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Universidades são mais antigas que o país
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Quando Israel conquistou sua independência, em 1948, já havia 1.600 estudantes matriculados nas suas duas universidades. Hoje, cerca de 154.000 estudantes freqüentam as instituições de ensino superior do país. As principais universidades são:

- Universidade Hebraica de Jerusalém (fundada em 1925), cujas faculdades cobrem praticamente todas as áreas do saber, desde História da Arte até Zoologia, e na qual funciona a Biblioteca Nacional de Israel.

- Universidade de Tel Aviv (fundada em 1956) foi o resultado da incorporação de três instituições existentes, para atender aos residentes na área de Tel Aviv, a região mais populosa do país. Hoje em dia ela é a maior universidade de Israel, oferecendo uma ampla gama de disciplinas e dando ênfase especial à pesquisa pura e aplicada.

- Universidade de Haifa (fundada em 1963) é o centro de ensino superior da região setentrional do país e oferece oportunidades de estudos interdisciplinares; seus centros interdepartamentais, seus institutos e o projeto arquitetônico, do brasileiro Oscar Niemeyer, foram estruturados para facilitar esta abordagem. A universidade tem um departamento para o estudo do kibutz como entidade social e econômica, e um centro dedicado à melhoria da compreensão e cooperação entre judeus e árabes em Israel.

- Universidade Ben-Gurion do Neguev (fundada em 1967) foi estabelecida para servir à população da região meridional de Israel e para estimular o desenvolvimento social e científico da região deserta do país. Ela vem contribuindo grandemente à pesquisa de zonas áridas, e sua escola de medicina foi a pioneira nacional na prática da medicina comunitária.

- Technion - Instituto Tecnológico de Israel (fundado em 1924) formou uma grande parte dos engenheiros, arquitetos e planejadores urbanos do país. Nas últimas décadas, lhe foram acrescentadas faculdades de medicina e ciências biológicas. O Technion funciona como centro de pesquisa pura e aplicada nos campos da ciência e engenharia, contribuindo para o desenvolvimento industrial do país.

- Instituto Weizmann de Ciências (criado em 1934) hoje em dia é um reconhecido centro de pós-graduação e pesquisas em física, química, matemática e ciências biológicas. Seus pesquisadores dedicam-se a projetos destinados a acelerar o desenvolvimento industrial e o estabelecimentos de novos empreendimentos com bases científicas.

 

 

Intercâmbio - Cresce comércio Israel-Brasil
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Chefe do Escritório de Economia da Embaixada de Israel no Brasil, Rona Kotler Ben Aroya nasceu em Tel Aviv, é casada e mãe de um filho nascido em São Paulo. Graduada em Ciências Políticas na Universidade de Tel Aviv e mestre em Administração de Empresas, antes de chegar ao Brasil foi diretora do Departamento de Comércio Exterior da América do Norte no Ministério da Indústria, Comércio e Trabalho de Israel. Nesta entrevista exclusiva, Rona falou das relações comerciais entre Brasil e Israel, da ascensão da economia israelense e dos conflitos com o Líbano.

Como estão as relações comerciais entre Brasil e Israel?
Rona Kotler: O comércio total entre os dois países em 2005 foi de 731 milhões de dólares, um crescimento de 4,3% comparado a 2004. Devido à seca no sul do Brasil, os agricultores brasileiros reduziram em 2005 a quantidade de fertilizantes, pesticidas e herbicidas que compravam de Israel. Como estes são alguns dos principais produtos que Israel exporta para o Brasil, a redução teve efeito negativo nos números de exportação israelense. Em contrapartida, a exportação de produtos químicos cresceu 20%, e de equipamentos eletrônicos e maquinaria cresceu 4%.

Quais os principais produtos importados e exportados, de parte a parte?
Israel exporta principalmente produtos químicos, como fertilizantes, pesticidas e herbicidas, e equipamentos de comunicação (maquinaria, elétrico e ótico), e importa comida e produtos agrícolas, incluindo carne, grãos, soja e concentrados de fruta.

O acordo de comércio de Israel é com o Brasil ou com o Mercosul?
O Mercosul opera como a organização principal, sob a qual os países membros mantêm relações econômicas com países estrangeiros em conjunto. As negociações entre Israel e o Mercosul para firmar um Acordo de uma Área de Livre-Comércio começou em fevereiro. A meta dos dois lados é tentar alcançar um acordo até o final deste ano. O Brasil está tentando agora tirar a presidência do Mercosul da Argentina, e Israel espera que o ritmo das negociações continue rápido. Vemos o potencial de expandir as exportações aos países membros depois que o acordo for assinado.

A vinda de Ehud Olmert ao Brasil, quando ainda era ministro, ajudou no fortalecimento das relações comerciais entre os países?
Um dos melhores sinais de boa atmosfera de negócios entre países é ter visitas mútuas de autoridades e executivos. Em 2005, houve uma tendência positiva tanto no Brasil como em Israel com relação a estas visitas. Ehud Olmert visitou o Brasil a convite do então ministro Luiz Fernando Furlan. A principal meta de Olmert foi fortalecer e aprofundar as alianças políticas e econômicas entre os países. Alguns meses após a visita, o Mercosul anunciou a abertura das negociações com Israel. Olmert, que chegou ao Brasil como o chefe de uma delegação de 15 empresas israelenses, usou a oportunidade também para divulgar suas atividades entre os brasileiros. Ele enfatizou a necessidade de maior participação das companhias israelenses nas propostas governamentais e a importância de diversificação da lista de produtos que são comercializadas entre os dois países. Olmert também sugeriu estabelecer um fundo entre Israel e Brasil para pesquisa conjunta e desenvolvimento em produtos industrializados. Este fundo pode possibilitar ambos os lados cooperarem em áreas como telecomunicação e software, agricultura e agrotecnologia, tratamento de água, equipamentos médicos, de segurança, entre outras.

Está prevista mais alguma visita ou alguma ação para incrementar a relação dos dois países?
Continuamos na organização de visitas mútuas das duas indústrias, em Israel e no Brasil, participamos das maiores feiras e eventos nos dois países. Também continuamos a desenvolver novas atividades que irão promover o comércio bilateral com total cooperação de entidades como Fiesp, Firjan, Apex, Ciesp, Inmetro e, claro, da comunidade judaica daqui.. Eu coloco o Escritório de Economia de Israel no Brasil a disposição de qualquer empreendedor, companhia ou instituição que esteja interessado em criar contato comercial com Israel ou fortalecer os contatos comerciais que já possuem.

Qual o potencial dessa relação?
Quando for assinado, o Acordo da Área de Livre Comércio entre Israel e o Mercosul irá alargar e estender a faixa de comércio entre os países. Israel é um pequeno país com quase nenhum recurso natural e é o segundo maior importador do Oriente Médio. A economia israelense e a brasileira se complementam. Produtos que Israel normalmente compra de outros países pode comprar do Brasil, como produtos têxteis, grãos, óleos e gorduras animais e vegetais, açúcar, frutas, castanhas, fumo, produtos minerais, combustível, entre outros. Israel é o país líder em pesquisa e desenvolvimento e alta tecnologia em vários setores, como: agrotecnologia, telecomunicações, IT, software, produtos de biociência e tecnologias. Para esses produtos há um grande potencial no mercado brasileiro. Após assinar o acordo com co Mercosul, Israel espera aumentar suas exportações para região em 40% até o final da década.

Quais são seus principais pilares da economia israelense hoje?
A economia israelense está em boas condições e continua expandir, tanto em produtos manufaturados como em serviços. O crescimento em 2005 foi de 5,2%. O emprego está crescendo, fazendo o desemprego diminuir para menos de 9%. A produção industrial tem crescido. Os investimentos externos alcançaram um nível recorde de mais de 6 bilhões de dólares. O mercado financeiro está crescendo em uma taxa satisfatória, e percebemos expansão de atividades em diversos setores da economia. Estamos muito orgulhosos do negócio assinado pela venda da companhia israelense Iscar, um marco da economia do país. Esperamos que esse negócio abra caminho para transações similares no futuro. A previsão conservadora da economia de Israel para 2006 é de uma taxa de crescimento de 3,9%, com crescimento de 2,2% da renda per capita. Os industriais e empresários israelenses lideram os campos de eletro-ótica, aplicativos avançados de software, nanotecnologia, tecnologia bélica, segurança doméstica e aplicativos múltiplos de telecomunicações. Israel oferece uma qualidade única em mão-de-obra, em especial engenheiros, físicos e cientistas da computação, com capacidade comprovada de desenvolvimento e adaptação.

O acirramento dos conflitos com os palestinos tem influenciado de alguma forma na economia?
No passado, a agitação geopolítica realmente afetou a economia israelense e prejudicou principalmente o turismo, os setores de construção e vimos uma diminuição dos investimentos estrangeiros diretos. Embora o Estado de Israel tenha enfrentado muitos desafios e mudanças regionais, sua economia permaneceu robusta. O compromisso do governo israelense com a estabilidade regional vai continuar e esperamos que, apesar da instabilidade política atual, a economia permaneça forte e estável e mantenha seu rápido crescimento.

Como a senhora vê o conflito na região?
Israel tem de oferecer resistência a esses eixos de terror e ódio, criados pelo Irã, Síria, Hezbollah e Hamas, que querem acabar com toda esperança de paz na região. O Hezbollah é uma organização terrorista, que faz parte do governo libanês. A comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança, exigiu várias vezes que o governo libanês acabasse com o Hezbollah. O Líbano falhou e o resultado é a violência de hoje. Israel vê o governo do Líbano como responsável pela atual violência não-provocada. Nessas circunstâncias, Israel não tem alternativa a não ser se defender. Esperamos também que a comunidade internacional tome atitudes. Vamos devolver os ataques para lutar pela paz.

Como é, na prática, de forma resumida, seu trabalho no consulado israelense?
O Escritório Econômico de Israel no Brasil, o qual chefio, é responsável por encorajar, facilitar e promover o comércio bilateral entre Israel e Brasil e também responsável por criar joint ventures entre as indústrias brasileiras e israelenses. Desde de que cheguei no Brasil, em outubro de 2004, vi o Acordo para Prevenção de Cobrança Dupla de Impostos entrar em vigor; o início da negociação a respeito de uma Área de Livre Comércio com o Mercosul e consolidadas as bases sobre um acordo de pesquisa e desenvolvimento entre Brasil e Israel. Todas esses conquistas possibilitam a nós aumentar nossa cooperação com a indústria brasileira e ampliar a presença de Israel no Brasil. Estou certa de que devemos esperar um crescimento maior no futuro. Estou fascinada com este lugar, pessoal e profissionalmente.

Existe um incentivo para quem quer investir em Israel?
O Estado de Israel atrai investimentos e negócios graças a sua infra-estrutura moderna, tratados de impostos no mundo inteiro (com o Brasil, Israel possui um Tratado de Prevenção de Cobrança Dupla de Impostos), institutos de pesquisa excelentes e um setor jurídico e financeiro sofisticado. Podemos guiar o investidor no processo de tomada de decisão, encontrar parceiros adequados em Israel, servir como recurso para informações econômicas e podemos fornecer briefing customizado. Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para convidar investidores brasileiros em potencial a entrar em contato com o Escritório Econômico de Israel no Brasil.


Por Daniel Waismann / Tribuna Judaica

 

 

INFORMAÇÕES GERAIS
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Introdução

... uma terra onde abundam o leite e o mel... (Exodus 3:8)

Israel é um pequeno e estreito país semi-árido, situado na costa sudeste do Mar Mediterrâneo. Ele entrou para a história há cerca de 35 séculos, quando o povo judeu abandonou a vida nômade, estabeleceu-se nesta terra e tornou-se uma nação. No correr dos anos, o país recebeu diferentes nomes - Eretz Israel (Terra de Israel); Sion, nome de uma das colinas de Jerusalém, que tornou-se o sinônimo tanto da cidade quanto de toda a Terra de Israel; Palestina, derivado de Palaestina, usado pela primeira vez pelos romanos; a Terra Prometida; e Terra Santa, etc... Contudo, para a maioria dos israelenses o país é simplesmente Haaretz - a Terra. Mais de 5,5 milhões de pessoas vivem hoje em dia em Israel. Cerca de 4,5 milhões são judeus; e a maioria dentre o milhão sobressalente se constitui de árabes. O país se caracteriza por um amplo espectro de estilos de vida, variando do religioso ao secular, do moderno ao tradicional, urbano e rural, comunal e individual.

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Geografia e Clima

A área de Israel, dentro das fronteiras e linhas de cessar-fogo, inclusive os territórios sob o auto-governo palestino, é de 27.800 km2. Com sua forma longa e estreita, o país tem cerca de 470 km de comprimento e mede 135 km em seu ponto mais largo. Limita-se com o Líbano ao norte, a Síria a nordeste, a Jordânia a leste, o Egito a sudoeste e o Mar Mediterrâneo a oeste.

A distância entre montanhas e planícies, campos férteis e desertos, pode ser coberta em poucos minutos. A largura do país, entre o Mar Mediterrâneo a oeste e o Mar Morto, a leste, pode ser cruzada de carro em cerca de 90 minutos; e a viagem desde Metula, no extremo norte, a Eilat, o ponto mais meridional, leva umas seis horas.


Aspectos Geográficos:

Israel pode ser dividido em quatro regiões geográficas: três faixas paralelas que correm de norte a sul e uma vasta zona, quase toda árida, na metade sul do país.

A planície costeira paralela ao Mediterrâneo, é formada por uma faixa arenosa junto ao mar, flanqueada por terrenos férteis que avançam até 40 km em direção ao interior do país. No norte, extensões de praia arenosa são às vezes pontuadas por calcário entalhado e rochedos de arenito. Na planície costeira vive mais da metade dos 5,5 milhões de habitantes de Israel e nela se situam os principais centros urbanos, portos para navios de grande calado, a maior parte da indústria do país e grande parte de sua agricultura e instalações turísticas.

Várias cadeias de montanhas acompanham o comprimento do país. No nordeste encontra-se o Planalto do Golan, com suas rochas de basalto, testemunhas de erupções vulcânicas no passado distante, que se ergue como uma parede íngreme a contemplar o Vale do Hula. As montanhas da Galiléia, em sua maioria compostas de rocha calcárea branda e dolomita, atingem altitudes entre 500 e 1.200 m acima do nível do mar. Pequenos córregos perenes e um índice pluviométrico relativamente elevado mantêm a cor verde da região durante todo o ano. Os habitantes da Galiléia e do Golan, cerca de 17% da população de Israel, trabalham sobretudo em agricultura, atividades turísticas e indústria leve.

O Vale do Jezreel, entre as montanhas da Galiléia e da Samaria, é a região agrícola mais rica de Israel, cultivado por muitas comunidades cooperativas (kibutzim e moshavim). As colinas arredondadas da Samaria e Judéia apresentam um mosaico de cumes rochosos e vales férteis, pontilhados de pomares de velhas oliveiras verde-prata. As encostas aterraçadas, lavradas por agricultores em tempos imemoriais, incorporaram-se à paisagem natural. A população se concentra principalmente em pequenos centros urbanos e grandes aldeias.

O Neguev, que constitui cerca da metade da superfície de Israel, é habitado apenas por 8% da população, concentrada em sua região setentrional. A economia se baseia sobretudo em agricultura e indústria. Mais para o sul, o Neguev se torna uma zona árida, caracterizada por pequenas colinas e planícies de arenito, cortadas por várias gargantas e wadis, nos quais as chuvas hibernais causam freqüentemente súbitas torrentes. Prosseguindo para o sul, a paisagem dá lugar a uma área de cumes rochosos desnudos, crateras, elevados platôs de clima seco e altas montanhas. Três crateras erosivas, a maior das quais com 8 km de largura e 35 km de comprimento, cortam profundamente a crosta terrestre, apresentando rica variedade de cores e tipos de rochas. Na ponta sul do Neguev, próximo a Eilat e ao Mar Vermelho, agudas elevações de granito cinza e vermelho são cortadas por gargantas secas e rochedos íngremes, cujas camadas de arenito resplandecem à luz do sol.

O Vale do Jordão e o Aravá, que acompanham o comprimento do país na fronteira oriental, são parte da Fenda Sírio-Africana, que dividiu a crosta terrestre há milhões de anos. Sua área setentrional é extremamente fértil, ao passo que o sul é semi-árido. Agricultura, pesca, indústria leve e turismo são as principais atividades econômicas da região. O Rio Jordão, que corre de norte a sul através desta fenda, desce mais de 700 m no seu curso de 300 km. Alimentado por regatos que descem do Monte Hermon, ele atravessa o fértil vale do Hula até o Lago Kineret (Mar da Galiléia), continuando a serpentear através do vale do Jordão até desembocar no Mar Morto. Embora se avolume durante a estação chuvosa no inverno, o rio é, de modo geral, estreito e pouco profundo.

O Lago Kineret, aninhado entre as montanhas da Galiléia e o Planalto do Golan, situa-se a 212 m abaixo do nível do mar, tendo 8 km de largura e 21 km de comprimento. É o maior lago de Israel e seu principal reservatório de água potável. Ao longo da costa do Kineret há locais de importância histórica e religiosa, assim como colônias agrícolas, empresas de pesca e pontos de atração turística.

O Aravá, a savana de Israel, inicia-se ao sul do Mar Morto e se estende até o Golfo de Eilat. Apesar de suas condições climáticas - um índice pluviométrico médio de menos de 25 mm e temperaturas que chegam a 40ø no verão - aí são cultivadas frutas e verduras fora da estação, sobretudo para exportação, graças ao uso de sofisticadas técnicas agrícolas. O Golfo sub-tropical de Eilat é famoso por suas águas azuis profundas, seus recifes de coral e a exótica fauna marítima.

O Mar Morto
O ponto mais baixo da Terra, cerca de 400 m abaixo do nível do mar, situa-se ao sul do Vale do Jordão. Suas águas, que têm o mais alto grau de salinidade e densidade do mundo, são ricas em potássio, magnésio e bromo, assim como em sal de cozinha e sais industriais. O ritmo natural de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos anos, devido a uma taxa muito alta de evaporação (1,6 m por ano), e a vários projetos de desvio em alta-escala realizados por Israel e pela Jordânia, para atender às suas necessidades de água, o que causou a redução de 75% da descarga de água. Em conseqüência, o nível do Mar Morto baixou em cerca de 10,6 m desde 1960. Um projeto de ligação do Mar Morto com o Mar Mediterrâneo através de um canal e sistema de tubulação, que poderá devolver ao Mar Morto suas dimensões e nível naturais, está sendo considerado.

Clima
O clima de Israel varia do temperado ao tropical, com muito sol. Há duas estações distintas predominantes: o inverno chuvoso, de novembro a maio, e um verão seco nos seis outros meses. As chuvas são relativamente abundantes no norte e centro do país, bem mais raras no norte do Neguev e quase inexistentes no extremo sul. As condições regionais são bastante variadas, com verões úmidos e invernos amenos na região costeira; verões secos e invernos moderadamente frios nas montanhas; verões quentes e secos e invernos agradáveis no Vale do Jordão; e condições de clima semi-desértico o ano todo no Neguev. A situação do clima varia desde a neve ocasional nas regiões elevadas, no inverno, a dias de temperatura extremamente alta, por causa de ventos secos e quentes, que sopram periodicamente no outono e primavera.

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Natureza

A Flora e a Fauna
A vida animal e vegetal de Israel é rica e diversificada, em parte devido à localização geográfica do país, na junção de três continentes. Mais de 2.800 tipos de plantas foram identificados, desde espécies alpinas nas encostas das montanhas setentrionais a espécies do Sahara, na Aravá, ao sul. Israel é o ponto extremo setentrional para a presença de plantas como o papiro e o limite meridional de outras, como a peônia vermelho-coral brilhante.

Florestas naturais, principalmente de carvalhos, cobrem partes da Galiléia, do Monte Carmel e de outra regiões montanhosas. Na primavera, cistos baixos e giestas espinhosas predominam, com suas variações de branco, rosa e amarelo.


Madressilvas trepam sobre os arbustos e grandes plátanos proporcionam sombra ao longo dos córregos de água fresca da Galiléia. Nos planaltos do Neguev, massivas pistaceiras atlânticas acrescentam uma nota espetacular ao longo dos leitos dos rios secos, e tamareiras crescem onde quer que haja bastante água subterrânea.

Muitas flores cultivadas, como a íris, a açucena, a tulipa e o jacinto são aparentadas a algumas das flores silvestres de Israel. Imediatamente após as primeiras chuvas, em outubro-novembro, o país se cobre de um tapete verde que dura até a chegada do verão seco. Ciclames brancos ou côr-de-rosa e anêmonas vermelhas, brancas e côr-de-púrpura florescem de dezembro a março; as tremoceiras azuis e as margaridas amarelas surgem pouco depois. Muitas das plantas nativas, como o açafrão e a cila, são litófilas, isto é, armazenam seus nutrientes em bulbos ou tubérculos, e florescem no fim do verão. Pairando sobre os campos, há cerca de 135 variedades de borboletas, de matizes e padrões brilhantes.

Mais de 380 espécies diferentes de pássaros podem ser vistas em Israel. Algumas, como o rouxinol oriental comum, residem permanentemente no país; outros, como o galeirão e o estorninho, passam aqui o inverno, regalando-se com o alimento encontrado nos campos e lagos piscosos. Centenas de milhares de pássaros atravessam Israel duas vezes por ano, em suas migrações, fornecendo excelentes oportunidades aos ornitólogos. Bútios, pelicanos e outras aves migratórias, grandes e pequenas, enchem os céus do país em março e outubro. Várias espécies de aves de rapina, como águias, falcões e gaviões, assim como minúsculos pássaros canoros, como a toutinegra e o pintassilgo, nidificam em Israel.

Delicadas gazelas correm sobre as colinas; raposas, gatos selvagens e outros mamíferos vivem nos bosques. Cabritos monteses da Núbia de chifres majestosos saltam sobre os rochedos no deserto; e camaleões, cobras e lagartos de todos os tipos contam-se entre as 80 espécies nativas de répteis.

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Infra-Estrutura
Comunicações: Israel está ligado às principais redes mundiais de dados comerciais, financeiros e acadêmicos e está totalmente integrado aos sistemas de comunicação internacionais, por cabos submarinos e satélites. Serviços telefônicos, de telex, de correio eletrônico e de fax podem ser obtidos em todo o país, proporcionando rápidos meios de comunicação dentro do país e com o resto do mundo. Os serviços postais operam em todo o país, ligando-o a quase todos os países do mundo.

O Serviço Filatélico já emitiu mais de 1.200 selos. Muitos conhecidos artistas israelenses projetaram estes 'cartões de visita' do país, alguns dos quais já são considerados clássicos e avidamente procurados por colecionadores.


Rodovias: Num país de curtas distâncias como Israel, os automóveis, ônibus e caminhões são os principais meios de transporte. Nos últimos anos, a rede rodoviária foi enormemente ampliada e melhorada, para adaptar-se ao rápido aumento do número de veículos, assim como para tornar acessível a mais remota comunicação. Atualmente está sendo construída uma auto-estrada de várias pistas, de quase 300 km, a se iniciar em Beer Sheva, no sul, ramificando-se até Rosh Hanikrá e Rosh Pina no norte. Esta estrada, para a qual se deverá pagar pedágio, tornará possível contornar as áreas densamente povoadas, aliviando os congestionamentos de trânsito e possibilitando um mais fácil acesso à maioria das regiões do país.

Ferrovias: A Companhia Ferroviária de Israel opera serviços de passageiros entre Jerusalém, Tel Aviv, Haifa e Naharia. Transportes de carga também operam no sul, servindo o porto de Ashkelon, as cidades de Ashkelon e Beer Sheva e as minas ao sul de Dimona. Nos últimos anos, vem aumentando o uso do transporte ferroviário, tanto de passageiros como de carga. Para ajudar a reduzir os problemas causados pela intensificação do tráfego rodoviário, funcionam nas áreas de Tel Aviv e Haifa serviços rápidos de transportes de passageiros, utilizando as linhas férreas existentes, operados em coordenação com linhas de ônibus. Muitos vagões obsoletos ainda em uso estão sendo substituídos por outros mais modernos, com ar condicionado, e equipamento moderno de manutenção mecânica está sendo posto em operação.

Portos marítimos: Os antigos portos de Iafo, Cesaréia e Acre (Aco) foram substituídos por três portos modernos de grande calado, em Haifa, Eilat e Ashdod, que servem à navegação internacional. Haifa é, atualmente, um dos maiores portos mediterrâneos para navios de carga, assim como um movimentado terminal de passageiros. O de Ashdod é usado sobretudo para mercadorias e Eilat, no Mar Vermelho, liga Israel ao hemisfério sul e ao Extremo Oriente. Além disso, há um porto para navios-tanque em Ashkelon, e em Hadera funciona um equipamento moderno de descarga direta para cargueiros que abastecem de carvão a usina elétrica próxima.

Reconhecendo que a localização geográfica de Israel o transforma potencialmente em país de trânsito para passageiros e mercadorias em travessia da região, a Autarquia de Portos e Ferrovias delineou um plano-mestre de longo termo para fazer frente às necessidades futuras. Entre outras prioridades, ele prevê o desenvolvimento de um moderno sistema ferroviário, a instalação do equipamento mais moderno possível em cada fase de suas operações terrestres e marítimas e a criação de sistemas computadorizados para o controle e supervisão de todos os seus serviços.

Aeroportos: O Aeroporto Internacional Ben-Gurion (25 minutos de carro de Tel Aviv e 50 minutos de Jerusalém) é o maior e mais importante terminal aéreo do país. Em virtude do rápido aumento do número de chegadas e partidas de passageiros, o aeroporto foi recentemente ampliado. Vôos tipo charter, sobretudo da Europa, e viagens domésticas também aterrisam no aeroporto de Eilat, ao sul, e em pequenos aeroportos situados nas proximidades de Tel Aviv e Jerusalém, no centro do país, e em Rosh Pina, no norte.

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Vida Urbana
Mais de 90% dos israelenses vivem em centros urbanos. Várias cidades modernas, onde se misturam o antigo e o novo, estão construídas em locais conhecidos desde a antigüidade, como Jerusalém, Safed, Beer Sheva, Tiberíades e Aco. Outras, tais como Rechovot, Hadera, Petach Tikva e Rishon Letzion eram aldeias agrícolas na época anterior à independência e tornaram-se gradualmente importantes centros populacionais. Cidades em desenvolvimento, como Carmiel e Kiriat Gat, foram construídas nos primeiros anos da criação do estado para atender ao rápido crescimento populacional gerado pela imigração em massa, assim como para melhor distribuir a população por todo o país, e promover a integração econômica rural e urbana, atraindo indústrias e serviços a áreas até então despovoadas.


Principais Cidades
Jerusalém, situada nas Colinas da Judéia, é a capital de Israel, a sede do governo e o centro histórico, espiritual e nacional do povo judeu desde que o Rei David fê-la capital de seu reino há 3.000 anos atrás. Santificada pela religião e a tradição, pelos Lugares Santos e santuários, ela é reverenciada por judeus, cristãos e muçulmanos de todo o mundo.

Até 1860, Jerusalém era uma cidade murada, formada por quatro quarteirões - judeu, muçulmano, armênio e cristão. Naquela época, os judeus, que constituíam a maioria da população da cidade, começaram a construir novos bairros fora dos limites da muralha, formando o núcleo da Jerusalém moderna. Durante a administração britânica (1918-48), ela gradualmente se transformou, e a cidadezinha provincial abandonada da época do Império Otomano (1518-1918) tornou-se uma florescente metrópole, com novos bairros residenciais, cada um refletindo o caráter do grupo específico que nele vivia. Após o ataque árabe conjunto desfechado contra o recém-fundado Estado de Israel, a cidade ficou dividida, sendo administrada por Israel e a Jordânia; durante 19 anos uma parte estava hermeticamente separada da outra por muros de concreto e arame farpado. Após o ataque a Jerusalém, desencadeado na Guerra dos Seis Dias, em 1967, a cidade foi reunificada.

Jerusalém, hoje a maior cidade de Israel, conta com mais de meio milhão de habitantes. Ao mesmo tempo antiga e moderna, é uma cidade de diversidades, e seus habitantes representam uma mistura de culturas e nacionalidades e de estilos de vida que vão desde o estritamente religioso ao secular. É uma cidade que preserva seu passado e constrói para o futuro, com locais históricos cuidadosamente restaurados, áreas de paisagem verde, zonas comerciais modernas, parques industriais e bairros em expansão, que atestam sua continuidade e vitalidade.

Tel Aviv-Iafo, cidade moderna na costa mediterrânea, é o centro comercial e financeiro de Israel, assim como o foco de sua vida cultural. Nela estão sediadas as mais importantes organizações industriais e agrícolas, a Bolsa de Valores, os principais jornais, periódicos e editoras. Tel Aviv, a primeira cidade exclusivamente judaica dos tempos modernos, foi fundada em 1909 como um subúrbio de Iafo, uma das mais antigas cidades do mundo. Em 1934 Tel Aviv foi elevada à categoria de município e, em 1950, foi fundida com Iafo, absorvendo a antiga cidade. A área em torno do antigo porto de Iafo (Jafa) tornou-se uma colônia de artistas e um centro turístico, com galerias, restaurantes e clubes noturnos.

Haifa, na costa do Mediterrâneo, sobe pelas encostas do Monte Carmel. Foi construída em três níveis topográficos: a cidade baixa, cujos terrenos foram parcialmente recuperados do mar, é o centro comercial e a zona portuária; o nível intermediário é a área residencial antiga; e o nível mais elevado consiste de bairros modernos em rápida expansão, com ruas arborizadas, parques e bosques de pinheiros, que contemplam a zona industrial e as praias da ampla baía lá embaixo. Importante porto de grande calado, Haifa é um foco de comércio internacional, além de ser o centro administrativo da região norte de Israel.

Safed, aninhada entre as montanhas da Galiléia, é um local popular de férias de verão e centro turístico, com um quarteirão de artistas e várias sinagogas centenárias. No século XVI, Safed era o mais importante centro de criatividade e de estudos judaicos - ponto de encontro de rabinos, eruditos e místicos que estabeleceram leis e preceitos religiosos, muitos dos quais seguidos até hoje pelos judeus observantes.

Tiberíades, às margens do lago Kineret, é famosa por suas fontes termais medicinais. Hoje em dia a cidade é um movimentado centro turístico, onde vestígios arqueológicos do passado misturam-se a modernos edifícios e hotéis. Fundada no século I, a cidade deve seu nome ao imperador romano Tibério. Mais tarde, tornou-se um centro de erudição judaica e a sede de uma academia rabínica famosa.

Beer Sheva, no norte do Neguev, situa-se na interseção das estradas que levam ao Mar Morto e a Eilat. É uma cidade nova construída num local já conhecido no tempo dos Patriarcas, há 3.500 anos atrás. Chamada 'a capital do Neguev', Beer Sheva é um centro administrativo e econômico, sede de repartições governamentais regionais e instituições de saúde, educação e cultura que prestam serviços a toda a região sul do país.

Eilat a cidade mais meridional do país, é a saída de Israel para o Mar Vermelho e o Oceano êndico. Seu porto moderno, que se acredita estar localizado onde se erguia o antigo porto no tempo do Rei Salomão, é a via comercial de Israel com a África e o Extremo Oriente. Seus invernos cálidos, um espetacular cenário submarino, as belas praias, os esportes aquáticos, seus luxuosos hotéis e a facilidade de acesso da Europa através de vôos charter fazem de Eilat uma próspera cidade turística durante todo o ano. Desde o estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia (1994), foram iniciados projetos conjuntos de desenvolvimento com a cidade vizinha Ácaba, para incrementar o turismo na região.

Arquitetura através dos tempos

O estilo de construção urbana de Israel é imensamente variado, com estruturas dos séculos passados, sólidos edifícios inspirados por renomados arquitetos europeus da época anterior à 2a Guerra Mundial e blocos de apartamentos construídos às pressas durante os primeiros anos do estado, a fim de atender às necessidades de moradia dos novos imigrantes; e a seu lado, bairros residenciais cuidadosamente planejados, arranha-céus de concreto e vidro que abrigam escritórios e luxuosos hotéis, construídos nas duas últimas décadas.


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Vida Rural
Cerca de 9% da população de Israel vive em áreas rurais, tanto em aldeias como em dois tipos de colônias agrícolas cooperativas singulares, o kibutz e o moshav, que se desenvolveram no país no início do século XX. As aldeias de vários tamanhos são habitadas principalmente por árabes e drusos, que representam um sexto da população rural de Israel. As terras e casas são propriedades privadas, e os agricultores cultivam e comercializam seus produtos individualmente. Os árabes beduínos do Neguev, anteriormente nômades, constituem uma minoria dentro do setor árabe (70.000 pessoas) e vêm passando por um processo de urbanização, refletindo a transição de uma sociedade tradicional para um estilo de vida moderno e sedentário.

O kibutz é uma unidade sócio-econômica autônoma, na qual as decisões são tomadas pela assembléia geral de seus membros, sendo os bens e os meios de produção de propriedade coletiva. Hoje em dia, aproximadamente 2,3% da população do país vive em cerca de 270 kibutzim. Os membros trabalham nos diferentes ramos da economia kibutziana; as crianças passam grande parte das horas do dia com seus companheiros de idade, desde a mais tenra infância até o fim da escola de 2ø grau, em marcos estruturados. Tradicionalmente a espinha dorsal da agricultura de Israel, os kibutzim produzem atualmente 33% da produção agrícola do país; dedicam-se também à indústria, turismo e serviços.

O moshav é uma colônia rural na qual cada família é proprietária de seu próprio campo e residência. No passado, a cooperação estendia-se às compras e comercialização conjunta; hoje em dia os membros dos moshavim preferem ser mais independentes economicamente. Cerca de 450 moshavim, com uma média de 60 famílias cada um (3,1% da população), fornecem uma boa parte da produção agrícola de Israel.

O ishuv kehilati (é uma nova forma de comunidade rural, e em cada um dos 50-60 já existentes vivem centenas de famílias. Embora a vida econômica de cada família seja completamente independente, e a maioria dos membros trabalhe fora da comunidade, o nível de participação voluntária dos membros na vida comunitária é muito alto. A instituição central de administração é a assembléia geral, composta pelos chefes de cada família, que estabelece e aprova o orçamento comunitário em sua reunião anual. Além dos comitês de gerência e de fiscalização, grupos de trabalho dedicam-se a assuntos como educação, cultura, juventude, finanças e outros. Um secretariado pago administra os assuntos diários de acordo com as decisões dos órgãos eleitos. Novos membros são aceitos somente se aprovados pela comunidade.

POPULAÇÃO ÁRABE
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Israel é o lar de uma população muito diversificada, com os mais variados antecedentes étnicos, religiosos, culturais e sociais. De seus mais de 6 milhões habitantes, 79,8% são judeus (mais da metade nascidos no país, os demais provenientes de cerca de 70 países de todo o mundo), 16,8% são árabes (em sua maioria muçulmanos) e os restantes 1,7% incluem drusos, circassianos e outras não classificadas segundo a religião.

A Declaração de Independência do Estado de Israel (1948) garante a liberdade de crença a toda a população. Todas as comunidades religiosas são livres, por lei e na prática, para exercer sua fé, observar seus feriados e dia semanal de descanso, e administrar seus assuntos internos. Cada comunidade tem seu próprio conselho religioso e seus próprios tribunais, reconhecidos por lei e com jurisdição sobre todas as questões religiosas e assuntos de âmbito pessoal, como casamento e divórcio. Cada uma tem seus lugares especiais de culto, com os ritos tradicionais e formas arquitetônicas singulares, desenvolvidas através dos séculos.

Sendo assim, os árabes-israelenses gozam dos mesmos direitos civís e políticos de toda a população. Nenhum outro país do Oriente Médio concede tamanha liberdade e direitos às suas sociedades minoritárias.
Os cidadãos árabes-israelenses são representados em todos os setores sociais e políticos, incluíndo o Knesset (parlamento de Israel), o Supremo Tribunal Federal e as Univesidades.

O árabe, assim como o hebráico, é língua oficial de Israel. Na arena política, os cidadãos árabes-israelenses, homens e mulheres, têm o direito de votar. Há, atualmente, 9 deputados árabes e 2 deputados druzos no Knesset.

A população árabe-israelense se divide nos seguintes grupos:

- Árabes muçulmanos - Há quase 1 milhão cidadãos árabes muçulmanos em Israel.

- Beduínos - Os beduínos se dividem em 30 tribos, a maioria vivendo no Sul do país. Esta sociedade está passando por um período de transição de uma estrutura social tribal nômade a uma sociedade estabelecida, que vem se incorporando a força de trabalho de Israel. Estima-se que o número de beduínos chegue a 170.000 cidadãos, seguidores da religião muçulmana.

- Árabes Cristãos - Cerca de 113.000 cidadãos israelenses são árabes Cristãos. Vivem principalmente em áreas urbanas como Haifa, Nazaré e Shfaram.

Druzos - Somando 106.000 cidadãos, os druzos vivem, predominantemente, em 22 vilas ao Norte de Israel. Constituem uma comunidade cultural, social e religiosa independente. Um aspecto sabido de sua filosofia é o conceito do taqiyya, que significa lealdade ao governo do país em que vivem.

 

 

DIREITOS DAS MULHERES
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O Estado de Israel foi fundado sobre o princípio de igualdade de direitos políticos e sociais para todos os seus cidadãos. A declaração de independência de Israel foi uma das primeiras a incluir o sexo como grupo de classificação para o propósito de direitos iguais, declarando: "O Estado de Israel vai manter a igualdade de direitos sociais e políticos para todos os cidadãos, independentemente da religião, da raça e do sexo."

O primeiro esforço legislativo significativo para implementar o princípio de igualdade de gêneros foi a promulgação da Lei dos Direitos Iguais das Mulheres, de 1951. A lei iguala o status legal da mulher ao do homem e proíbe a discriminação quanto ao sexo. Entretanto, como um estatuto ordinário, a lei não tem qualquer peso constitucional e qualquer estatuto subseqüente prevalece sobre ela. Além disso, a lei se aplica principalmente à esfera pública e não cobre todos os campos relacionados aos direitos da mulher. Apesar desses problemas, a lei foi usada como uma ferramenta de interpretação pela Suprema Corte no papel desta como Corte Superior de Justiça para introduzir uma ampla variedade de igualdade de direitos para a mulher.

Outra peça-chave da legislação é a Lei de Igualdade de Oportunidades de Emprego, de 1988, que proíbe todos os tipos de discriminação no ambiente de trabalho. Essa lei reconhece o assédio sexual como uma forma de discriminação no ambiente de trabalho, e está sujeita a sanções civis e criminais. O primeiro passo para a implementação dessa lei foi estabelecer, em março de 1998, a "Autoridade para o Progresso da Mulher". Adotada por representantes dos ministérios do Governo, ONGs e especialistas acadêmicos, a Autoridade fiscaliza o cumprimento governamental da política cujo objetivo é o progresso da posição social da mulher; recebe queixas; reforça a igualdade de salários para as mulheres; presta assistência nos negócios e carreiras da mulher, incentivando a nomeação da mulher para altos cargos.

A Lei Israelense Contra Assédio Sexual, de 1998, representa uma das mais avançadas questões da legislação nesse campo. Proíbe o assédio sexual (que é definido de forma ampla) e o tratamento prejudicial em um amplo espectro de situações envolvendo relações de poder e dependência.

A consciência constante da posição da mulher tem se manifestado numa presença crescente do sexo feminino em cargos de gerência e de tomada de decisão. Nos últimos anos foram registrados números recordes de mulheres em altos cargos. Cinco mulheres agora atuam como juízas da Suprema Corte, de um total de 12 juízes.

Servir nas Forças de Defesa de Israel é obrigatório para homens e mulheres – mulheres servem durante 24 meses e homens, durante 36 meses. Tem-se debatido bastante sobre se as mulheres devem ou não servir em unidades de combate. Em 1994, a Suprema Corte apoiou a petição apresentada por uma mulher prestando serviço militar, na qual permitiu se alistar na força aérea visando o treinamento como piloto. Seguindo essa decisão, a Lei de Serviço de Defesa recebeu uma emenda para permitir que as mulheres prestando serviço militar freqüentassem a Escola de Aviação. Em 2001, a primeiro piloto de combate feminino se formou na Escola de Aviação da Força Aérea Israelense.

 

 

DIREITOS DOS HOMOSSEXUAIS
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Israel é atualmente um dos países mais avançados em termos de igualdade para as minorias sexuais. Recentemente, Israel promulgou mais leis e decisões judiciais progressistas nas áreas de orientação sexual e de direitos para gays e lésbicas do que muitos países ocidentais. Israel possui uma comunidade gay ativa e é de longe um dos países mais tolerantes com homossexuais do Oriente Médio.

Política, legal e culturalmente a comunidade homossexual tem deixado uma vida à margem da sociedade israelense para uma visibilidade e crescente aceitação. Como é freqüente nos casos de batalhas pela justiça social e a igualdade, as mudanças ocorrem em decorrência de uma combinação de fatores políticos, legais e sociais.

Datas marcantes e evolução:

1988 - Knesset descriminaliza o homossexualismo

1992 - Knesset proíbe a discriminação por orientação sexual nos locais de trabalho

Em 1992, a Lei de Igualdade de Oportunidades de Emprego de 1988 foi revisada com o intuito de proibir a discriminação nas relações trabalhistas com base na orientação sexual e no estado civil. O não-cumprimento da lei resulta em responsabilidade penal e a vítima ainda tem o direito de buscar ações cíveis (incluindo penas indenizatórias). Esse aperfeiçoamento é visto como um grande passo em direção ao reconhecimento de homossexuais e bissexuais como membros da sociedade.

1993 - Knesset estabelece subcomissão específica

1993 - As forças armadas israelenses abolem regulamentos discriminatórios contra as minorias sexuais

A política oficial agora determina que a orientação sexual não deve mais ser usada como argumento para impedir o acesso de soldados a informações especiais ou de tarefas que exijam acesso a tais informações. Homossexuais estão sujeitos ao mesmo nível de scrutiny para cargos como todos os outros candidatos, e casos de possíveis riscos de segurança são avaliados individualmente.

1994 - A Suprema Corte reconhece os direitos de parceiros de mesmo sexo aos benefícios no setor privado.

Em novembro de 1994, a Suprema Corte tomou uma decisão histórica, concedendo direitos iguais a parceiros do mesmo sexo. No caso El-Al versus Danilowitz, o reclamante contestou a política nacional das companhias aéreas, que garantiam passagens gratuitas para parceiros de sexos opostos aos dos empregados, mas não para parceiros do mesmo sexo. A Suprema Corte israelense declarou que essa era uma política discriminatória com base na orientação sexual.

1997 - Benefício a parceiros de mesmo sexo são estendidos ao setor público.

A Corte de Tel Aviv, que funciona como comitê de apelação das forças armadas israelenses, ordenou que Adir Steiner fosse reconhecido como cônjuge do Coronel Doron Maselum, que havia falecido, e que lhe fossem concedidos os mesmos benefícios dados às viúvas de militares. O casal viveu junto por vários anos, compartilhando as finanças, e foi reconhecido em público como casal. A Corte estabeleceu que a política das forças armadas, segundo a qual apenas casais heterossexuais estariam aptos a receber benefícios, era discriminatória.
Essa decisão foi vista como mais uma consequência da decisão Danilowitz, que envolveu um contrato privado entre uma companhia comercial e um indivíduo. O caso Steiner, por outro lado, teve desdobramentos em todo o setor público.

2000 - Reconhecimento de parceiros de mesmo sexo como pais e mães adotivos

A Suprema Corte reconheceu uma lésbica como mãe adotiva de uma criança de quatro anos, filha de sua parceira, e determinou que o Ministério do Interior registrasse a adoção. Assim, a criança foi registrada como tendo duas mães.
Casais formados por parceiros de mesmo sexo em Israel agora têm muitos dos direitos dos casais heterossexuais. Foi-lhes concedido reconhecimento legal para os benefícios em impostos de propriedade, de herança e auxílio-moradia.

Culturalmente, a comunidade homossexual está inserida na sociedade. Questões e temas homossexuais são representados na televisão, em filmes, teatros e na literatura. A maior parte dos bares gays de Israel funciona em Tel Aviv, que anualmente sedia a Parada Anual do Orgulho Gay. Em 1998, um cantor transexual — Dana International — representou Israel no concurso de música Eurovision e conquistou o primeiro lugar, dando ainda mais destaque aos transexuais na sociedade Israelense.


Países do Oriente Médio x Homossexualismo

Arábia Saudita
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

Bahrein
Pune: Sim.
Pena máxima: Dez anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

Emirados Árabes
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

Iémen
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

Irã
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

Iraque
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.*
Pena mínima: Pena de morte.*
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
* Desde a chegada das tropas americanas a Pena de Morte foi extinta.

Israel
Pune: Não.
União civil: Sim (de facto)
Protege de discriminação: Sim.*
* Grande apoio para reconhecer legalmente casais homossexuais. O único pais do oriente médio que apóia legislação pró-gay.

Jordânia
Pune: Não.*
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
* Apesar de não ser considerado crime, relatórios mostram que a homossexualidade é causa comum para os "crimes de honra".

Kuwait
Pune: Sim.
Pena máxima: Sete anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não
Protege de discriminação: Não.

Líbano
Pune: Sim.
Pena máxima: Um ano de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não
Protege de discriminação: Não.

Omã
Pune: Sim.
Pena máxima: Três anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não
Protege de discriminação: Não.

Autoridade Nacional Palestina
Pune: Não.*
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
*Apesar da legislação palestina não possuir penalidades contra as minorias sexuais, os homossexuais palestinos fogem para Israel e outros países a fim de evitar que a população local os mate.

Qatar
Pune: Sim.
Pena máxima: Cinco anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

Síria
Pune: Sim.
Pena máxima: Um ano de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.

 


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