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antigas que o país
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Esquecidas
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Universidades
são mais antigas que o país
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Quando
Israel conquistou sua independência, em 1948,
já havia 1.600 estudantes matriculados nas
suas duas universidades. Hoje, cerca de 154.000 estudantes
freqüentam as instituições de ensino
superior do país. As principais universidades
são:
-
Universidade Hebraica de Jerusalém
(fundada em 1925), cujas faculdades cobrem praticamente
todas as áreas do saber, desde História
da Arte até Zoologia, e na qual funciona a
Biblioteca Nacional de Israel.
- Universidade de Tel Aviv (fundada
em 1956) foi o resultado da incorporação
de três instituições existentes,
para atender aos residentes na área de Tel
Aviv, a região mais populosa do país.
Hoje em dia ela é a maior universidade de Israel,
oferecendo uma ampla gama de disciplinas e dando ênfase
especial à pesquisa pura e aplicada.
- Universidade de Haifa (fundada
em 1963) é o centro de ensino superior da região
setentrional do país e oferece oportunidades
de estudos interdisciplinares; seus centros interdepartamentais,
seus institutos e o projeto arquitetônico, do
brasileiro Oscar Niemeyer, foram estruturados para
facilitar esta abordagem. A universidade tem um departamento
para o estudo do kibutz como entidade social e econômica,
e um centro dedicado à melhoria da compreensão
e cooperação entre judeus e árabes
em Israel.
- Universidade Ben-Gurion do Neguev
(fundada em 1967) foi estabelecida para servir à
população da região meridional
de Israel e para estimular o desenvolvimento social
e científico da região deserta do país.
Ela vem contribuindo grandemente à pesquisa
de zonas áridas, e sua escola de medicina foi
a pioneira nacional na prática da medicina
comunitária.
- Technion - Instituto Tecnológico
de Israel (fundado em 1924) formou uma grande
parte dos engenheiros, arquitetos e planejadores urbanos
do país. Nas últimas décadas,
lhe foram acrescentadas faculdades de medicina e ciências
biológicas. O Technion funciona como centro
de pesquisa pura e aplicada nos campos da ciência
e engenharia, contribuindo para o desenvolvimento
industrial do país.
- Instituto Weizmann de Ciências
(criado em 1934) hoje em dia é um reconhecido
centro de pós-graduação e pesquisas
em física, química, matemática
e ciências biológicas. Seus pesquisadores
dedicam-se a projetos destinados a acelerar o desenvolvimento
industrial e o estabelecimentos de novos empreendimentos
com bases científicas.
Intercâmbio
- Cresce comércio Israel-Brasil
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Chefe
do Escritório de Economia da Embaixada de Israel
no Brasil, Rona Kotler Ben Aroya nasceu em Tel Aviv,
é casada e mãe de um filho nascido em
São Paulo. Graduada em Ciências Políticas
na Universidade de Tel Aviv e mestre em Administração
de Empresas, antes de chegar ao Brasil foi diretora
do Departamento de Comércio Exterior da América
do Norte no Ministério da Indústria,
Comércio e Trabalho de Israel. Nesta entrevista
exclusiva, Rona falou das relações comerciais
entre Brasil e Israel, da ascensão da economia
israelense e dos conflitos com o Líbano.
Como
estão as relações comerciais
entre Brasil e Israel?
Rona Kotler: O comércio total entre os dois
países em 2005 foi de 731 milhões de
dólares, um crescimento de 4,3% comparado a
2004. Devido à seca no sul do Brasil, os agricultores
brasileiros reduziram em 2005 a quantidade de fertilizantes,
pesticidas e herbicidas que compravam de Israel. Como
estes são alguns dos principais produtos que
Israel exporta para o Brasil, a redução
teve efeito negativo nos números de exportação
israelense. Em contrapartida, a exportação
de produtos químicos cresceu 20%, e de equipamentos
eletrônicos e maquinaria cresceu 4%.
Quais
os principais produtos importados e exportados, de
parte a parte?
Israel exporta principalmente produtos químicos,
como fertilizantes, pesticidas e herbicidas, e equipamentos
de comunicação (maquinaria, elétrico
e ótico), e importa comida e produtos agrícolas,
incluindo carne, grãos, soja e concentrados
de fruta.
O
acordo de comércio de Israel é com o
Brasil ou com o Mercosul?
O Mercosul opera como a organização
principal, sob a qual os países membros mantêm
relações econômicas com países
estrangeiros em conjunto. As negociações
entre Israel e o Mercosul para firmar um Acordo de
uma Área de Livre-Comércio começou
em fevereiro. A meta dos dois lados é tentar
alcançar um acordo até o final deste
ano. O Brasil está tentando agora tirar a presidência
do Mercosul da Argentina, e Israel espera que o ritmo
das negociações continue rápido.
Vemos o potencial de expandir as exportações
aos países membros depois que o acordo for
assinado.
A
vinda de Ehud Olmert ao Brasil, quando ainda era ministro,
ajudou no fortalecimento das relações
comerciais entre os países?
Um dos melhores sinais de boa atmosfera de negócios
entre países é ter visitas mútuas
de autoridades e executivos. Em 2005, houve uma tendência
positiva tanto no Brasil como em Israel com relação
a estas visitas. Ehud Olmert visitou o Brasil a convite
do então ministro Luiz Fernando Furlan. A principal
meta de Olmert foi fortalecer e aprofundar as alianças
políticas e econômicas entre os países.
Alguns meses após a visita, o Mercosul anunciou
a abertura das negociações com Israel.
Olmert, que chegou ao Brasil como o chefe de uma delegação
de 15 empresas israelenses, usou a oportunidade também
para divulgar suas atividades entre os brasileiros.
Ele enfatizou a necessidade de maior participação
das companhias israelenses nas propostas governamentais
e a importância de diversificação
da lista de produtos que são comercializadas
entre os dois países. Olmert também
sugeriu estabelecer um fundo entre Israel e Brasil
para pesquisa conjunta e desenvolvimento em produtos
industrializados. Este fundo pode possibilitar ambos
os lados cooperarem em áreas como telecomunicação
e software, agricultura e agrotecnologia, tratamento
de água, equipamentos médicos, de segurança,
entre outras.
Está
prevista mais alguma visita ou alguma ação
para incrementar a relação dos dois
países?
Continuamos na organização de visitas
mútuas das duas indústrias, em Israel
e no Brasil, participamos das maiores feiras e eventos
nos dois países. Também continuamos
a desenvolver novas atividades que irão promover
o comércio bilateral com total cooperação
de entidades como Fiesp, Firjan, Apex, Ciesp, Inmetro
e, claro, da comunidade judaica daqui.. Eu coloco
o Escritório de Economia de Israel no Brasil
a disposição de qualquer empreendedor,
companhia ou instituição que esteja
interessado em criar contato comercial com Israel
ou fortalecer os contatos comerciais que já
possuem.
Qual
o potencial dessa relação?
Quando for assinado, o Acordo da Área de Livre
Comércio entre Israel e o Mercosul irá
alargar e estender a faixa de comércio entre
os países. Israel é um pequeno país
com quase nenhum recurso natural e é o segundo
maior importador do Oriente Médio. A economia
israelense e a brasileira se complementam. Produtos
que Israel normalmente compra de outros países
pode comprar do Brasil, como produtos têxteis,
grãos, óleos e gorduras animais e vegetais,
açúcar, frutas, castanhas, fumo, produtos
minerais, combustível, entre outros. Israel
é o país líder em pesquisa e
desenvolvimento e alta tecnologia em vários
setores, como: agrotecnologia, telecomunicações,
IT, software, produtos de biociência e tecnologias.
Para esses produtos há um grande potencial
no mercado brasileiro. Após assinar o acordo
com co Mercosul, Israel espera aumentar suas exportações
para região em 40% até o final da década.
Quais
são seus principais pilares da economia israelense
hoje?
A economia israelense está em boas condições
e continua expandir, tanto em produtos manufaturados
como em serviços. O crescimento em 2005 foi
de 5,2%. O emprego está crescendo, fazendo
o desemprego diminuir para menos de 9%. A produção
industrial tem crescido. Os investimentos externos
alcançaram um nível recorde de mais
de 6 bilhões de dólares. O mercado financeiro
está crescendo em uma taxa satisfatória,
e percebemos expansão de atividades em diversos
setores da economia. Estamos muito orgulhosos do negócio
assinado pela venda da companhia israelense Iscar,
um marco da economia do país. Esperamos que
esse negócio abra caminho para transações
similares no futuro. A previsão conservadora
da economia de Israel para 2006 é de uma taxa
de crescimento de 3,9%, com crescimento de 2,2% da
renda per capita. Os industriais e empresários
israelenses lideram os campos de eletro-ótica,
aplicativos avançados de software, nanotecnologia,
tecnologia bélica, segurança doméstica
e aplicativos múltiplos de telecomunicações.
Israel oferece uma qualidade única em mão-de-obra,
em especial engenheiros, físicos e cientistas
da computação, com capacidade comprovada
de desenvolvimento e adaptação.
O
acirramento dos conflitos com os palestinos tem influenciado
de alguma forma na economia?
No passado, a agitação geopolítica
realmente afetou a economia israelense e prejudicou
principalmente o turismo, os setores de construção
e vimos uma diminuição dos investimentos
estrangeiros diretos. Embora o Estado de Israel tenha
enfrentado muitos desafios e mudanças regionais,
sua economia permaneceu robusta. O compromisso do
governo israelense com a estabilidade regional vai
continuar e esperamos que, apesar da instabilidade
política atual, a economia permaneça
forte e estável e mantenha seu rápido
crescimento.
Como a senhora vê o conflito na região?
Israel tem de oferecer resistência a esses eixos
de terror e ódio, criados pelo Irã,
Síria, Hezbollah e Hamas, que querem acabar
com toda esperança de paz na região.
O Hezbollah é uma organização
terrorista, que faz parte do governo libanês.
A comunidade internacional, incluindo o Conselho de
Segurança, exigiu várias vezes que o
governo libanês acabasse com o Hezbollah. O
Líbano falhou e o resultado é a violência
de hoje. Israel vê o governo do Líbano
como responsável pela atual violência
não-provocada. Nessas circunstâncias,
Israel não tem alternativa a não ser
se defender. Esperamos também que a comunidade
internacional tome atitudes. Vamos devolver os ataques
para lutar pela paz.
Como
é, na prática, de forma resumida, seu
trabalho no consulado israelense?
O Escritório Econômico de Israel no Brasil,
o qual chefio, é responsável por encorajar,
facilitar e promover o comércio bilateral entre
Israel e Brasil e também responsável
por criar joint ventures entre as indústrias
brasileiras e israelenses. Desde de que cheguei no
Brasil, em outubro de 2004, vi o Acordo para Prevenção
de Cobrança Dupla de Impostos entrar em vigor;
o início da negociação a respeito
de uma Área de Livre Comércio com o
Mercosul e consolidadas as bases sobre um acordo de
pesquisa e desenvolvimento entre Brasil e Israel.
Todas esses conquistas possibilitam a nós aumentar
nossa cooperação com a indústria
brasileira e ampliar a presença de Israel no
Brasil. Estou certa de que devemos esperar um crescimento
maior no futuro. Estou fascinada com este lugar, pessoal
e profissionalmente.
Existe
um incentivo para quem quer investir em Israel?
O Estado de Israel atrai investimentos e negócios
graças a sua infra-estrutura moderna, tratados
de impostos no mundo inteiro (com o Brasil, Israel
possui um Tratado de Prevenção de Cobrança
Dupla de Impostos), institutos de pesquisa excelentes
e um setor jurídico e financeiro sofisticado.
Podemos guiar o investidor no processo de tomada de
decisão, encontrar parceiros adequados em Israel,
servir como recurso para informações
econômicas e podemos fornecer briefing customizado.
Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para convidar
investidores brasileiros em potencial a entrar em
contato com o Escritório Econômico de
Israel no Brasil.
Por Daniel Waismann / Tribuna Judaica
INFORMAÇÕES
GERAIS
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Introdução
... uma terra onde abundam o leite e o mel...
(Exodus 3:8)
Israel
é um pequeno e estreito país semi-árido,
situado na costa sudeste do Mar Mediterrâneo.
Ele entrou para a história há cerca
de 35 séculos, quando o povo judeu abandonou
a vida nômade, estabeleceu-se nesta terra
e tornou-se uma nação. No correr
dos anos, o país recebeu diferentes nomes
- Eretz Israel (Terra de Israel); Sion, nome de
uma das colinas de Jerusalém, que tornou-se
o sinônimo tanto da cidade quanto de toda
a Terra de Israel; Palestina, derivado de Palaestina,
usado pela primeira vez pelos romanos; a Terra
Prometida; e Terra Santa, etc... Contudo, para
a maioria dos israelenses o país é
simplesmente Haaretz - a Terra. Mais de 5,5 milhões
de pessoas vivem hoje em dia em Israel. Cerca
de 4,5 milhões são judeus; e a maioria
dentre o milhão sobressalente se constitui
de árabes. O país se caracteriza
por um amplo espectro de estilos de vida, variando
do religioso ao secular, do moderno ao tradicional,
urbano e rural, comunal e individual. |

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 |
Geografia e Clima
A área de Israel, dentro das fronteiras
e linhas de cessar-fogo, inclusive os territórios
sob o auto-governo palestino, é de 27.800
km2. Com sua forma longa e estreita, o país
tem cerca de 470 km de comprimento e mede 135
km em seu ponto mais largo. Limita-se com o Líbano
ao norte, a Síria a nordeste, a Jordânia
a leste, o Egito a sudoeste e o Mar Mediterrâneo
a oeste. A
distância entre montanhas e planícies,
campos férteis e desertos, pode ser coberta
em poucos minutos. A largura do país,
entre o Mar Mediterrâneo a oeste e o Mar
Morto, a leste, pode ser cruzada de carro em
cerca de 90 minutos; e a viagem desde Metula,
no extremo norte, a Eilat, o ponto mais meridional,
leva umas seis horas.
|
Aspectos Geográficos:
Israel pode ser dividido em quatro regiões
geográficas: três faixas paralelas
que correm de norte a sul e uma vasta zona,
quase toda árida, na metade sul do país.
A
planície costeira paralela ao Mediterrâneo,
é formada por uma faixa arenosa junto
ao mar, flanqueada por terrenos férteis
que avançam até 40 km em direção
ao interior do país. No norte, extensões
de praia arenosa são às vezes
pontuadas por calcário entalhado e rochedos
de arenito. Na planície costeira vive
mais da metade dos 5,5 milhões de habitantes
de Israel e nela se situam os principais centros
urbanos, portos para navios de grande calado,
a maior parte da indústria do país
e grande parte de sua agricultura e instalações
turísticas.
Várias
cadeias de montanhas acompanham o comprimento
do país. No nordeste encontra-se o Planalto
do Golan, com suas rochas de basalto, testemunhas
de erupções vulcânicas no
passado distante, que se ergue como uma parede
íngreme a contemplar o Vale do Hula.
As montanhas da Galiléia, em sua maioria
compostas de rocha calcárea branda e
dolomita, atingem altitudes entre 500 e 1.200
m acima do nível do mar. Pequenos córregos
perenes e um índice pluviométrico
relativamente elevado mantêm a cor verde
da região durante todo o ano. Os habitantes
da Galiléia e do Golan, cerca de 17%
da população de Israel, trabalham
sobretudo em agricultura, atividades turísticas
e indústria leve.
O
Vale do Jezreel, entre as montanhas da Galiléia
e da Samaria, é a região agrícola
mais rica de Israel, cultivado por muitas comunidades
cooperativas (kibutzim e moshavim). As colinas
arredondadas da Samaria e Judéia apresentam
um mosaico de cumes rochosos e vales férteis,
pontilhados de pomares de velhas oliveiras verde-prata.
As encostas aterraçadas, lavradas por
agricultores em tempos imemoriais, incorporaram-se
à paisagem natural. A população
se concentra principalmente em pequenos centros
urbanos e grandes aldeias.
O
Neguev, que constitui cerca da metade da superfície
de Israel, é habitado apenas por 8% da
população, concentrada em sua
região setentrional. A economia se baseia
sobretudo em agricultura e indústria.
Mais para o sul, o Neguev se torna uma zona
árida, caracterizada por pequenas colinas
e planícies de arenito, cortadas por
várias gargantas e wadis, nos quais as
chuvas hibernais causam freqüentemente
súbitas torrentes. Prosseguindo para
o sul, a paisagem dá lugar a uma área
de cumes rochosos desnudos, crateras, elevados
platôs de clima seco e altas montanhas.
Três crateras erosivas, a maior das quais
com 8 km de largura e 35 km de comprimento,
cortam profundamente a crosta terrestre, apresentando
rica variedade de cores e tipos de rochas. Na
ponta sul do Neguev, próximo a Eilat
e ao Mar Vermelho, agudas elevações
de granito cinza e vermelho são cortadas
por gargantas secas e rochedos íngremes,
cujas camadas de arenito resplandecem à
luz do sol.
O
Vale do Jordão e o Aravá, que
acompanham o comprimento do país na fronteira
oriental, são parte da Fenda Sírio-Africana,
que dividiu a crosta terrestre há milhões
de anos. Sua área setentrional é
extremamente fértil, ao passo que o sul
é semi-árido. Agricultura, pesca,
indústria leve e turismo são as
principais atividades econômicas da região.
O Rio Jordão, que corre de norte a sul
através desta fenda, desce mais de 700
m no seu curso de 300 km. Alimentado por regatos
que descem do Monte Hermon, ele atravessa o
fértil vale do Hula até o Lago
Kineret (Mar da Galiléia), continuando
a serpentear através do vale do Jordão
até desembocar no Mar Morto. Embora se
avolume durante a estação chuvosa
no inverno, o rio é, de modo geral, estreito
e pouco profundo.
O
Lago Kineret, aninhado entre as montanhas da
Galiléia e o Planalto do Golan, situa-se
a 212 m abaixo do nível do mar, tendo
8 km de largura e 21 km de comprimento. É
o maior lago de Israel e seu principal reservatório
de água potável. Ao longo da costa
do Kineret há locais de importância
histórica e religiosa, assim como colônias
agrícolas, empresas de pesca e pontos
de atração turística.
O
Aravá, a savana de Israel, inicia-se
ao sul do Mar Morto e se estende até
o Golfo de Eilat. Apesar de suas condições
climáticas - um índice pluviométrico
médio de menos de 25 mm e temperaturas
que chegam a 40ø no verão - aí
são cultivadas frutas e verduras fora
da estação, sobretudo para exportação,
graças ao uso de sofisticadas técnicas
agrícolas. O Golfo sub-tropical de Eilat
é famoso por suas águas azuis
profundas, seus recifes de coral e a exótica
fauna marítima.
O
Mar Morto
O
ponto mais baixo da Terra, cerca de 400 m abaixo
do nível do mar, situa-se ao sul do Vale
do Jordão. Suas águas, que têm
o mais alto grau de salinidade e densidade do
mundo, são ricas em potássio,
magnésio e bromo, assim como em sal de
cozinha e sais industriais. O ritmo natural
de recuo do Mar Morto acelerou-se nos últimos
anos, devido a uma taxa muito alta de evaporação
(1,6 m por ano), e a vários projetos
de desvio em alta-escala realizados por Israel
e pela Jordânia, para atender às
suas necessidades de água, o que causou
a redução de 75% da descarga de
água. Em conseqüência, o nível
do Mar Morto baixou em cerca de 10,6 m desde
1960. Um projeto de ligação do
Mar Morto com o Mar Mediterrâneo através
de um canal e sistema de tubulação,
que poderá devolver ao Mar Morto suas
dimensões e nível naturais, está
sendo considerado.
Clima
O
clima de Israel varia do temperado ao tropical,
com muito sol. Há duas estações
distintas predominantes: o inverno chuvoso,
de novembro a maio, e um verão seco nos
seis outros meses. As chuvas são relativamente
abundantes no norte e centro do país,
bem mais raras no norte do Neguev e quase inexistentes
no extremo sul. As condições regionais
são bastante variadas, com verões
úmidos e invernos amenos na região
costeira; verões secos e invernos moderadamente
frios nas montanhas; verões quentes e
secos e invernos agradáveis no Vale do
Jordão; e condições de
clima semi-desértico o ano todo no Neguev.
A situação do clima varia desde
a neve ocasional nas regiões elevadas,
no inverno, a dias de temperatura extremamente
alta, por causa de ventos secos e quentes, que
sopram periodicamente no outono e primavera. |
____________________________________
 |
Natureza
A Flora e a Fauna
A
vida animal e vegetal de Israel é rica
e diversificada, em parte devido à localização
geográfica do país, na junção
de três continentes. Mais de 2.800 tipos
de plantas foram identificados, desde espécies
alpinas nas encostas das montanhas setentrionais
a espécies do Sahara, na Aravá,
ao sul. Israel é o ponto extremo setentrional
para a presença de plantas como o papiro
e o limite meridional de outras, como a peônia
vermelho-coral brilhante.
Florestas naturais, principalmente de carvalhos,
cobrem partes da Galiléia, do Monte Carmel
e de outra regiões montanhosas. Na primavera,
cistos baixos e giestas espinhosas predominam,
com suas variações de branco, rosa
e amarelo.
|
Madressilvas trepam sobre os arbustos e grandes
plátanos proporcionam sombra ao longo
dos córregos de água fresca da
Galiléia. Nos planaltos do Neguev, massivas
pistaceiras atlânticas acrescentam uma
nota espetacular ao longo dos leitos dos rios
secos, e tamareiras crescem onde quer que haja
bastante água subterrânea.
Muitas
flores cultivadas, como a íris, a açucena,
a tulipa e o jacinto são aparentadas
a algumas das flores silvestres de Israel. Imediatamente
após as primeiras chuvas, em outubro-novembro,
o país se cobre de um tapete verde que
dura até a chegada do verão seco.
Ciclames brancos ou côr-de-rosa e anêmonas
vermelhas, brancas e côr-de-púrpura
florescem de dezembro a março; as tremoceiras
azuis e as margaridas amarelas surgem pouco
depois. Muitas das plantas nativas, como o açafrão
e a cila, são litófilas, isto
é, armazenam seus nutrientes em bulbos
ou tubérculos, e florescem no fim do
verão. Pairando sobre os campos, há
cerca de 135 variedades de borboletas, de matizes
e padrões brilhantes.
Mais
de 380 espécies diferentes de pássaros
podem ser vistas em Israel. Algumas, como o
rouxinol oriental comum, residem permanentemente
no país; outros, como o galeirão
e o estorninho, passam aqui o inverno, regalando-se
com o alimento encontrado nos campos e lagos
piscosos. Centenas de milhares de pássaros
atravessam Israel duas vezes por ano, em suas
migrações, fornecendo excelentes
oportunidades aos ornitólogos. Bútios,
pelicanos e outras aves migratórias,
grandes e pequenas, enchem os céus do
país em março e outubro. Várias
espécies de aves de rapina, como águias,
falcões e gaviões, assim como
minúsculos pássaros canoros, como
a toutinegra e o pintassilgo, nidificam em Israel.
Delicadas
gazelas correm sobre as colinas; raposas, gatos
selvagens e outros mamíferos vivem nos
bosques. Cabritos monteses da Núbia de
chifres majestosos saltam sobre os rochedos
no deserto; e camaleões, cobras e lagartos
de todos os tipos contam-se entre as 80 espécies
nativas de répteis.
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Infra-Estrutura
Comunicações: Israel está
ligado às principais redes mundiais de
dados comerciais, financeiros e acadêmicos
e está totalmente integrado aos sistemas
de comunicação internacionais,
por cabos submarinos e satélites. Serviços
telefônicos, de telex, de correio eletrônico
e de fax podem ser obtidos em todo o país,
proporcionando rápidos meios de comunicação
dentro do país e com o resto do mundo.
Os serviços postais operam em todo o
país, ligando-o a quase todos os países
do mundo.
O
Serviço Filatélico já emitiu
mais de 1.200 selos. Muitos conhecidos artistas
israelenses projetaram estes 'cartões
de visita' do país, alguns dos quais
já são considerados clássicos
e avidamente procurados por colecionadores. |
Rodovias: Num país de curtas distâncias
como Israel, os automóveis, ônibus
e caminhões são os principais
meios de transporte. Nos últimos anos,
a rede rodoviária foi enormemente ampliada
e melhorada, para adaptar-se ao rápido
aumento do número de veículos,
assim como para tornar acessível a mais
remota comunicação. Atualmente
está sendo construída uma auto-estrada
de várias pistas, de quase 300 km, a
se iniciar em Beer Sheva, no sul, ramificando-se
até Rosh Hanikrá e Rosh Pina no
norte. Esta estrada, para a qual se deverá
pagar pedágio, tornará possível
contornar as áreas densamente povoadas,
aliviando os congestionamentos de trânsito
e possibilitando um mais fácil acesso
à maioria das regiões do país.
Ferrovias:
A Companhia Ferroviária de Israel opera
serviços de passageiros entre Jerusalém,
Tel Aviv, Haifa e Naharia. Transportes de carga
também operam no sul, servindo o porto
de Ashkelon, as cidades de Ashkelon e Beer Sheva
e as minas ao sul de Dimona. Nos últimos
anos, vem aumentando o uso do transporte ferroviário,
tanto de passageiros como de carga. Para ajudar
a reduzir os problemas causados pela intensificação
do tráfego rodoviário, funcionam
nas áreas de Tel Aviv e Haifa serviços
rápidos de transportes de passageiros,
utilizando as linhas férreas existentes,
operados em coordenação com linhas
de ônibus. Muitos vagões obsoletos
ainda em uso estão sendo substituídos
por outros mais modernos, com ar condicionado,
e equipamento moderno de manutenção
mecânica está sendo posto em operação.
Portos
marítimos: Os antigos portos de Iafo,
Cesaréia e Acre (Aco) foram substituídos
por três portos modernos de grande calado,
em Haifa, Eilat e Ashdod, que servem à
navegação internacional. Haifa
é, atualmente, um dos maiores portos
mediterrâneos para navios de carga, assim
como um movimentado terminal de passageiros.
O de Ashdod é usado sobretudo para mercadorias
e Eilat, no Mar Vermelho, liga Israel ao hemisfério
sul e ao Extremo Oriente. Além disso,
há um porto para navios-tanque em Ashkelon,
e em Hadera funciona um equipamento moderno
de descarga direta para cargueiros que abastecem
de carvão a usina elétrica próxima.
Reconhecendo
que a localização geográfica
de Israel o transforma potencialmente em país
de trânsito para passageiros e mercadorias
em travessia da região, a Autarquia de
Portos e Ferrovias delineou um plano-mestre
de longo termo para fazer frente às necessidades
futuras. Entre outras prioridades, ele prevê
o desenvolvimento de um moderno sistema ferroviário,
a instalação do equipamento mais
moderno possível em cada fase de suas
operações terrestres e marítimas
e a criação de sistemas computadorizados
para o controle e supervisão de todos
os seus serviços.
Aeroportos:
O Aeroporto Internacional Ben-Gurion (25 minutos
de carro de Tel Aviv e 50 minutos de Jerusalém)
é o maior e mais importante terminal
aéreo do país. Em virtude do rápido
aumento do número de chegadas e partidas
de passageiros, o aeroporto foi recentemente
ampliado. Vôos tipo charter, sobretudo
da Europa, e viagens domésticas também
aterrisam no aeroporto de Eilat, ao sul, e em
pequenos aeroportos situados nas proximidades
de Tel Aviv e Jerusalém, no centro do
país, e em Rosh Pina, no norte.
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Vida
Urbana
Mais de 90% dos israelenses vivem em centros
urbanos. Várias cidades modernas, onde
se misturam o antigo e o novo, estão
construídas em locais conhecidos desde
a antigüidade, como Jerusalém, Safed,
Beer Sheva, Tiberíades e Aco. Outras,
tais como Rechovot, Hadera, Petach Tikva e Rishon
Letzion eram aldeias agrícolas na época
anterior à independência e tornaram-se
gradualmente importantes centros populacionais.
Cidades em desenvolvimento, como Carmiel e Kiriat
Gat, foram construídas nos primeiros
anos da criação do estado para
atender ao rápido crescimento populacional
gerado pela imigração em massa,
assim como para melhor distribuir a população
por todo o país, e promover a integração
econômica rural e urbana, atraindo indústrias
e serviços a áreas até
então despovoadas. |
Principais
Cidades
Jerusalém,
situada nas Colinas da Judéia, é
a capital de Israel, a sede do governo e o centro
histórico, espiritual e nacional do povo
judeu desde que o Rei David fê-la capital
de seu reino há 3.000 anos atrás.
Santificada pela religião e a tradição,
pelos Lugares Santos e santuários, ela
é reverenciada por judeus, cristãos
e muçulmanos de todo o mundo.
Até
1860, Jerusalém era uma cidade murada,
formada por quatro quarteirões - judeu,
muçulmano, armênio e cristão.
Naquela época, os judeus, que constituíam
a maioria da população da cidade,
começaram a construir novos bairros fora
dos limites da muralha, formando o núcleo
da Jerusalém moderna. Durante a administração
britânica (1918-48), ela gradualmente
se transformou, e a cidadezinha provincial abandonada
da época do Império Otomano (1518-1918)
tornou-se uma florescente metrópole,
com novos bairros residenciais, cada um refletindo
o caráter do grupo específico
que nele vivia. Após o ataque árabe
conjunto desfechado contra o recém-fundado
Estado de Israel, a cidade ficou dividida, sendo
administrada por Israel e a Jordânia;
durante 19 anos uma parte estava hermeticamente
separada da outra por muros de concreto e arame
farpado. Após o ataque a Jerusalém,
desencadeado na Guerra dos Seis Dias, em 1967,
a cidade foi reunificada.
Jerusalém,
hoje a maior cidade de Israel, conta com mais
de meio milhão de habitantes. Ao mesmo
tempo antiga e moderna, é uma cidade
de diversidades, e seus habitantes representam
uma mistura de culturas e nacionalidades e de
estilos de vida que vão desde o estritamente
religioso ao secular. É uma cidade que
preserva seu passado e constrói para
o futuro, com locais históricos cuidadosamente
restaurados, áreas de paisagem verde,
zonas comerciais modernas, parques industriais
e bairros em expansão, que atestam sua
continuidade e vitalidade.
Tel
Aviv-Iafo, cidade moderna na costa mediterrânea,
é o centro comercial e financeiro de
Israel, assim como o foco de sua vida cultural.
Nela estão sediadas as mais importantes
organizações industriais e agrícolas,
a Bolsa de Valores, os principais jornais, periódicos
e editoras. Tel Aviv, a primeira cidade exclusivamente
judaica dos tempos modernos, foi fundada em
1909 como um subúrbio de Iafo, uma das
mais antigas cidades do mundo. Em 1934 Tel Aviv
foi elevada à categoria de município
e, em 1950, foi fundida com Iafo, absorvendo
a antiga cidade. A área em torno do antigo
porto de Iafo (Jafa) tornou-se uma colônia
de artistas e um centro turístico, com
galerias, restaurantes e clubes noturnos.
Haifa,
na costa do Mediterrâneo, sobe pelas encostas
do Monte Carmel. Foi construída em três
níveis topográficos: a cidade
baixa, cujos terrenos foram parcialmente recuperados
do mar, é o centro comercial e a zona
portuária; o nível intermediário
é a área residencial antiga; e
o nível mais elevado consiste de bairros
modernos em rápida expansão, com
ruas arborizadas, parques e bosques de pinheiros,
que contemplam a zona industrial e as praias
da ampla baía lá embaixo. Importante
porto de grande calado, Haifa é um foco
de comércio internacional, além
de ser o centro administrativo da região
norte de Israel.
Safed,
aninhada entre as montanhas da Galiléia,
é um local popular de férias de
verão e centro turístico, com
um quarteirão de artistas e várias
sinagogas centenárias. No século
XVI, Safed era o mais importante centro de criatividade
e de estudos judaicos - ponto de encontro de
rabinos, eruditos e místicos que estabeleceram
leis e preceitos religiosos, muitos dos quais
seguidos até hoje pelos judeus observantes.
Tiberíades,
às margens do lago Kineret, é
famosa por suas fontes termais medicinais. Hoje
em dia a cidade é um movimentado centro
turístico, onde vestígios arqueológicos
do passado misturam-se a modernos edifícios
e hotéis. Fundada no século I,
a cidade deve seu nome ao imperador romano Tibério.
Mais tarde, tornou-se um centro de erudição
judaica e a sede de uma academia rabínica
famosa.
Beer
Sheva, no norte do Neguev, situa-se na interseção
das estradas que levam ao Mar Morto e a Eilat.
É uma cidade nova construída num
local já conhecido no tempo dos Patriarcas,
há 3.500 anos atrás. Chamada 'a
capital do Neguev', Beer Sheva é um centro
administrativo e econômico, sede de repartições
governamentais regionais e instituições
de saúde, educação e cultura
que prestam serviços a toda a região
sul do país.
Eilat
a cidade mais meridional do país, é
a saída de Israel para o Mar Vermelho
e o Oceano êndico. Seu porto moderno,
que se acredita estar localizado onde se erguia
o antigo porto no tempo do Rei Salomão,
é a via comercial de Israel com a África
e o Extremo Oriente. Seus invernos cálidos,
um espetacular cenário submarino, as
belas praias, os esportes aquáticos,
seus luxuosos hotéis e a facilidade de
acesso da Europa através de vôos
charter fazem de Eilat uma próspera cidade
turística durante todo o ano. Desde o
estabelecimento da paz entre Israel e a Jordânia
(1994), foram iniciados projetos conjuntos de
desenvolvimento com a cidade vizinha Ácaba,
para incrementar o turismo na região.
Arquitetura
através dos tempos
O
estilo de construção urbana de
Israel é imensamente variado, com estruturas
dos séculos passados, sólidos
edifícios inspirados por renomados arquitetos
europeus da época anterior à 2a
Guerra Mundial e blocos de apartamentos construídos
às pressas durante os primeiros anos
do estado, a fim de atender às necessidades
de moradia dos novos imigrantes; e a seu lado,
bairros residenciais cuidadosamente planejados,
arranha-céus de concreto e vidro que
abrigam escritórios e luxuosos hotéis,
construídos nas duas últimas décadas. |
____________________________________
 |
Vida
Rural
Cerca de 9% da população de Israel
vive em áreas rurais, tanto em aldeias
como em dois tipos de colônias agrícolas
cooperativas singulares, o kibutz e o moshav,
que se desenvolveram no país no início
do século XX. As aldeias de vários
tamanhos são habitadas principalmente
por árabes e drusos, que representam
um sexto da população rural de
Israel. As terras e casas são propriedades
privadas, e os agricultores cultivam e comercializam
seus produtos individualmente. Os árabes
beduínos do Neguev, anteriormente nômades,
constituem uma minoria dentro do setor árabe
(70.000 pessoas) e vêm passando por um
processo de urbanização, refletindo
a transição de uma sociedade tradicional
para um estilo de vida moderno e sedentário. |
O
kibutz é uma unidade sócio-econômica
autônoma, na qual as decisões são
tomadas pela assembléia geral de seus
membros, sendo os bens e os meios de produção
de propriedade coletiva. Hoje em dia, aproximadamente
2,3% da população do país
vive em cerca de 270 kibutzim. Os membros trabalham
nos diferentes ramos da economia kibutziana;
as crianças passam grande parte das horas
do dia com seus companheiros de idade, desde
a mais tenra infância até o fim
da escola de 2ø grau, em marcos estruturados.
Tradicionalmente a espinha dorsal da agricultura
de Israel, os kibutzim produzem atualmente 33%
da produção agrícola do
país; dedicam-se também à
indústria, turismo e serviços.
O
moshav é uma colônia rural na qual
cada família é proprietária
de seu próprio campo e residência.
No passado, a cooperação estendia-se
às compras e comercialização
conjunta; hoje em dia os membros dos moshavim
preferem ser mais independentes economicamente.
Cerca de 450 moshavim, com uma média
de 60 famílias cada um (3,1% da população),
fornecem uma boa parte da produção
agrícola de Israel.
O
ishuv kehilati (é uma nova forma de comunidade
rural, e em cada um dos 50-60 já existentes
vivem centenas de famílias. Embora a
vida econômica de cada família
seja completamente independente, e a maioria
dos membros trabalhe fora da comunidade, o nível
de participação voluntária
dos membros na vida comunitária é
muito alto. A instituição central
de administração é a assembléia
geral, composta pelos chefes de cada família,
que estabelece e aprova o orçamento comunitário
em sua reunião anual. Além dos
comitês de gerência e de fiscalização,
grupos de trabalho dedicam-se a assuntos como
educação, cultura, juventude,
finanças e outros. Um secretariado pago
administra os assuntos diários de acordo
com as decisões dos órgãos
eleitos. Novos membros são aceitos somente
se aprovados pela comunidade. |
POPULAÇÃO
ÁRABE ____________________________________
Israel
é o lar de uma população muito
diversificada, com os mais variados antecedentes étnicos,
religiosos, culturais e sociais. De seus mais de 6
milhões habitantes, 79,8% são judeus
(mais da metade nascidos no país, os demais
provenientes de cerca de 70 países de todo
o mundo), 16,8% são árabes (em sua maioria
muçulmanos) e os restantes 1,7% incluem drusos,
circassianos e outras não classificadas segundo
a religião.
A Declaração de Independência
do Estado de Israel (1948) garante a liberdade de
crença a toda a população. Todas
as comunidades religiosas são livres, por lei
e na prática, para exercer sua fé, observar
seus feriados e dia semanal de descanso, e administrar
seus assuntos internos. Cada comunidade tem seu próprio
conselho religioso e seus próprios tribunais,
reconhecidos por lei e com jurisdição
sobre todas as questões religiosas e assuntos
de âmbito pessoal, como casamento e divórcio.
Cada uma tem seus lugares especiais de culto, com
os ritos tradicionais e formas arquitetônicas
singulares, desenvolvidas através dos séculos.
Sendo
assim, os árabes-israelenses gozam dos mesmos
direitos civís e políticos de toda a
população. Nenhum outro país
do Oriente Médio concede tamanha liberdade
e direitos às suas sociedades minoritárias.
Os cidadãos árabes-israelenses são
representados em todos os setores sociais e políticos,
incluíndo o Knesset (parlamento de Israel),
o Supremo Tribunal Federal e as Univesidades.
O árabe, assim como o hebráico, é
língua oficial de Israel. Na arena política,
os cidadãos árabes-israelenses, homens
e mulheres, têm o direito de votar. Há,
atualmente, 9 deputados árabes e 2 deputados
druzos no Knesset.
A população árabe-israelense
se divide nos seguintes grupos:
-
Árabes muçulmanos - Há quase
1 milhão cidadãos árabes muçulmanos
em Israel.
-
Beduínos - Os beduínos se dividem em
30 tribos, a maioria vivendo no Sul do país.
Esta sociedade está passando por um período
de transição de uma estrutura social
tribal nômade a uma sociedade estabelecida,
que vem se incorporando a força de trabalho
de Israel. Estima-se que o número de beduínos
chegue a 170.000 cidadãos, seguidores da religião
muçulmana.
-
Árabes Cristãos - Cerca de 113.000 cidadãos
israelenses são árabes Cristãos.
Vivem principalmente em áreas urbanas como
Haifa, Nazaré e Shfaram.
Druzos
- Somando 106.000 cidadãos, os druzos vivem,
predominantemente, em 22 vilas ao Norte de Israel.
Constituem uma comunidade cultural, social e religiosa
independente. Um aspecto sabido de sua filosofia é
o conceito do taqiyya, que significa lealdade ao governo
do país em que vivem.
DIREITOS
DAS MULHERES
____________________________________
O
Estado de Israel foi fundado sobre o princípio
de igualdade de direitos políticos e sociais
para todos os seus cidadãos. A declaração
de independência de Israel foi uma das primeiras
a incluir o sexo como grupo de classificação
para o propósito de direitos iguais, declarando:
"O Estado de Israel vai manter a igualdade de
direitos sociais e políticos para todos os
cidadãos, independentemente da religião,
da raça e do sexo."
O primeiro esforço legislativo significativo
para implementar o princípio de igualdade de
gêneros foi a promulgação da Lei
dos Direitos Iguais das Mulheres, de 1951. A lei iguala
o status legal da mulher ao do homem e proíbe
a discriminação quanto ao sexo. Entretanto,
como um estatuto ordinário, a lei não
tem qualquer peso constitucional e qualquer estatuto
subseqüente prevalece sobre ela. Além
disso, a lei se aplica principalmente à esfera
pública e não cobre todos os campos
relacionados aos direitos da mulher. Apesar desses
problemas, a lei foi usada como uma ferramenta de
interpretação pela Suprema Corte no
papel desta como Corte Superior de Justiça
para introduzir uma ampla variedade de igualdade de
direitos para a mulher.
Outra peça-chave da legislação
é a Lei de Igualdade de Oportunidades de Emprego,
de 1988, que proíbe todos os tipos de discriminação
no ambiente de trabalho. Essa lei reconhece o assédio
sexual como uma forma de discriminação
no ambiente de trabalho, e está sujeita a sanções
civis e criminais. O primeiro passo para a implementação
dessa lei foi estabelecer, em março de 1998,
a "Autoridade para o Progresso da Mulher".
Adotada por representantes dos ministérios
do Governo, ONGs e especialistas acadêmicos,
a Autoridade fiscaliza o cumprimento governamental
da política cujo objetivo é o progresso
da posição social da mulher; recebe
queixas; reforça a igualdade de salários
para as mulheres; presta assistência nos negócios
e carreiras da mulher, incentivando a nomeação
da mulher para altos cargos.
A Lei Israelense Contra Assédio Sexual, de
1998, representa uma das mais avançadas questões
da legislação nesse campo. Proíbe
o assédio sexual (que é definido de
forma ampla) e o tratamento prejudicial em um amplo
espectro de situações envolvendo relações
de poder e dependência.
A
consciência constante da posição
da mulher tem se manifestado numa presença
crescente do sexo feminino em cargos de gerência
e de tomada de decisão. Nos últimos
anos foram registrados números recordes de
mulheres em altos cargos. Cinco mulheres agora atuam
como juízas da Suprema Corte, de um total de
12 juízes.
Servir nas Forças de Defesa de Israel é
obrigatório para homens e mulheres –
mulheres servem durante 24 meses e homens, durante
36 meses. Tem-se debatido bastante sobre se as mulheres
devem ou não servir em unidades de combate.
Em 1994, a Suprema Corte apoiou a petição
apresentada por uma mulher prestando serviço
militar, na qual permitiu se alistar na força
aérea visando o treinamento como piloto. Seguindo
essa decisão, a Lei de Serviço de Defesa
recebeu uma emenda para permitir que as mulheres prestando
serviço militar freqüentassem a Escola
de Aviação. Em 2001, a primeiro piloto
de combate feminino se formou na Escola de Aviação
da Força Aérea Israelense.
DIREITOS
DOS HOMOSSEXUAIS
____________________________________
Israel
é atualmente um dos países mais avançados
em termos de igualdade para as minorias sexuais. Recentemente,
Israel promulgou mais leis e decisões judiciais
progressistas nas áreas de orientação
sexual e de direitos para gays e lésbicas do
que muitos países ocidentais. Israel possui
uma comunidade gay ativa e é de longe um dos
países mais tolerantes com homossexuais do
Oriente Médio.
Política,
legal e culturalmente a comunidade homossexual tem
deixado uma vida à margem da sociedade israelense
para uma visibilidade e crescente aceitação.
Como é freqüente nos casos de batalhas
pela justiça social e a igualdade, as mudanças
ocorrem em decorrência de uma combinação
de fatores políticos, legais e sociais.
Datas
marcantes e evolução:
1988
- Knesset descriminaliza o homossexualismo
1992
- Knesset proíbe a discriminação
por orientação sexual nos locais de
trabalho
Em 1992,
a Lei de Igualdade de Oportunidades de Emprego de
1988 foi revisada com o intuito de proibir a discriminação
nas relações trabalhistas com base na
orientação sexual e no estado civil.
O não-cumprimento da lei resulta em responsabilidade
penal e a vítima ainda tem o direito de buscar
ações cíveis (incluindo penas
indenizatórias). Esse aperfeiçoamento
é visto como um grande passo em direção
ao reconhecimento de homossexuais e bissexuais como
membros da sociedade.
1993
- Knesset estabelece subcomissão específica
1993
- As forças armadas israelenses abolem regulamentos
discriminatórios contra as minorias sexuais
A política
oficial agora determina que a orientação
sexual não deve mais ser usada como argumento
para impedir o acesso de soldados a informações
especiais ou de tarefas que exijam acesso a tais informações.
Homossexuais estão sujeitos ao mesmo nível
de scrutiny para cargos como todos os outros candidatos,
e casos de possíveis riscos de segurança
são avaliados individualmente.
1994
- A Suprema Corte reconhece os direitos de parceiros
de mesmo sexo aos benefícios no setor privado.
Em novembro
de 1994, a Suprema Corte tomou uma decisão
histórica, concedendo direitos iguais a parceiros
do mesmo sexo. No caso El-Al versus Danilowitz, o
reclamante contestou a política nacional das
companhias aéreas, que garantiam passagens
gratuitas para parceiros de sexos opostos aos dos
empregados, mas não para parceiros do mesmo
sexo. A Suprema Corte israelense declarou que essa
era uma política discriminatória com
base na orientação sexual.
1997
- Benefício a parceiros de mesmo sexo são
estendidos ao setor público.
A Corte
de Tel Aviv, que funciona como comitê de apelação
das forças armadas israelenses, ordenou que
Adir Steiner fosse reconhecido como cônjuge
do Coronel Doron Maselum, que havia falecido, e que
lhe fossem concedidos os mesmos benefícios
dados às viúvas de militares. O casal
viveu junto por vários anos, compartilhando
as finanças, e foi reconhecido em público
como casal. A Corte estabeleceu que a política
das forças armadas, segundo a qual apenas casais
heterossexuais estariam aptos a receber benefícios,
era discriminatória.
Essa decisão foi vista como mais uma consequência
da decisão Danilowitz, que envolveu um contrato
privado entre uma companhia comercial e um indivíduo.
O caso Steiner, por outro lado, teve desdobramentos
em todo o setor público.
2000
- Reconhecimento de parceiros de mesmo sexo como pais
e mães adotivos
A Suprema
Corte reconheceu uma lésbica como mãe
adotiva de uma criança de quatro anos, filha
de sua parceira, e determinou que o Ministério
do Interior registrasse a adoção. Assim,
a criança foi registrada como tendo duas mães.
Casais formados por parceiros de mesmo sexo em Israel
agora têm muitos dos direitos dos casais heterossexuais.
Foi-lhes concedido reconhecimento legal para os benefícios
em impostos de propriedade, de herança e auxílio-moradia.
Culturalmente,
a comunidade homossexual está inserida na sociedade.
Questões e temas homossexuais são representados
na televisão, em filmes, teatros e na literatura.
A maior parte dos bares gays de Israel funciona em
Tel Aviv, que anualmente sedia a Parada Anual do Orgulho
Gay. Em 1998, um cantor transexual — Dana International
— representou Israel no concurso de música
Eurovision e conquistou o primeiro lugar, dando ainda
mais destaque aos transexuais na sociedade Israelense.
Países do Oriente Médio x Homossexualismo
Arábia
Saudita
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
Bahrein
Pune: Sim.
Pena máxima: Dez anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
Emirados Árabes
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
Iémen
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
Irã
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.
Pena mínima: Pena de morte.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
Iraque
Pune: Sim.
Pena máxima: Pena de morte.*
Pena mínima: Pena de morte.*
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
* Desde a chegada das tropas americanas a Pena de
Morte foi extinta.
Israel
Pune: Não.
União civil: Sim (de facto)
Protege de discriminação: Sim.*
* Grande apoio para reconhecer legalmente casais homossexuais.
O único pais do oriente médio que apóia
legislação pró-gay.
Jordânia
Pune: Não.*
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
* Apesar de não ser considerado crime, relatórios
mostram que a homossexualidade é causa comum
para os "crimes de honra".
Kuwait
Pune: Sim.
Pena máxima: Sete anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não
Protege de discriminação: Não.
Líbano
Pune: Sim.
Pena máxima: Um ano de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não
Protege de discriminação: Não.
Omã
Pune: Sim.
Pena máxima: Três anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não
Protege de discriminação: Não.
Autoridade Nacional Palestina
Pune: Não.*
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
*Apesar da legislação palestina não
possuir penalidades contra as minorias sexuais, os
homossexuais palestinos fogem para Israel e outros
países a fim de evitar que a população
local os mate.
Qatar
Pune: Sim.
Pena máxima: Cinco anos de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
Síria
Pune: Sim.
Pena máxima: Um ano de detenção.
Pena mínima: Multa.
União civil: Não.
Protege de discriminação: Não.
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