmitirá boletins da rede norte-americana. .

 

 

LITERATURA
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Um país que fala a língua dos profetas


Israel teApós quase dois mil anos sem ser falado, o hebraico tornou-se novamente uma língua viva e, atualmente, é o idioma oficial do Estado de Israel. Considerado uma língua sagrada, esteve restrito desde o ano 200 da era comum à liturgia, filosofia e literatura.

No final do século 19, no entanto, transformou-se em um veículo cultural moderno, vital para o movimento de renascimento nacional que culminou no sionismo político. Por trás deste processo está a participação fundamental de Eliezer Ben-Yehuda, iniciador do movimento pelo ressurgimento da língua hebraica como idioma falado. Tendo imigrado para “Eretz Israel” - a Terra de Israel - em 1881, Ben-Yehuda tornou-se pioneiro no uso do idioma no lar e na escola. Como parte de sua luta, incentivou a criação de novas palavras, lançou um periódico, sendo também co-fundador do Comitê de Língua Hebraica, em 1890. Em 1910, iniciou a compilação do Dicionário Completo do Hebraico Antigo e Moderno, com 17 volumes.

Como resultado deste esforço, ainda durante o Mandato Britânico o hebraico foi reconhecido como língua oficial na então Palestina, juntamente com o árabe e o inglês, e tornou-se o idioma oficial das instituições judaicas e do seu sistema educacional. As oito mil palavras que compunham o vocabulário hebraico nos tempos bíblicos transformaram-se em 120 mil.

O renascimento do hebraico, considerado um fenômeno único na história das nações, foi fundamental no processo de construção da sociedade israelense e no desenvolvimento de sua identidade nacional, considerando-se principalmente o fato de ser um país formado por imigrantes, vindos de mais de 80 países, que trouxeram consigo a cultura e a língua de seu local de origem. Israel é, hoje, a única nação no mundo cujas crianças cantam e falam na língua dos profetas. Uma nação que fez renascer seu idioma e com ele todo o seu passado, para construir seu futuro.

 

 

 

GALERIA DE ARTES
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´ISRAEL SOB OS MEUS OLHOS`: DIFERENTES VISÕES DA TERRA SANTA

A partir de 5 junho, o CCJ traz, em parceria com a Embaixada de Israel, a mostra fotográfica "Israel sob os meus olhos". A exposição traz olhares particulares sobre o cotidiano israelense.

As 50 fotografias, que poderão ser vistas na Galeria do CCJ até 12 de julho, foram escolhidas entre 500 imagens inscritas num concurso promovido pela Embaixada de Israel em Brasília e pelas empresas áreas Varig, El Al Israel Airline e Interline Turismo.

As fotos foram tiradas por turistas brasileiros em viagem a Israel, que na volta trouxeram retratos da história, da tradição, da diversidade cultural e da vida dos povos que coabitam esse país.

Agenda
Data: 5 de junho a 12 de julho
Local: Galeria
Horários: Segunda a sexta-feira, das 10h às 21h
Sábados e feriados, das 14h às 19h
Domingos: das 11h às 19h

Entrada franca - Aberto ao público

 

Três Israelenses na Bienal de São Paulo

A 27ª edição da Bienal de São Paulo conta com a participação de três artistas israelenses: Miki Kratsman, Yael Bartana e Aya Ben Ron.

Através de fotografias e vídeos, os três apresentam seu olhar sobre Israel e as peculiaridades que cercam o país, em sintonia com o tema da mostra, "Como Viver Junto".

Nascido em Buenos Aires em 1959, Miki Kratsman imigrou para Israel em 1971 e atualmente vive e trabalha em Tel Aviv. Fotografa para o jornal Haaretz e para a revista Haair. Seu trabalho é voltado particularmente para o cotidiano da vida em Israel em conflito constante com os palestinos.

Miki traz à bienal 44 fotografias dividas em cinco séries: Ofakim, Panoramas, Gush Katif, Portraits e sua série atual. "Procuro, em meu trabalho, retratar 'o outro', não somente como crítico, mas também para mostrar seu infortúnio e, talvez, suscitar perguntas, conscientização e compaixão. Nesses últimos 14 anos venho enfatizando a realidade cotidiana da ocupação. (...) Quanto à realidade, não enxergo uma ligação muito forte entre ela e a fotografia. Diante de fotos, todo mundo sempre tem sua própria interpretação, e existem algumas coisas que a imagem não consegue transmitir. Acredito que a fotografia é uma espécie de interpretação e instrumento para a crítica. É como um texto escrito", comenta sobre seu trabalho.

Ao longo de sua trajetória, recebeu importantes distinções: Prêmio Enrique Calvin do Museu de Israel (1997), Prêmio do Ministro de Cultura e Educação de Israel (2001) e o British Multi Exposure Grant (Subvenção para exposições múltiplas do Reino Unido, 2001). O artista destaca ainda mostras no Brugge Cultural Center, em 2006, no Martin Grupius Bau Museum, em Berlim, no Tel-Aviv Museum of Art e na Maison Robert Doisneau, em Paris. Também participou da Bienal de Veneza, em 2003.

Aya Ben Ron estudou na Faculdade de Artes do Beit Berl College. É mestre em belas artes pela Universidade de Londres. Transitando por diversas mídias, como vídeo, pintura, colagem e instalação, Aya Ben Ron vem discutindo questões relativas ao corpo, à ciência e à religiosidade. Trabalha com as tensões entre vida e morte, atração e repulsa, doçura e brutalidade.

   

Suas exposições individuais incluem "Hanging", no The Welcome Trust Building, em Londres, em 2001, onde estendeu um banner de 25 metros que descia pelos cinco andares do edifício, e "Particle 1, Project Wall", que foi apresentado no Museu de Arte de Herzlia, em Israel, em 2001. "Hanging & Guernica" é uma exposição de 2003, apresentada no Centro Israelense para Arte Digital, em Holon, e curada por Galit Filat."Still under Treatment" foi apresentada na Galeria Chelouche, em Tel Aviv.

Participou de diversas exposições coletivas, entre as quais "The Art Image of Science", no Museu Nacional de Ciências Naturais de Taichung, em Taiwan, em 2002, e "Why Are You Silent?", no Herzlia Museum, em Israel, em 2005. Aya Ben Ron também fez parte de projetos envolvendo a criação de softwares e a realização de pesquisa científica e tecnológica.

Obteve um prêmio de excelência no Beit Berl College, em 1991, foi artista em residência no The Wellcome Trust Institute, em Londres, em 2001, e ganhou o "Young Artist Prize", do Ministério da Educação e Cultura de Israel, em 2002.

Yael Bartana nasceu em 1970, em Afula, Israel, e se formou pela Bezalel Academy of Arts and Design, em Jerusalém (1996) e concluiu mestrado na Escola de Arte Visual de Nova Iorque. Entre 2000 e 2001, foi residente na Academia de Belas Artes de Amsterdã e, em 2005, no Centro de Arte Contemporânea de Istambul, na Turquia.

Seu trabalho, feito basicamente em vídeo e foto, reflete dois lados de seu país, Israel: o da vida cotidiana e das pessoas comuns, pouco conhecidas do público mundial, e da militarização e posicionamento político dessa população. No vídeo "When Adar Enters", ela mostra judeus ortodoxos preparados para uma cerimônia típica, vestidos como são descritos na bíblia. Em "Trembling Time", as imagens são as de um túnel numa rua de Jerusalém, de onde se podem ouvir sirenes, buzinas e carros parando. Logo depois, as pessoas voltam a seus carros e seguem seu caminho. A instalação é uma metáfora para a relação das pessoas com os problemas por que passa o Estado: a violência passa a fazer parte do dia-a-dia e, por mais que atrapalhe, a vida dos cidadãos nunca pára.

Já fez exibições solo na Holanda, Israel (2002) e na Bélgica (2001), e participou do Manifesta 4, a Bienal Européia de Arte Contemporânea (2002). Seus vídeos já foram apresentados no Festival de Vídeo Experimental de Paris (1996), no Festival "Mix New York City", nos EUA (1997) e no Festival Internacional de Roterdã, na Holanda (2002).

 

Nas artes, o encontro de civilizações


Desde o início do século XX, as belas-artes israelenses demonstram uma orientação criativa influenciada pelo encontro entre o oriente e o ocidente, assim como pela própria terra e seu desenvolvimento.

A paisagem diversificada do país é a principal protagonista nos trabalhos de pintura, escultura, fotografia. Os terraços nas colinas e os picos das montanhas oferecem uma dinâmica especial de linhas e formas; os contrafortes do deserto do Neguev, a vegetação cinza esverdeada, e a forte luminosidade dão origem a efeitos coloridos especiais; a areia e o mar criam novas superfícies. De modo geral, a paisagem local, as preocupações imediatas e a política do país, assim como a própria natureza do existencialismo israelense, constituem o núcleo da arte israelense e garantem sua singularidade.

A atividade artística organizada do país iniciou-se em 1906, quando foi fundada a Academia de Artes e Artesanato Bezalel, em Jerusalém, de acordo com o objetivo aprovado pelo Congresso Sionista de 1905: estimular jovens talentosos a vir estudar arte na Terra de Israel. Em 1910, a escola contava com 32 diferentes departamentos, 500 estudantes e um mercado ávido por suas obras em todo o mundo judaico.

Além dos pintores e escultores, a vida artística do país conta com um contingente de talentosos artesãos (ceramistas, ourives em ouro e prata, calígrafos, tecelãos, vidreiros, etc.), muitos dos quais se especializam em modernas versões de objetos cerimoniais judaicos tradicionais.

A arte é apreciada por gente de todas as camadas sociais; os israelenses apóiam e o estimulam as atividades artísticas comparecendo às exposições - desde retrospectivas individuais a exposições coletivas, tanto nos museus quanto em galerias particulares - visitando os bairros de artistas em Safed e Iafo ou a aldeia de artistas de Ein Hod e adquirindo os trabalhos dos artistas locais.




Museus para todos os interesses


Israel tem o maior número de museus per capita em todo o mundo. Cerca de 120 museus pelo país registram quase 10 milhões de visitas por ano. Grandes ou pequenos, nas cidades, povoados ou kibutzim, eles são os depositários de tesouros de arqueologia, etnografia e história local; de arte antiga e moderna; e de artesanato, desde o primitivo ao mais sofisticado.

Entre os museus criados nos últimos anos em Israel incluem-se o Museu de História de Jerusalém na Torre de David e o Museu das Terras Bíblicas, ambos em Jerusalém; as galerias e o jardim de esculturas ao ar livre no Parque Industrial de Tefen, na Galiléia; o Museu de Arte Israelense de Ramat Gan; o Museu da Cultura Beduína nas proximidades de Beer Sheva; o Museu Hecht em Haifa; o Museu do Centro Alon no Kibutz Guinossar; e o Museu da Fotografia em Tel Hai.

O Museu Israel, em Jerusalém, fundado em 1965, é o museu nacional. Suas principais seções são: a coleção do Museu Bezalel de Belas Artes, a de Arte Judaica e Etnografia, que exibe objetos típicos de várias comunidades judaicas da Diáspora, galerias de arte, salas decoradas no estilo de diferentes períodos e uma ampla seleção de objetos de arte da África, Américas do Norte e do Sul, Oceania e Extremo Oriente; uma ala de arqueologia, com artefatos que datam desde a pré-história até o século XV E.C.; o jardim de esculturas, com mais de 60 obras; o Santuário do Livro, que abriga raros manuscritos, inclusive os célebres Pergaminhos do Mar Morto; a ala para a juventude, com galerias, salas de aulas teóricas e práticas e um amplo programa educacional; o Museu Rockefeller, na parte oriental de Jerusalém, com sua coleção de arqueologia regional; o Centro de Arte Paley, também na zona oriental de Jerusalém, com programas específicos para crianças árabes; e a Casa de Ticho, galeria de arte e cafeteria, situada numa mansão centenária no centro de Jerusalém. Variadas exposições temporárias são também apresentadas regularmente, assim como outras atividades, tais como palestras, aulas de arte, grupos experimentais, filmes e concertos de câmara.

 

"COEXISTENCE" - Exposição ao ar livre no Parque do Ibirapuera


Após passar por cidades como Londres, Nova Iorque, Paris, Berlim, Barcelona e Roma, mostra gigante chega a São Paulo em agosto.

O Centro da Cultura Judaica traz para o Brasil exposição "Coexistence", mostra de arte gigante e itinerante que será exibida entre os meses de agosto e setembro de 2006, na Praça da Paz, no Parque do Ibirapuera, com
apoio da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Inaugurada em 2001 como resposta ao ciclo de violência em algumas regiões de Jerusalém, "Coexistence" tem a proposta de sensibilizar e conscientizar a
sociedade para a importância da integração, diálogo e do respeito ao 'outro'
levando uma mensagem de diálogo e entendimento universal. "Não há entendimento sem diálogo e não é possível diálogo sem uma tentativa de
coexistência", afirma Raphie Etgar, curador da mostra.

Criada pelo Museum on the Seam - for Dialogue, Understanding and Coexistence Jerusalém, a exposição reúne cerca de 45 outdoors de 3 x 5 m criados por artistas de várias partes do mundo. Após ter passado por cidades como Londres, Nova Iorque, Paris, Berlim, Barcelona, Roma, Sarajevo, Nova
Orleans, entre outras, será exibida pela primeira vez na América Latina.

Segundo Raul Meyer, vice-presidente do Centro da Cultura Judaica, em São
Paulo a exposição será completada com um mês de apresentações das mais
diversas culturas que formam a sociedade paulistana e trará música, dança,
culinária, tradições e costumes para o conhecimento de todos.

Bono Vox e Yoko Ono

"Coexistence" tem entre seus principais 'divulgadores' Bono Vox, que durante
os shows da turnê mundial Vertigo tem usado uma faixa branca com a palavra
COEXIST escrita com símbolos do islamismo, judaísmo e cristianismo,
reproduzindo uma das obras mais marcantes da exposição.

Além do vocalista da banda U2, a artista plástica Yoko Ono também participa
efetivamente da causa. Além de assinar um dos painéis da exposição, Yoko
cedeu a canção "Imagine" (John Lennon) para o filme institucional da mostra.

"Coexistence" segue entre os dias 20 de agosto e 22 de setembro de 2006, na
Praça da Paz, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Mais informações e
detalhes sobre atividades culturais paralelas estarão disponíveis em breve
no site www.culturajudaica.org.br ou no Centro da Cultura Judaica, tel: (55)
(11) 3065-4333.

 

Israel inaugura o primeiro museu subaquático do mundo

Esse era o maior e mais imponente porto do Império Romano, quando foi inaugurado em 10 a. C. Após 2.016 anos, o antigo porto de Cesaréia — na costa mediterrânea de Israel — foi reinaugurado, dessa vez como o primeiro museu subaquático do mundo.

Mergulhadores podem agora vestir suas roupas de mergulho e visitar as ruínas sinalizadas do magnífico porto construído pelo rei Herodes em honra de seu patrono romano, César Augusto. O local tem sido escavado nas últimas três décadas por uma equipe liderada pelo professor Avner Raban, do Instituto Recanati para Estudos Marinhos da Universidade de Haifa.

 


Não é uma visita comum a um museu. Os visitantes flutuam de uma exibição para a outra, admirando-se em silêncio nas ruínas intocadas de um porto que já foi glorioso: um navio romano naufragado, um farol em ruínas, um antigo quebra-mar, as fundações originais do porto, âncoras, pedestais.

“Esse é realmente um lugar único”, afirma Sarah Anderson, historiadora marinha da Universidade de Haifa e participante do projeto. “Esse porto foi construído com o que havia de mais avançado no Império Romano, e fez com que os outros portos da época, incluindo os de Roma, Alexandria e Pireu, parecessem pequenos e ultrapassados.”

Arenson observa que o porto continua sendo único nos dias de hoje. “Não existem no mundo outros portos antigos que sejam acessíveis a mergulhadores comuns”, disse ela. Tais portos são restritos a cientistas autorizados. Outros podem estar abertos a qualquer mergulhador, mas não teriam importância para esses visitantes “porque”, explica Arenson, “tudo o que veriam seria um monte de pedras”.

Em Cesaréia, mergulhadores viram alguns dos 36 diferentes sítios sinalizados ao longo de quatro trilhas demarcadas no porto afundado, cobrindo uma área de aproximadamente 80.000 m2. Eles recebem um mapa à prova d’água que descreve em detalhes cada um dos sítios numerados ao longo da trilha (os mapas utilizados são em inglês e hebraico e, em poucos meses, estarão disponíveis em mais seis línguas). Uma das trilhas é acessível para usuários de snorkels. As outras, variando de 2,13 m a 8,83 m de profundidade, perto da praia, são adequadas para qualquer mergulhador iniciante.

E o que o visitante vê?

De certa forma, uma história dessa antiga cidade portuária proeminente — de sua entrada no mar (cerca de 150 m da costa atual) ao navio romano naufragado que marcava o desaparecimento do porto, provavelmente causado por um terremoto, cerca de um século após sua construção, acreditam os pesquisadores. E, no meio, mergulhadores podem ver os vestígios das fundações originais que fizeram desse porto uma das maravilhas do Império Romano.

“Esse porto foi construído com base no conhecimento e na tecnologia dos engenheiros romanos”,explica o Dr. Nadav Kashtan, historiador marinho da Universidade de Haifa e membro da equipe que escavou o sítio.

Ele foi construído com um tipo de cimento hidráulico, conhecido como pozolana, inventado pelos romanos. “Os romanos descobriram que quando pegavam a cinza vulcânica encontrada próxima ao Monte Vesúvio e a misturavam com cal e cascalho, a combinação endurecia na água”, contou Kashtan.

“Esse ‘concreto hidráulico’ era importado da Cesaréia e usado para preencher estruturas de madeira que eram instaladas debaixo d’água para assentar as fundações para o porto.” Duas dessas estruturas foram encontradas, uma delas quase intacta, e podem ser contempladas atualmente.

Kashtan explica que milhares de homens foram recrutados — tanto de Roma e como da própria região — para construir o porto durante 12 anos. Entre eles haviam muitos mergulhadores, que submergiam simplesmente prendendo a respiração, ou possivelmente em um sino de imersão.

A cidade romana de Cesaréia foi construída sobre as ruínas da decadente cidade fenícia de Torre de Straton. Seu construtor, Herodes, que também construiu o Segundo Templo de Jerusalém, foi considerado um dos mais grandiosos construtores da era romana, ressalta Kashtan.

O rei judeu construiu a cidade — dada a ele como um presente por Augusto — como uma magnífica cidade fortificada que serviu como capital da província romana da Judéia por cerca de 600 anos.

O historiador judeu do primeiro século Flávio Josefo descreveu a construção do porto de Cesaréia em As guerras judaicas:

“Ao longo da costa Herodes descobriu uma cidade em decadência chamada Torre de Straton. A extensão da costa de Dora a Joppa, onde a cidade se localiza, era completamente desprovida de portos, por isso, todo navio vindo do Egito pela costa da Fenícia tinha de ancorar em mar aberto quando ameaçado pelo vento sudoeste, porque até uma brisa moderada dessa alheta lança a onda a tal altura contra os rochedos que seu refluxo deixa o mar muito agitado.”

Os pesquisadores explicam que as escavações correspondem exatamente ao relato detalhado do porto feito por Flávio Josefo.

O parque subaquático foi desenvolvido com o apoio financeiro da Corporação para o Desenvolvimento da Cesaréia.

Israel há muito é conhecida como a meca do mergulho devido à variedade de corais e peixes exóticos encontrados ao largo da costa do Mar Vermelho próximo ao resort de Eilat. Mas o país possui mais de duas dúzias de locais de mergulho ao longo da costa mediterrânea — de um incomparável labirinto de cavernas brancas de giz de Rosh Hanikra, no norte, a uma coleção de navios naufragados pontilhando a costa em Ashkelon, no extremo sul.

O porto submerso de Cesaréia — com seus antigos sítios e modernas explicações — certamente irá se tornar uma das maiores atrações subaquáticas.

Colaboração: Cristiane Pacanowski e Israel21c.org

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CALENDÁRIO DE EVENTOS
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Eventos do Mês

Filmes israelenses estão em cartaz na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A  30º edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo  traz, este ano, várias obras cinematográficas israelenses, entre  filmes e co-produções.  O evento teve início no dia 20/10 e vai até o dia 2 de novembro. A exibição acontece em 18 salas e espaços da capital paulista: Frei Caneca; Espaço Unibanco; Arteplex; Cine Bombril; Sala UOL; Morumbi Shopping; Cinesesc;  Reserva Cultural;  Sala Cinemateca;  Olido;  Cinemark ; Santa Cruz; MASP e Centro Cultural de São Paulo.

Entre os filmes e co-produções israelenses ,  estão:   Coisas que o Sol Esconde de Yuval Shafferman;  Dias Gelados de  Danny Lerner; Diário I e II, Diário III e IV e Diário V e VI   de David Perlov;  Homens em Crise   de  Avner Fainguelernt e Macabit Abramzon ;   O Colar  de Pesya de  Jorge Gurvich;   Três Mães  de  Dina Zvi-Riklis;  Notícias de Casa  de  Amos Gitai e  Bonecas de Papel  de Tomer Heymann. As sinopses, as datas, os locais e os horários das  apresentações  estão no site http://www2.uol.com.br/mostra/30/p_datas.shtml.


27ª Bienal de São Paulo

Os artistas Miki Kratsman e Yael Bartana batem papo com o público.
Com trabalhos expostos na Bienal, os artistas mostram diferentes olhares sobre a arte em Israel

No dia 5 de outubro, quinta-feira, às 16 horas, o Centro da Cultura Judaica e a Embaixada de Israel promovem bate-papo entre o público e os artistas israelenses Yael Bartana e Miki Kratsman, ambos com trabalhos expostos na 27ª Bienal de São Paulo.

Yael Bartana direciona em seus trabalhos de vídeo e fotografia um olhar para as atividades cotidianas de Israel desconhecidas do grande público. O interesse da artista pelos valores da sociedade israelense está presente em sua obra "Andromeda's rock", que pode ser vista nesta edição da Bienal de São Paulo, onde o protagonista apareceu trocando um dos grandes símbolos do Estado de Israel.

Miki Kratsman é fotógrafo do jornal Haaretz, da revista semanal Ha'ir e colabora com diversos meios de comunicação em nível internacional. Seu premiado trabalho nos territórios ocupados apresenta histórias humanas emocionantes e sensíveis.

O bate-papo com os artistas Yael Bartana e Miki Kratsman ocorre no Auditório do Centro da Cultura Judaica, Rua Oscar Freire, 2500, ao lado da estação Sumaré do metrô, em São Paulo. Informações pelo telefone (11) 3065.4344 ou no site www.culturajudaica.org.br. Duração: 1h30. Idade mínima: 12 anos. Auditório 80 lugares.

Curso de História Judaica
Uma visão moderna de Abraão até a trajetória dos judeus na Espanha

Estão abertas as inscrições para o Curso de História Judaica promovido pelo Centro da Cultura Judaica. Com início no próximo dia 10 de outubro, terça-feira, o curso é aberto a toda população e não é necessário conhecimento prévio para participar.

Ao todo, serão oito palestras que abordarão a história do povo judeu de maneira moderna e agradável, em temas que vão de Abraão até a trajetória dos judeus na Espanha.

As aulas do Curso de História Judaica ocorrem às terças-feiras, das 20h30 às 22 horas, e o valor da inscrição é de R$ 250,00 com apostilas inclusas. 25 vagas.

O Centro Cultura Judaica está localizado à Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do metrô Sumaré, em São Paulo. Inscrições pelo telefone (11) 3065-4333. Mais informações também pelo site www.culturajudaica.com.br.

 


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