> Bateria completa

> Uma vida com mais mobilidade já é realidade para pessoas com paralisias

> Israel na Copa do Mundo

> FAB compra novo Vant (Veículo Aéreo Não-Tripulado) para vigilância durante a Copa do Mundo

> Novo dispositivo ajuda cegos a "ver"

> Empresa israelense vai transferir tecnologia contra Mal de Gaucher à Fiocruz

> Cientistas desenvolvem “olho biônico” para curar cegueira

> Robô pode ajudar no ensino de crianças com hiperatividade e déficit de atenção

> Israel cria celular especialmente projetado para as crianças

> IAI ganha contrato da FAB para converter Boeings 767 em aviões multi-missão

> Dispositivo purifica água com energia solar

> Um simulador de cirurgias cerebrais

>
Empresa israelense transforma lodo residual em eletricidade

>
Dispositivo israelense permite a cegos transformarem som em visão

> Designer cria painel de iluminação para reduzir gastos de energia nas cidades

>
AEL Sistemas ganha contrato com Embraer

>
Kit doméstico pode detectar infarto em andamento

>
Software detecta pedofilia na rede e bullying digital

> Robôs inteligentes para selecionar e colher frutas maduras

> Tecido antibacteriano combate infecção hospitalar

>
Pesquisadores israelenses descobrem gene mutante que aumenta produção de tomates

>
Detector de sarcasmo

>
Sensor detecta bactérias em alimentos

> Sensor permite detectar micro-partículas poluentes

>
Israelense desenvolve detector de mentiras através da escrita

> Método não-invasivo pode prever infartos

> Orvalho para irrigação

>
TAT fornecerá para Embraer

> Energia do Céu

> Nanotecnologia em Israel

> Suor, a impressão digital do futuro?

> Relógio de pulso também é celular, palmtop, câmera e player de música e vídeo

> Robô limpa janelas de arranha-céus

> Produzir água a partir do ar

> Israel enviará SMS para alertar população para ataques de mísseis

> Israelenses criam sistema de identificação anti-fraude

> Carro elétrico

> Anti-clonagem por celular

> INTERNET NO AVIÃO

> Cientistas israelenses criam a nanobíblia

> Microrrobô israelense consegue circular pela corrente sanguínea

> Florestas contra os desertos

>
Combate à pedofilia

>
Novo fungo acelera a produção de biodiesel


>
O mais precioso líquido

>
Avanço em cultivo de corais

>
Novos outdoors israelenses revolucionam o mercado

> Boa notícia para os amantes de banana — empresa israelense desenvolve fruta resistente a pragas

> Site israelense revela a celebridade que exista dentro de você

>
Caroços de azeitona viram energia elétrica


>
Que tal engolir uma câmera?


>
Visão Geral

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Bateria Completa
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Fundada em 2006 pelo empresário israelense Ran Poliakine, a Powermat tem estado entre as empresas que buscam alternativas aos fios para carregar smartphones, ipads e outros dispositivos.

A empresa utiliza uma tecnologia de carga indutiva, que pode passar eletricidade entre os objetos nas proximidades sem precisar de fios conectores. A Powermat, que trabalha desde 2011 em parceria com a Duracell, está desenvolvendo dois grandes projetos, um para implementar seu dispositivo nas mesinhas da rede de café Starbucks e outro para que os automóveis da Cadillac já saiam de fábrica com seus carregadores sem fio no painel.

 

 

Uma vida com mais mobilidade já é realidade para pessoas com paralisias
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Criado pela empresa israelense Argo Medical Technologies, o ReWalk é um exoesqueleto robótico vestível que permitir que indivíduos com lesão da medula espinhal consigam ficar de pé, caminhar e atá subir escadas.

Após ganhar muita visibilidade ao ser considerado uma das 25 principais inovações de 2013 pela resvista Time Magazine, o ReWalk volta às manchetes graças à sua recente aprovação pelo FDA.

Desta forma, o ReWalk é o único exoesqueleto aprovada pela FDA através de estudos clínicos e testes exaustivos de desempenho para uso pessoal e chega ao Mercado Americano com um preço para o consumidor de US$ 70 mil.

O próximo passo é abertura de capital da Argo Medical, através da bolsa de tecnologia Nasdaq, para levanter US$ 50 milhões que serão investidos no aprimoramento da roupa biônica e em formas de tornar o produto mais barato e acessível para ajudar a paraplégicos no mundo inteiro.

Israel na Copa do Mundo
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Israel não participou com sua seleção de futebol na Copa do Mundo de 2014, mas além dos milhares de israelenses que vieram ao país assistir ao evento e torcer pelo Brasil, uma empresa israelense de soluções integradas de segurança foi a escolhida para proteger a nova Arena Pantanal, em Cuiabá.

A empresa RISCO, a partir de uma central de controle, monitorou 300 diferentes áreas dentro e fora do estádio de uma só vez, incluindo todas as câmeras de segurança, luzes, portas de entrada, catracas, sistema de som, vestiários, salas VIP , galerias e estacionamentos.

Este amplo projeto multidisciplinar, projetado para a arena, deu a empresa israelense uma excelente oportunidade para provar sua capacidade de criar soluções sob medida para a segurança rigorosas e requisitos operacionais exigidos para eventos deste porte.

 

 

FAB compra novo Vant (Veículo Aéreo Não-Tripulado) para vigilância durante a Copa do Mundo
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A empresa israelense Elbit Systems ganhou um contrato para fornecer à Força Aérea Brasileira um Vant (Veículo Aéreo Não-Tripulado), modelo Hermes 900, para patrulhar os céus durante a Copa do Mundo. A FAB já opera com modelos Hermes 450, menores.

“Estamos muito orgulhosos de fornecer nosso Hermes 900 à FAB, que é o oitavo cliente a ser equipado com esse equipamento de ponta”, disse Elad Aharonson, gerente-geral da Elbit Systems UAS Divisions.

“A FAB poderá se beneficiar das vantagens de operações aéreas conjuntas dos dois modelos de Vants”, acrescenta. "É uma solução exclusiva para missões de inteligência, proteção de fronteira, infraestrutura e locais críticos”, completa Aharonson.

No valor de US$ 8 milhões, o contrato prevê o suporte logístico e garantia de um ano do equipamento. O Chefe do CELOG (Centro Logístico da Aeronáutica), Brigadeiro do Ar Ricardo César Mangrich, informou que o novo Vant, como é mais conhecido, chega ao Brasil no início de maio e já estará pronto para uso durante a Copa do Mundo.

Além dos recursos do RQ-450 Hermes, já conhecidos, entre as principais vantagens operacionais do Hermes 900 está o SkEye - um conjunto de 10 câmeras de alta resolução que permitem a vigilância de uma região inteira. O software, que processa o conjunto de imagens, permite a visualização de maneira independente, o que permite monitorar dentro uma mesma área diferentes alvos simultaneamente. Cerca de 10 pessoas serão necessárias para operar a nova ferramenta.

 

 

Novo dispositivo ajuda cegos a "ver"
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A empresa israelense OrCam desenvolveu um dispositivo adaptado aos óculos que permite a deficientes visuais ‘enxergarem’ objetos e pessoas. Custando o mesmo preço que um bom aparelho auditivo, o dispositivo é capaz de identificar milhares de objetos mediante o simples apontar de dedos para eles, transmitindo ao usuário a informação por meio de um sistema de áudio. Entres estes objetos estão rostos de pessoas conhecidas, animais, ônibus, textos de jornais e produtos de uma loja.

O dispositivo funciona com inteligência artificial e algoritmos especiais construídos em um pequeno computador alimentado por uma câmera e uma bateria de longa duração. Teoricamente, o OrCam poderia ser implementado em qualquer conjunto de sistemas que necessitam de identificação visual quando o usuário não pode ver. O dispositivo pode ser conectado com aparelhos auditivos e implantas cocleares.

 

 

Empresa israelense vai transferir tecnologia contra Mal de Gaucher à Fiocruz
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A empresa israelense Protalix Biotherapeutics Inc firmou um acordo de fornecimento e transferência de tecnologia com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção de Uplyso, uma terapia de reposição enzimática desenvolvida pela empresa para tratar o Mal de Gaucher tipo I.

O acordo, no valor de US$ 280 milhões, tem validade de sete anos, podendo ser prorrogado por um período adicional de cinco anos para completar a transferência. “Com essa colaboração, seremos capazes de fortalecer nossas capacidades tecnológicas e industriais na área de fabricação de produtos biológicos e melhorar a saúde dos cidadãos brasileiros que são afetados por essa doença rara”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em março de 2013, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concedeu aprovação da Uplyso, fabricada pela Pfizer. Para facilitar o acordo com a Fiocruz, a Pfizer, que é parceira da Protalix, transferiu seus direitos de comercialização do Uplyso no Brasil à empresa israelense.

 

 

Cientistas desenvolvem “olho biônico” para curar cegueira
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Pesquisadores israelenses e americanos da Universidade Stanford estão desenvolvendo um “olho biônico”, dispositivo movido a energia solar que estimula células nervosas do olho e pode curar da cegueira pessoas que sofrem de retinite pigmentosa, uma doença degenerativa na retina. A pesquisa é financiada pela USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) e tem o apoio da US National Institute of Health. Segundo os pesquisadores, liderados por Daniel Palanker – cientista israelense do Departamento de Oftalmologia de Stanford –, o dispositivo, uma placa de silicone super fina de 30 microns de espessura, é implantado por baixo da retina do paciente por meio de um procedimento cirúrgico simples. A placa inclui centenas de células fotovoltaicas que convertem luz solar em eletricidade. Uma câmera externa é afixada a um par de óculos que capturam a imagem e, assim como o display ótico do Google Glass, projetam a imagem no olho e aumentam os níveis de luz. A placa recebe a imagem e a converte em sinais que estimulam o nervo da retina. Daí em diante, o dispositivo atua como se fosse um olho humano, com as células nervosas enviando informações para o cérebro.

 

Robô pode ajudar no ensino de crianças com hiperatividade e déficit de atenção
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Um robô que poderá auxiliar no ensino de matemática e física a crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ganhou o primeiro lugar no concurso Trinity College Fire Fighting Home Robot Contest and RoboWaiter Competition, do Trinity College de Connecticut (EUA), que este ano atraiu 125 equipes de todo o mundo. Concebido por Igor Podolsky, professor israelense de 30 anos, em conjunto com o prof. Igor Verner, do Technion-Israel Institute of Technology, o robô “Eddy” ganhou o primeiro prêmio da divisão humanoide do concurso RoboWaiter para máquinas sofisticadas projetadas para ajudar pessoas com deficiência. “Nosso objetivo é criar um currículo robótico para que as crianças do ensino fundamental possam usá-lo”, disse Podolsky.

 

IAI ganha contrato da FAB para converter Boeings 767 em aviões multi-missão
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A Força Aérea Brasileira (FAB) assinará um contrato com a Israel Aerospace Industries (IAI) para converter jatos comerciais Boeing 767-300ER em aviões multi-missão, como reabastecimento no ar, transporte de tropas e de carga e missões de evacuação médica. A empresa israelense derrotou concorrentes dos EUA e da Europa. Embora o valor do contrato não tenha sido divulgado, especialistas estimam que ele que esteja entre US$ 250 milhões e US$ 400 milhões, o maior da IAI no Brasil.

 

 

Israel cria celular especialmente projetado para as crianças
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O "Mobee" não tem um teclado padrão ou tela sensível ao toque, não suporta aplicativos e nem permite ao usuário digitar mensagens de texto. Em vez de tudo isso - e das características disponíveis em outros telefones - ele armazena apenas quatro contatos, que estão acessíveis por meio de ícones no teclado exclusivo do celular: mãe, pai, casa e um contato adicional. A ideia é permitir ao usuário, no caso a criança, que entre em contato com um número limitado de pessoas, usando um sistema de digitação rápido e fácil, para que possa contatar alguém imediatamente, sem lhe dar a opção de desperdiçar o tempo - ou o dinheiro dos pais - em chamadas desnecessárias para outros números. O "Mobee", porém, pode receber ligações e mensagens de texto de qualquer pessoa.

O aparelho apresenta uma tecla de desconectar/ligar/desligar, uma outra de chamar/manter chamada em espera, um botão de "pânico" e um de bloqueio de navegação/teclado. A tela também é bem simples e mostra níveis de recepção, tempo, data, bateria restante e o nome da rede de contatos. Além disso, o "Mobee" possui um visual bonito, bem-construído e excepcionalmente pequeno.

O aparelho tem duas características atraentes. A primeira é um botão de "pânico". Ao pressioná-lo, o telefone pedirá a permissão do usuário e enviará um texto emergencial para todos os quatro contatos. A outra característica é um recurso do monitor, que permite aos pais ligarem para o aparelho usando uma mensagem de texto especial e ouvirem qualquer coisa que esteja acontecendo em torno dos filhos.

Embora o público-alvo do "Mobee" sejam as crianças, o aparelho pode ser uma solução perfeita para idosos que têm problemas para usar até os celulares mais simples disponíveis hoje. Além das características técnicas e funcionais, o preço é um fator importante. O produto custa cerca de US$ 113 e pode ser comprado apenas pelo site da empresa.


 

 

Dispositivo purifica água com energia solar
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Assista o vídeo

Uma empresa israelense desenvolveu um dispositivo que usa energia solar para purificar água poluída ou água salgada. O destilador da empresa SunDWater, prestes a chegar ao mercado, converte água suja ou salgada em água potável, sem qualquer necessidade de infraestrutura ou de uma fonte de energia externa. O dispositivo é ecológico, de baixo custo e manutenção e é dirigido às populações da África, América do Sul e Ásia.

"Cerca de 97% da água do mundo é salgada ou poluída", diz Shimmy Zimels, CEO da SunDwater, sediada em Jerusalém. "É por isso que cerca de 750 milhões de pessoas em 45 países têm necessidade de perfurar poços caros, comprar água engarrafada ou até mesmo usar água contaminada".

O dispositivo foi inventado por Shimon Ben-Dor, amigo de infância de Zimels, durante a seca que atingiu Israel em 2009. A unidade protótipo, que opera em um parque perto do Mar Morto, já produz 400 litros de água potável por dia. "O conceito buscou vários caminhos antes de Shimon decidir aquecer a água e evaporá-la, restituindo a estrutura molecular original, que é o que acontece quando chove e a água evapora", diz Zimels.

 

 

 

Um simulador de cirurgias cerebrais
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Dois ex-oficiais da Força Aérea Israelense desenvolveram um simulador de cirurgias cerebrais para facilitar o trabalho dos profissionais médicos. O dispositivo, denominado Selman Surgical Rehearsal Platform (SRP), gera imagens em 3D a partir de tomografias computadorizada e ressonância magnética do cérebro de pacientes. A pré-visualização realista mostra como instrumentos cirúrgicos irão interagir com o tecido do paciente e a forma como as estruturas cerebrais delicadas responderão.

Desenvolvido por Moty Avisar e Alon Geri, o SRP foi lançado no Congresso de Cirurgiões Neurológicos, em outubro passado. "Traduzimos o que sabíamos de simulação de voo para o procedimento cirúrgico. No voo, lidamos com o sol, as sombras das árvores e as montanhas; na cirurgia, deve-se saber como a luz reflete no tecido e como o cirurgião compreende profundidade e distância", diz Moty Avisar.

 

 

Empresa israelense transforma lodo residual em eletricidade
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O lodo residual – o sedimento aquoso resultante do tratamento das águas residuais e esgoto – tem vida própria. Muito mais tóxico que a lama comum, ele precisa ser tratado para só então ser descartado. Mas a startup israelense Global Recycling Projects Ltd. (Ecoarrow) desenvolveu uma solução sustentável e lucrativa que transforma o lodo residual em eletricidade.

Utilizar energia solar para gerar a energia necessária para operar o sistema garante o diferencial de ser verdadeiramente ecológico. Com esse sistema, os processadores de resíduos podem se livrar do lodo de maneira eficiente e fácil, evitando o seu descarte em aterros – uma proposta muito cara – e ainda tornar essa atividade lucrativa, vendendo eletricidade às concessionários locais de serviço público.

A empresa Ecoarrow também desenvolveu um robô que atravessa manchas de lodo das quais nenhum ser humano se aproximaria. O robô tem capacidade extraordinária de bombeamento: até 200 m² por hora e é ativado por controle remoto, o que permite que seja operado a uma distância segura da área de trabalho, protegendo os operadores.

 

Dispositivo israelense permite a cegos transformarem som em visão
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Pesquisadores israelenses estão desenvolvendo um dispositivo que permite a deficientes visuais transformarem o “som da paisagem” em visão. O estudo, liderado pelo dr. Amir Amedi, da Universidade Hebraica de Jerusalém, consiste na utilização do conceito do som que invade o córtex visual do paciente. O conceito foi descoberto há 20 anos pelo pesquisador holandês Peter Meijer, que criou um algoritmo para traduzir a posição e a aparência de um objeto em diferentes sons.

O sistema funciona com pessoas que perderam a visão por causa de um acidente ou lesão e, também, com aqueles que tem cegueira de forma congênita, ou seja, desde o nascimento. Após um breve treinamento, os usuários aprendem a interpretar a “paisagem sonora” de objetos, pessoas e cenários, podendo localizar facilmente onde cada coisa está, ver seu formato e posição, e até mesmo ler as palavras escritas em um livro.

De acordo com o dr. Amedi, a visão trabalha com duas vias paralelas: a primeira é a responsável pela identificação do objeto, mostrando sua cor e formato; a segunda indica a localização, coordenando os dados visuais com a função motora da pessoa.

Analisando o funcionamento de um dispositivo criado por Peter Meijer, no qual o pesquisador aplicou o algoritmo que traduz a posição e a aparência em som, o dr. Amedi descobriu que as duas vias continuam funcionando mesmo quando a pessoa não tem a visão normal. O que prova isso é a ativação dessas características do cérebro quando os cegos estão lendo um texto em Braile.

A partir dessas conclusões, a equipe de pesquisadores desenvolveu um sistema complementar que estimula as funções visuais por meio do som captado. As informações são do site Techtudo.

 

 

 

Designer cria painel de iluminação para reduzir gastos de energia nas cidades
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Uma placa de iluminação externa, feita de aço e alumínio, é a nova solução para a redução do consumo de energia elétrica nas cidades. Com a instalação dessa placa, a administradora dos prédios, por exemplo, não gasta dinheiro com eletricidade, nem há consumo de combustíveis fósseis. Pelo contrário, a placa não polui e se abastece de energia gratuita.

O painel é composto por pastilhas “dupla face” que, de um lado, têm placas fotovoltaicas para capturar a luz solar e, do outro, tela de OLED – diodos orgânicos emissores de luz, que emitem luz ao receber carga elétrica.

A invenção, chamada UrbanTiles, é do designer israelense Meidad Marzan, da Academia Bezalel de Arte e Design, de Jerusalém. Ele desenvolveu este painel como forma de aproveitar a energia solar que as cidades recebem diariamente – durante o dia ela é armazenada – e iluminar as cidades à noite, com criatividade.

O painel UrbanTiles produz um grande efeito de iluminação, porque é possível escolher o lado que as pastilhas serão posicionadas – de modo que formem desenhos gráficos de luz –, já que ele tem um motor elétrico que roda cada parte no seu eixo.

Além de iluminar a cidade, ele pode servir de tela, como a de uma televisão, para o interior dos apartamentos – basta configurar todas as pastilhas com o lado de OLED virado para dentro. Marzan espera que o painel – que ainda é um projeto – possa ser controlado por uma interface touchscreen.

 



AEL Sistemas ganha contrato com Embraer
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A AEL Sistemas SA, subsidiária da israelense Elbit Systems Ltd, ganhou um contrato de US$ 25 milhões para fornecer à Embraer vários componentes para o jato KC-390, avião militar de transporte e reabastecimento que substituirá os velhos Hércules C-130.

A AEL fornecerá à Embraer Defesa e Segurança S.A. dispositivos como self-protection suites (SPS); directional infrared coutermeasures (DIRCM) e pilot orientation read-up displays (HUD). A AEL já fornece o computador de missão para o KC-390, que será fornecido pela Embraer à Força Aérea Brasileira a partir de 2016.

 

 

Kit doméstico pode detectar infarto em andamento
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Um novo dispositivo desenvolvido pela empresa israelense NovaMed permite que uma pessoa possa detectar, por meio de um teste simples feito em casa, se ela sofreu ou está sofrendo um infarto no miocárdio. O dispositivo, chamado SensAheart, permite a detecção de um ataque cardíaco antes mesmo de ele ocorrer. A detecção precoce de um infarto pode ser fundamental para salvar vidas e dar mais eficácia ao tratamento.

Os ataques cardíacos não acontecem instantaneamente; eles se desenvolvem ao longo de vários dias, diz o dr. Igal Ruvinsky, chefe de pesquisas da NovaMed. Por isso, é importante começar o tratamento o mais cedo possível, de modo a evitar danos no longo prazo. Muitas pessoas, por exemplo, sofrem ataques cardíacos leves, ou mesmo graves, sem perceber o que está acontecendo.

“Ou eles não estão cientes dos sintomas, ou atribuem a dor a outra coisa. É preciso um diagnóstico e medidas rápidas nesses casos”, diz Ruvinsky . “O nosso kit permite que usuários domésticos saibam se precisam correr para o hospital ou se podem descartar o ataque cardíaco como causa de sua dor”, completa.

Uma das maiores vantagens do SensAheart é poder proporcionar resultados altamente precisos com apenas uma gota de sangue. O sangue é analisado e filtrado e poucos minutos depois um indicador aparece na janela do kit de análise.

 

 

Software detecta pedofilia na rede e bullying digital
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Um software desenvolvido pela empresa israelense United Parents protege crianças de pedofilia digital e de “cyberbullies” on line por meio de envio de alertas aos pais quando detecta relacionamentos suspeitos nos computadores. O software, que pode ser baixado gratuitamente, envia um alerta, e-mail ou mensagem de texto quando atividades suspeitas são detectadas.

"Os pais provavelmente conhecem uma ou duas contas de e-mail ou apelido que a criança usa, mas muitas vezes há outras contas que eles desconhecem", diz Hanan Lavy, co-fundador e executivo chefe da United Parents. "Nós damos a informação aos pais e eles escolhem o que fazer com elas."

O software não compartilha com os pais o conteúdo privado e os diálogos dos filhos com os pais, apenas a análise feita por um algoritmo de computador que também é capaz de decifrar a linguagem de chat usado por crianças que muitas vezes é desconhecido para os adultos.

 

 

Robôs inteligentes para selecionar e colher frutas maduras
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Pesquisadores de robótica da Universidade Ben-Gurion estão desenvolvendo robôs inteligentes para detectar e colher frutos e legumes mais maduros. O projeto faz parte do “Crops” (Clever Robots for Crops), programa levado a cabo por universidades da União Europeia que desenvolverão know how para a colheita de pimentas, frutas e uvas Premium – utilizadas para a fabricação de vinho.

O sistema é constituído por um robô transportado junto com manipuladores e ferramentas inteligentes – sensores, algoritmos, pulverizadores e garras – que podem ser adaptados a novas tarefas. A plataforma robótica do Crops será capaz de detectar as frutas e seu ponto de maturação e colher apenas as maduras.

O Crops é coordenado pela Universidade de Wageningen, da Holanda, e é uma parceria entre diversas universidades europeias. O papel da Universidade de Ben-Gurion será o de liderar o desenvolvimento de algoritmos inteligentes de detecção e manipulação. A universidade israelense receberá US$ 1,3 milhão para desenvolver o projeto.

 

 

Tecido antibacteriano combate infecção hospitalar
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Um tecido feito a partir de nanopartículas antibacterianas, concebido por pesquisadores israelenses, é a mais nova contribuição para reduzir as infecções hospitalares. O tecido, criado pelo prof. Aharon Gedanken para a fabricação de meias antiodor, evita a formação de bactérias provocadas pelo suor. Essas bactérias são as mesmas que provocam infecções hospitares – problema que afeta cerca de 9% dos pacientes nos países desenvolvidos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O tecido – feito a partir da redução do óxido de zinco a nanopartículas – começa agora a ser utilizado para a confecção de cortinas, aventais e toalhas de uso hospitalar.  
         
Um consórcio multinacional liderado por Gedanken recebeu uma bolsa de €12 milhões da União Europeia (UE) para produzir na Europa máquinas destinadas à fabricação desse tecido antibacteriano. “Estamos negociando com algumas grandes empresas para ampliar o processo”, informou Gedanken, diretor do Laboratório Kanbar de Nanomateriais, do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar-Ilan.

 

Pesquisadores israelenses descobrem gene mutante que aumenta produção de tomates
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Pesquisas feitas por cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel), em conjunto com colegas do Cold Spring Harbor Laboratory, de Nova York (EUA), revelaram que a combinação de um tipo de gene mutante do tomate com genes comuns aumenta significativamente a produção do fruto. A descoberta foi feita durante pesquisas sobre a heterose, um princípio revolucionário de reprodução que permite o cruzamento de espécies geneticamente diferentes. O gene mutante atua em diferentes variedades de tomates e, sobretudo, em toda uma gama de condições ambientais. As pesquisas mostraram que o cruzamento com esse gene mutante aumenta a colheita em até 60%, além de melhorar o sabor do fruto. “A descoberta tem um enorme potencial para transformar tanto a bilionária indústria de tomates quanto as práticas agrícolas para aumentar a produtividade de outras culturas”, diz o dr. Zach Lippman, um dos autores do estudo.

 

 

Detector de sarcasmo
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Como identificar se uma citação na Wilkipedia ou em outra ferramenta na internet é verdadeira ou carrega definições mentirosas? Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém (UHJ), em Israel, desenvolveram um programa que, garantem, identifica o sarcasmo na net com 77% de precisão. “Ele será ainda mais preciso quando conseguirmos combinar a identificação de texto e de voz. Por enquanto, só trabalhamos com textos”, diz Oren Tsur, doutorando do Instituto de Ciências da Computação da UHJ e um dos responsáveis pelo projeto. O programa, batizado de SASI (sigla, em inglês, de Algoritmo Semi-supervisionado para a Identificação do Sarcasmo), foi apresentado no encontro anual da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, em Washington (EUA).

 

 

 

Sensor detecta bactérias em alimentos
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A empresa israelense MS Tech desenvolveu um sensor inteligente que é capaz de detectar a presença de bactérias em alimentos em apenas três segundos. O dispositivo, chamado FoodScan 3000, é o único no mercado que testa e analisa as amostras, identificando imediatamente as bactérias que contaminam os alimentos. Até agora, as amostras tinham que ser enviadas a laboratórios para análise, o que demandava tempo e tinha alto custo.

Outra vantagem é que o FoodScan 3000 não usa material radioativo ou ionizado, como outros sistemas de detecção de bactérias. “Essa tecnologia permite identificar a presença de bactérias ou a contaminação nos alimentos antes que nossos sentidos possam denunciá-las”, diz Doron Shalom, CEO da MS Tech.

 

 

Sensor permite detectar micro-partículas poluentes
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Um sensor inventado pelos pesquisadores israelenses Eyal Ben-Dor e Sandra Chudnovsky, da Universidade de Tel Aviv, permite detectar micro-partículas poluentes e invisíveis num ambiente. O dispositivo, denominado Dust Alert, funciona através de um espectômetro que, em minutos, coleta e analisa dados das micro-partículas, inclusive determinando a composição química de suas toxinas. De posse dessas informações, é possível diminuir a poluição do ambiente adotando-se medidas simples, como abrir uma janela. "O Dust Alert dá evidências da poluição invisível. Podemos ver o pó nos móveis ou nas janelas, mas não podemos vê-lo no o ar que respiramos. Pela primeira vez, será possível detectar e medir seus componentes mais perigosos", diz o professor Ben-Dor.

 

 

 

Israelense desenvolve detector de mentiras através da escrita
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Cientistas israelenses desenvolveram um dispositivo capaz de detectar mentiras através da escrita. Os pesquisadores da Universidade de Haifa partiram da premissa de que o ato de mentir provoca um "stress cognitivo" que afeta a capacidade de uma pessoa executar tarefas que, de outra maneira, faria normalmente. Assim, submeteram alguns voluntários a um teste no qual eles deveriam escrever dois parágrafos - um verdadeiro e um falso - com uma caneta eletrônica. Um software de análise da escrita desenvolvido pelos pesquisadores constatou variações entre os dois textos, como pressão da caneta sobre o papel, tempo despendido para escrever e até do fluxo da escrita. "Um detector de mentiras que analisa textos escritos à mão tem mais vantagens sobre os modelos existentes - como o polígrafo - já que é menos agressivo para quem está sendo testado e muito mais objetivo, uma vez que independe de interpretações subjetivas", diz o dr. Gil Luria, um dos pesquisadores.

 

 

 

Método não-invasivo pode prever infartos
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O cardiologista israelense Michael Shechter, do Instituto do Coração do Sheba Medical Center, desenvolveu uma técnica não-invasiva capaz de prever o que acontecerá ao coração dos pacientes nos próximos três ou quatro anos. Um aparelho semelhante ao medidor de pressão sanguínea ligado a um monitor permite elaborar um prognóstico acurado da saúde cardíaca do paciente. Para se saber o que ocorre dentro das artérias que irrigam o coração, o teste mede a elasticidade do endotélio, o revestimento celular interno das veias do braço. "Se verificarmos 50% de redução dessa função no braço, podemos prescrever um tratamento agressivo para evitar um infarto", diz Shechter.  "Esse é o melhor método para todos os tipos de pacientes. Não se usa material radioativo, o exame exige pouco tempo e não há necessidade de exercício antes ou durante o teste", completa.

 

 

Orvalho para Irrigação
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A empresa israelense Tal-Ya Water Technologies criou um dispositivo que coleta orvalho para irrigar plantas, possibilitando o cultivo em áreas com escassez de água, além de proporcionar benefícios ambientais. Trata-se de uma bandeja feita de um composto plástico que é colocada em volta das plantas. Esse composto não se degrada sob a ação do sol, pois combina plástico reciclável com filtros ultravioletas e um aditivo de pedra calcárea.

Outro aditivo, de alumínio, permite a captação do orvalho produzido pela variação da temperatura entre a noite e o dia. Uma variação de 12 graus centígrados, por exemplo, leva à formação de uma razoável quantidade de orvalho em ambas as superfícies da bandeja, canalizando-o para a planta. “Com esse sistema, os agricultores não precisam mais se preocupar com ervas daninhas, porque as bandejas bloqueiam a luz do sol, impedindo-as de se desenvolverem”, diz Avraham Tamir, presidente da Tal-Ya. “Também usa-se muito menos água, o que traz economia, e menos fertilizantes, o que significa contaminação menor”, completa Tamir.

 

 

TAT fornecerá para Embraer
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A empresa israelense TAT ganhou um contrato com a Embraer para desenvolver trocadores de calor para dois novos tipos de jatos executivos que a empresa está em vias de fabricar, o Legacy 450 e o Legacy 500.

Segundo os diretores da TAT, se a empresa tiver sucesso na empreitada, poderá receber rendimentos de US$ 20 milhões em dez anos, a partir de 2010. O CEO da TAT, Shmuel Fledel, disse que o contrato é resultado da agressiva estratégia de marketing da empresa para se tornar uma das líderes na transferência de tecnologia de trocadores de calor

 

 

Energia do Céu
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A empresa israelense Sovna desenvolveu um novo método de produzir energia elétrica por meio de turbinas eólicas instaladas no topo de edifícios. A primeira turbina já está funcionando no prédio da própria empresa, em Tel Aviv. Outras devem ser instaladas ainda este ano em várias cidades de Israel e dos Estados Unidos. Os diretores da Sovna prevêem que, se essa tecnologia for largamente utilizada, a eletricidade gerada pelas turbinas eólicas poderá atender 3% das necessidades de uma cidade.

 

 

 

Nanotecnologia em Israel
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O setor de nanotecnologia em Israel registrou crescimento de 150% nos últimos três anos. Segundo Dan Vilenski, diretor do Israel National Nanotech Initiative (INNI), desde 2006 o número de empresas do setor subiu de 45 para 75, enquanto as equipes envolvidas em nanotecnologia no país aumentaram de 210 para 325. A informação foi divulgada por ocasião dos preparativos da NanoIsrael 2009, a primeira conferência internacional de nanotecnologia de Israel, que ocorrerá em Jerusalém no final de março.

 

 

Suor, a impressão digital do futuro?
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O dr. Michael Gozin, da Escola de Química da Universidade de Tel Aviv, está pesquisando as características que fazem do suor humano uma qualidade única e intransferível de cada indivíduo, de modo que, no futuro, cada pessoa possa ser identificada pelas suas “impressões digitais químicas”. “Cães e outros animais podem diferenciar as pessoas facilmente pelo faro, encontrando-as onde estiverem”, diz Gozin, cuja equipe está se preparando para trabalhar nesse projeto com a Força Aérea dos EUA. Trabalhando para isolar vários componentes bioquímicos do suor, Gozin espera apresentar suas primeiras conclusões da pesquisa até o final do ano. Se a tese dele estiver correta, o suor poderá ser usado para caçar criminosos mas também para encontrar pessoas perdidas.

 

 

Relógio de pulso também é celular, palmtop, câmera e player de música e vídeo
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Engenheiros israelenses comandados pelo empresário Mati Herbst criaram um relógio de pulso que também pode ser utilizado como telefone celular, palmtop, câmera e tocador de MP3 e MP4 (foto anexa). O aparelho, batizado de Watch Phone, já está à venda através do site www.phenomwatchphone.com, que oferece vários modelos com preços a partir de US$ 195. Segundo Herbst, seu intuito foi reunir vários aparelhos hoje altamente populares num único gadget, pequeno o bastante para ser preso ao pulso. "Não estamos inventando a roda, apenas aperfeiçoando-a", explica.

 

 

Produzir água a partir do ar
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Obter água a partir da umidade do ar não é uma técnica nova. Na verdade, ela era mencionada na Bíblia ­ há milhares de anos, o orvalho da noite já era armazenado para irrigar plantações.

Mas uma empresa israelense desenvolveu um método de obter água a partir do ar em grande escala, o que pode ajudar a resolver problemas em muitos países. De acordo com o Dr. Etan Bar, executivo-chefe da EWA, com sede em Beersheba (no deserto do Neguev), o processo tem três etapas: a primeira é a acumulação da umidade do ar em flocos de sílica. A segunda etapa é a remoção da água e a terceira, a condensação, usando aparelhos à base de pequenos volumes de biodiesel ou outro combustível.

De acordo com o Dr. Bar, o processo apresenta custo reduzido porque a água pode ser obtida a partir de pequenas unidades de condensação ­ sem custo de transporte.

A EWA, que faturou US$ 100 mil em 2007, planeja chegar ao final deste ano com US$ 5 milhões de faturamento, atingindo US$ 100 milhões em 2009, por conta da enorme demanda ­ principalmente da África, índia e Austrália ­ por unidades de produção de água a partir do ar.

 

 

Robô limpa janelas de arranha-céus
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Uma empresa israelense criou um robô dedicado a substituir o homem em um dos trabalhos mais perigosos que existem, a limpeza de janelas externas de arranha-céus. A empresa SkyBot batizou o primeiro robô de M1. Ele consegue limpar vidros em prédios de qualquer altura, tanto de dia como à noite, numa velocidade quatro vezes superior à do serviço manual e sem pôr em risco a vida humana.

 

 

Israel enviará SMS para alertar população para ataques de mísseis
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Israel vai implementar um sistema de aviso de ataques de mísseis através de mensagens de texto para os celulares da população em áreas com risco de serem atingidas. O país está permanentemente em estado de alerta por causa dos mísseis que podem a qualquer momento ser disparados pelo Hamas, no Sul, ou pelo Hezbolá e a Síria, no Norte.

Diante de um ataque de mísseis, quanto mais rápido a população for alertada maiores as chances de encontrarem abrigo e escaparem ilesas do ataque. Por enquanto, o sistema de alerta é o tradicional, composto por radares que detectam o lançamento dos mísseis e pelo toque de sirenes instaladas em postes. Trata-se de um sistema antigo, que não alcança com a rapidez necessária pessoas em situações específicas, como alguém ouvindo música com headphones.

Para solucionar este problema, o exército israelense decidiu implementar um sistema de envio em massa de mensagens de texto para os celulares de pessoas em áreas de risco. "Com uma população de 6 milhões, Israel tem 10 milhões de telefones celulares em operação. Isto quer dizer que cada cidadão anda com pelo menos um celular no bolso. Então, sempre que soubermos que um míssil está para atingir certa região, enviaremos uma mensagem de texto às pessoas da área", explicou o major-general Yair Golan, comandante da área de defesa da população civil do exército israelense.

 

 

Israelenses criam sistema de identificação anti-fraude
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Engenheiros do Instituto Technion, em Israel, criam o que acreditam ser o primeiro método de identificação eletrônica anti-fraudes. Trata-se de um sistema que utiliza os movimentos dos olhos em resposta a estímulos visuais para identificar usuários.

Segundo os criadores, estes movimentos são únicos em cada pessoa e impossíveis de serem forjados - ao contrário de impressões digitais, padrão de voz e até análise da íris.

Os criadores dizem que o sistema pode ser utilizado em aplicações desde transações online até acesso a instalações de segurança máxima, como usinas nucleares. Já estão negociando o sistema com E-Bay, Pay Pal, bancos e governos.

 

 

Carro Elétrico
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O projeto de produção em massa de carros elétricos, desenvolvido em parceria pela Renault-Nissan e pelo Projeto Better Place, com sede em Israel, será aplicado também na Dinamarca. O projeto, iniciado em Israel, combina a instalação de 500 mil postos de recarga de baterias e a produção em massa de veículos elétricos, que serão vendidos a partir de 2010 com isenção de impostos, como esforço de redução nas emissões de poluentes.

A Renault-Nissan pretende iniciar em breve, também, a venda de veículos elétricos nos Estados Unidos e no Japão.

 

 

Anti-clonagem por celular
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Uma nova tecnologia desenvolvida em Israel permite reduzir o risco de clonagem de cartões de crédito, utilizando o telefone celular. O sistema é simples: ao fazer uma compra, o usuário informa o número de seu celular. O ponto de venda, além de pedir a confirmação à administradora do cartão de crédito, envia uma mensagem à operadora telefônica. A empresa então checa, via GPS, a localização do celular, confirma se ele foi ou não cancelado, além de analisar o perfil do consumidor. Após a confirmação, a compra é autorizada.
"Nosso sistema opera em tempo real para impedir a fraude nos pontos de venda", diz Laurence Neumann, executivo-chefe da McConfirm, que tem sede em Tel Aviv. O sistema deverá entrar em operação comercial em um prazo de seis meses, inicialmente em Israel, nos Estados Unidos e Europa Ocidental.

 

INTERNET NO AVIÃO
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Que tal ter acesso ao e-mail, saber das últimas notícias ou mesmo participar de uma teleconferência enquanto faz um vôo internacional? A internet em vôos longos começará a se transformar em realidade no final do ano, graças a um sistema de antenas que ³dialogam² com satélites, desenvolvido pela empresa israelense Starling Advanced Communications.



Algumas empresas aéreas norte-americanas, como a JetBlue, a Westjet e a Virgin Atlantic, já oferecem internet em seus vôos domésticos, de curta duração. A nova antena, porém, pode captar sinais em qualquer parte do mundo. A Starling pretende colocar em operação as primeiras antenas, ao que tudo indica, em aviões de empresas norte-americanas, até o início de 2009.

 

 

 

Cientistas israelenses criam a nanobíblia
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Cientistas do Instituto Technion, de Haifa (Israel), conseguiram colocar todo o conteúdo do Velho Testamento em uma superfície de 0,5 mm², inferior à de uma cabeça de alfinete, utilizando a nanotecnologia. A criação dessa “Nanobíblia” faz parte de um programa do Instituto, para divulgar mais as possibilidades da nanotecnologia, principalmente entre os jovens.

A idéia foi do professor Uri Sivan, diretor do Instituto de Nanotecnologia do Technion, que liderou o projeto junto com o dr. Alex Lahav, ex-chefe do Instituto de Pesquisas em Microeletrônica, da mesma instituição. A Nanobíblia foi escrita com um dispositivo denominado FIB (Focused Ion Beam, ou Feixe de Íons em Foco), que funcionou como uma microcaneta. Graças a um software desenvolvido especialmente para o projeto, o texto foi gravado sobre uma superfície de silício, recoberta por uma finíssima camada de ouro, de apenas 20 nanometros de espessura.

Utilizando o FIB, os pesquisadores israelenses conseguiram inscrever mais de dez milhões de bits de informações sobre a superfície de 0,5mm². A camada de ouro ao redor do texto ressalta as nanoletras contra a superíficie de silício e permite lê-las melhor, empregando um microscópio eletrônico com scanner.

“O projeto da Nanobíblia demonstra as enormes perspectivas que as novas técnicas de miniaturização colocam à nossa disposição”, diz o prof. Uri Sivan. Agora, a equipe do Technion vai iniciar um processo de fotografar todas as nanopáginas. “A partir desse trabalho, nossa idéia é aumentar dez mil vezes a imagem da Nanobíblia e criar um grande painel, de 7x7 metros, que será colocado em uma parede enorme do Instituto de Física do Technion, permitindo a qualquer um ler os textos”, conclui o responsável pelo projeto.

 

 

Microrrobô israelense consegue circular pela corrente sanguínea
Ficção do filme 'Viagem Fantástica' vira realidade
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Cientistas israelenses criaram um microrrobô, com um milímetro de diâmetro, capaz de circular pela corrente sangüínea. O mecanismo foi desenvolvido pelos médicos Oded Salomon, do Instituto Technion, de Haifa, e Nir Schwalb, da Faculdade da Judéia e Samaria, em Ariel.
 
Embora ainda não estejam totalmente mapeadas todas as possibilidades de uso, acredita-se que o aparelho poderá auxiliar, por exemplo, na detecção precoce de tumores de próstata e de metástases em diversas partes do corpo humano. “Pela primeira vez um robô diminuto foi planejado e construído, com a habilidade original de rastejar dentro das veias e artérias do corpo humano” disse Nir Shvalb.

O sonho do escritor Isaac Asimov se materializou. O clássico romance “Viagem Fantástica” - visto também no Cinema -, narra a odisséia de um grupo de cientistas que é miniaturizado e enviado, a bordo de um submarino, ao cérebro de um paciente em coma, percorrendo para isso sua corrente sanguínea.
 
“O robô pode rastejar contra a corrente sanguínea com uma força compatível ao fluxo sanguíneo, sem nenhum problema.” ressalta Oded Salomon, pesquisador do laboratório médico de robótica da Faculdade da Engenharia Technion. A miniaturização conseguida não tem precedentes, assim como a técnica de controlar a atividade do robô por períodos de tempo ilimitados, duas características de grande importância em cirurgias.
 
A estrutura do novo robô consiste em um cubo de onde saem braços minúsculos que se distendem, permitindo que se agarre fortemente às paredes das veias, possibilitando aos operadores uma fácil manipulação dentro dos vasos sanguíneos. Independentemente do diâmetro dos vasos, o robô possui a “habilidade” de se ajustar a cada um deles.
 

Apenas para efeito de comparação, um robô similar desenvolvido por investigadores da universidade de Kyoto, no Japão, possui um centímetro de diâmetro.

 

 

Florestas contra os desertos
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Israel, conhecido pelo trabalho de irrigação que vem permitindo o cultivo em regiões desérticas há mais de cem anos, está obtendo bons resultados também no esforço de deter o avanço dos desertos. As autoridades israelenses apostam no reflorestamento como alternativa para deter a marcha da desertificação rumo ao Norte do país. “Estamos nos esforçando para criar um cinturão florestal no Norte do deserto do Neguev”, explica o Dr. Nir Atzmon, presidente do Comitê “Florestas para Combater a Desertificação”.

“Creio que estamos fazendo um bom trabalho. Se não tivéssemos sucesso, em poucas décadas, áreas hoje férteis, próximas ao mar Mediterrâneo poderiam se transformar em verdadeiros desertos”, diz.

O orgulho do Dr. Atzmon é a reserva de Yatir, a maior do país (com 30 km² de área), e que foi criada em 1964, nas encostas do Monte Hebron. “A floresta de Yatir está crescendo por si própria, abriga um número cada vez maior de espécies animais e já absorve níveis de dióxido de carbono comparáveis aos das florestas européias”, afirma Nir Atzmon, que também dirige o Centro Volcani para a preservação de recursos naturais, na cidade de Beit Dagan.

Israel foi pioneiro mundial na criação de uma entidade voltada ao reflorestamento – o Fundo Nacional Judaico, ou Keren Kayemet Leisrael (KKL), nascido há mais de cem anos, seis décadas antes do próprio Estado de Israel.

O KKL foi fundamental para o desenvolvimento da tecnologia de irrigação por gotejamento, que permitiu a Israel cultivar frutas e hortaliças em áreas desérticas, potencializando ao máximo a pouca água disponível no país. Hoje, a tecnologia é aplicada em todo o mundo – inclusive no Nordeste brasileiro.

Israel ocupa, hoje, posição de liderança mundial no combate à desertificação e na conservação de recursos naturais.

 

 

 

Combate à pedofilia
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Um dos perigos que ganha corpo dia-a-dia, na esteira do crescimento da internet, é a disseminação da pornografia infantil. Um estudo elaborado recentemente pelo Governo dos Estados Unidos dá conta de que existem, atualmente, pelo menos 50 mil pedófilos freqüentando salas de bate-papo na internet, em todo o mundo, em busca de novas vítimas. O mesmo estudo indica que, a cada dia, 20 mil imagens com pornografia infantil são veiculadas na internet.

As polícias de todo o mundo vêm ampliando a colaboração para combater a pedofilia. E um novo equipamento, desenvolvido pela empresa isreaelense i–Mature, poderá representar um passo muito importante nessa batalha, uma vez que identifica a idade da pessoa com quem se está conversando.

O equipamento, que ganhou o nome de AGR (Age-group Recognition, ou “reconhecimento da faixa etária”, em inglês), tem o tamanho de um mouse comum e pode ser conectado a qualquer computador pessoal, laptop, celular ou palmtop. Ele emite um ultra-som de baixa freqüência, que escaneia o dedo do usuário do outro computador, determinando sua faixa etária. O teste leva apenas dois segundos e, uma vez que a idade do outro usuário é identificada, ele só poderá comunicar-se com pessoas de faixa etária semelhante, desde que também estejam utilizando o equipamento. “O que estamos fazendo é muito simples”, diz o cientista Matan Arazi, responsável técnico pela i-Mature. “Estamos protegendo crianças contra conteúdos ruins e gente ruim. Este é o primeiro dispositivo desenvolvido para o controle na internet com base na estimativa da idade do usuário”, conclui Arazi.

A i-Mature, que tem sede na cidade israelense de Rishon Letzion e escritórios em Los Angeles (EUA), foi fundada em 2002 para desenvolver equipamentos de robótica destinados a auxiliar portadores de deficiências. A empresa começou a trabalhar na tecnologia AGR há seis meses e seu novo equipamento já está no mercado.

 

 

Novo fungo acelera a produção de biodiesel
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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (Israel) descobriram um novo fungo que, após passar por modificações genéticas, acelera a produção de biocombustível. O fungo transgênico, que ainda não tem nome, é capaz de acelerar a produção de bioetanol a partir de qualquer planta. Uma das principais características do fungo é acelerar a transformação de celulose em biomassa, um dos processos mais complicados na elaboração de biocombustíveis.

“Uma das grandes novidades é que esse fungo modificado resiste muito resistente a processos que compõem a produção de biocombustíveis, como a exposição ao calor ou a substâncias tóxicas, que destroem outros microorganismos”, diz o Dr. Amir Sharon, chefe da equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv. O fungo deverá chegar aos mercados de combustíveis nos próximos meses.

 

 

O mais precioso líquido
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A falta de água potável em situações de calamidade – como terremotos, deslizamentos de terra ou grandes desastres – pode aumentar consideravelmente o número de vítimas. Mas uma nova tecnologia, desenvolvida pela empresa israelense Watersheer, pode garantir a purificação de água em pouco tempo, a custos muito reduzidos.

O dispositivo foi batizado Sistema Pessoal de Purificação Sulis, em homenagem à divindade grega do mesmo nome, ligada às águas. Com peso de apenas dez gramas e espessura de 7cm, o Sulis pode ser adaptado a uma tampinha de garrafa. A solução química contida no tablete purifica, em minutos, toda água contaminada por compostos orgânicos, biológicos e químicos.


“Mais de 1,6 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade morrem a cada ano em todo o mundo por ingerirem água contaminada”, afirma o executivo-chefe da Watersheed, Yossi Sandak. “Nossa idéia era desenvolver um dispositivo muito simples porque inúmeras empresas e entidades atuam na área de prevenção a desastres, mas, quase sempre, as alternativas geradas são muito caras”, prossegue o executivo. “O fato é que a solução que criamos não custa mais do que um café e um doce comprados em qualquer cafeteria”, brinca. Uma tampinha de garrafa com a solução é suficiente para purificar mil litros de água.

A expectativa da empresa é de começar a produzir o Sulis em escala industrial até junho. A companhia também busca investidores para instalar uma planta industrial na cidade israelense de Sderot. Seu principal público-alvo serão as Organizações Não-Governamentais (ONG) que trabalham com prevenção e atendimento a vítimas de desastres naturais, além de grupos específicos como montanhistas e participantes de ralis. O dispositivo poderá ter também uso militar, atendendo soldados em treinamentos e missões especiais.

 

 

Avanço em Cultivo de Corais
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Surge uma nova alternativa na luta contra a destruição dos corais marinhos, ameaçados pela contaminação ambiental. A empresa israelense ACP Tech desenvolveu uma nova tecnologia para obter corais em laboratório. A ACP Tech vem trabalhando em sigilo em algum lugar junto ao porto de Haifa, uma vez que ainda não recebeu a patente de sua invenção. Um dos sócios da empresa, Ofer Almalan, reconhece, porém, que já foram produzidas cerca de oito mil peças de coral com 6cm de diâmetro, em média.

Essa é a primeira vez que cientistas conseguem produzir corais em cativeiro em grande escala. O anúncio da descoberta produziu uma corrida aos corais de laboratório. Boa parte da produção já vem sendo exportada para os Estados Unidos, por encomenda de lojas de animais, que empregam os corais em aquários.


Os corais são animais dotados de um exoesqueleto (esqueleto externo) que aloja milhares de outras espécies marinhas – vegetais e animais. Assim, eles são fundamentais para a conservação da cadeia de nutrientes dos mares. Acontece que os corais são extremamente sensíveis a alterações na salinidade e na temperatura da água, assim como à poluição. De acordo com alguns cientistas, isso explica porque um terço de todos os corais marinhos já desapareceu. “Acredito que os corais possam, inclusive, ser extintos”, diz Ofer Almalam, um advogado criminalista apaixonado por questões ambientais. A nova descoberta da ACP Tech poderá ajudar a reverter esse quadro.

Embora a empresa mantenha fechado a sete chaves o segredo da “fabricação” dos corais de laboratório, sabe-se que ele se baseia em uma “superdieta” de nutrientes, que permite um crescimento 20 vezes mais rápido que o normal. Fragmentos de corais marinhos são, então submetidos a essa dieta em laboratório. “Creio que a produção de corais em cativeiro deva reduzir também a coleta predatória feita pelo homem nos mares”, observa Ofer Almalam. “E isso ajudará muito na sobrevivência de centenas de espécies de corais”, conclui.

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Novos outdoors israelenses revolucionam o mercado
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O Festival de Cinema de Cannes no fim de maio foi o lugar para ver e ser visto — não apenas para as celebridades, mas também para a última palavra em tecnologia digital de outdoors.

Outdoors digitais são o próximo passo na evolução das sinalizações — exibir fotografias imóveis ou filmagens em vídeo que possam ser atualizadas de maneira radiofônica e remota com imagens diferentes para locais diferentes em momentos diferentes. Porém até o momento, a intensa luz do sol que reflete do outdoor digital conseguiu escurecer completamente a imagem e ofuscar a vista dos transeuntes.

As empresas já gastaram milhões tentando superar este problema.

Israelenses fundaram a Magink e voltaram ao laboratório para desenvolver uma nova tecnologia de tinta digital que passasse a usar a luz solar em vez de combatê-la. A primeira rede de outdoors foi erguida por JCDecaux, a maior empresa de propagandas de outdoor da Europa e da Ásia, nas avenidas de Cannes para o 59° Festival de Cinema, e a tecnologia da Magink logo poderá ser vista também nas ruas de Londres.

“O conceito é bastante simples. Daqui a alguns anos, qualquer superfície no ambiente urbano terá algo além da tinta”, explica Ran Poliakine, fundador e vice-presidente da Magink, localizado no centro de operações da empresa em Israel, o Neve Ilan Communications Center, na periferia de Jerusalém. “Elas terão um padrão ou modelo que irá mudar, algo mais inteligente do que a tinta. Muitas pessoas falaram sobre isso, mas o que fizemos foi pela primeira vez realizar algo que realmente está dando certo: as primeiras telas de tinta digital colorida do mundo.”

A singularidade da tecnologia da Magink é que ela é reflexiva, assim como o papel. “Se você usa o laptop ao ar livre, fica difícil enxergar a tela”, Poliakine afirma. “A luz do laptop precisa lutar contra a luz do sol. Mas com um livro de verdade, quanto melhor a luz, melhor você enxerga. Nosso produto é similar ao papel impresso, porém não é estático. Você pode experimentar o melhor dos dois mundos.”

As três maiores questões em relação à sinalização pelo outdoor digital são: falta de visibilidade à luz do sol; enorme poder de consumo; e uma pequena vida útil dada a grande quantidade de energia que eles gastam. A tecnologia da Magink resolveu todos esses problemas.

O direcionamento que a Magink adotou foi a química orgânica: um material orgânico composto de 400 ingredientes, conforme explica Poliakine.

As moléculas deste material estão na forma de uma hélice — uma mola ou espiral (como nosso DNA, que são dois espirais retorcidos juntos). Se as moléculas em forma de espiral estiverem deitadas, a luz passa diretamente por elas. Mas se elas estiverem em pé — e elas podem estar em pé ou em diversas angulações — e forem atribuídas quantidades diferentes de pressão a esses espirais, espremendo-os de certa, então a luz será refletida em diferentes comprimentos de ondas dependendo da pressão aplicada e do ângulo. Os diversos comprimentos de ondas significam cores diferentes, e isso cria a tinta digital: partes diferentes de um outdoor são espremidas com pressões diferentes e refletem cores diferentes. Leve isso ao nível dos pixels — cada molécula equivalente a um pixel é espremida de maneira diferente — e você terá uma imagem de alta qualidade e inteiramente colorida.
“Isso é uma descoberta em termos de química”, Poliakine alerta.

O outdoor é criado colocando uma camada de massa de alguns mícrons (um milionésimo de um metro) de espessura desse material orgânico entre duas lâminas de algo que conduza eletricidade, sendo uma delas transparente como vidro. Um campo elétrico é então aplicado, o que gera uma pressão em cada molécula e determina sua cor. Um aspecto revolucionário disso é que o campo elétrico é aplicado para fazer com que as moléculas fiquem com as cores específicas para uma determinada imagem, a eletricidade pode ser desligada. “A energia só será novamente necessária para mudar a imagem”, ele informa. “Isso significa nenhum consumo de energia.” Uma propaganda comum com LED precisa de cerca de 4.000 watts por hora para cada metro quadrado — a tinta digital da Magink, para uma exibição completa em vídeo nos mesmos moldes da televisão, apenas requer 60 watts para o mesmo período e área.

Se não houver luz do sol, digamos no Times Square em Nova York em um dia nublado, o outdoor é ligado artificialmente, como qualquer outdoor comum. A Magink, que é uma subsidiária da incubadora de mídia israelense chamada SixEye Ltd, atualmente possui quarenta funcionários em Israel e no Reino Unido. A principal empresa de capital especulativo norte-americana, Vantage Point Partners, e o fundo japonês JAIC são duas das empresas investidoras que recentemente se uniram à Jerusalém Venture Partners para um investimento de $10,5 milhões.

Enquanto a Magink instalou um grande número de outdoors individuais em todo o mundo, particularmente no Japão, para testar a tecnologia em ambientes extremos, a oferta da JCDecaux para o Festival de Cinema de Cannes é o primeiro negócio comercial para uma rede de outdoors.

E Poliakine garante que isso é apenas o começo. O mercado de palmtops e laptops é algo a ser abordado futuramente, e a tinta digital da Magink “poderá ser utilizada em casas inteligentes, onde você criará a pintura no computador, ou em outra interface, e a tinta digital irá recriá-la na parede da cozinha. Não é uma televisão enorme, é um ‘papel’”, ele afirma entusiasmado.

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Boa notícia para os amantes de banana — empresa israelense desenvolve fruta resistente a pragas

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Se você come cinco bananas por semana, há uma boa chance de que uma delas tenha sua origem genética em Israel.

Ao dirigir ao Norte de Nahariya em direção à fronteira do Líbano, você passa por diversos campos de plantação de bananas próximos a Achziv e Kibutz Rosh Hanikra. É nesse último kibutz o local onde estão os escritórios e laboratórios da empresa biotecnológica Rahan Meristem (1998) LTD, uma líder mundial na biotecnologia da banana.

“Nós somos os maiores produtores mundiais de plantas cultivadas com tecido de banana — produzimos cerca de 10 milhões por ano. Elas são vendidas por todo o mundo. Nós calculamos que aproximadamente 20% das bananas que são comercializadas no mundo ocidental são originárias ou foram selecionadas em Rahan” afirma o Dr. Eli Khayat, chefe de pesquisa e desenvolvimento em Rahan e professor de biologia vegetal na Universidade Hebraica e no Instituto Technion.

“A maior parte de nossa pesquisa é em bananas — tentamos melhorar a qualidade da colheita utilizando a genética molecular para produzir bananas que amadureçam lentamente e que tenham um tempo de vida maior nas prateleiras”, ele explica. “Esses são parâmetros importantes tanto para quem as cultiva quanto para quem as consome. Nosso objetivo é produzir plantas, e uma vez que a banana não tem sementes, o único meio de criar clones superiores é através da engenharia genética.”

Com uma produção total de 60 milhões de toneladas por ano, as bananas comuns e as cultivadas para culinária se tornaram um cultivo de suma importância para todo o mundo, elas são exportadas dos países tropicais para quase todo o mundo. Mas por causa de sua esterilidade natural, a maior parte das variedades de banana ainda precisa ser melhorada por meio de ferramentas biotecnológicas.

Agora, em um novo desenvolvimento inovador com conclusões mais amplas, Khayat e sua equipe completaram com sucesso um teste de campo que valida sua mais recente realização, a resistência total da banana a uma ampla variedade de nematóides patogênicos — pequenos vermes microscópicos que danificam as raízes das plantas.

De acordo com Khayat, a descoberta foi resultado de seis anos de pesquisas e testes. “A tecnologia empregada foi desenvolvida em conjunto pela Rahan, a Universidade Bar Ilan e a Hazera, uma empresa de sementes israelense. O resultado são as bananas transgênicas, bananas que foram modificadas geneticamente. Elas são completamente resistentes a nematóides em função da utilização de uma tecnologia especial chamada RNAi.”

Fundado em 1974 por membros do kibutz, o Rahan Meristem foi o primeiro laboratório comercial de cultura de tecidos a operar em Israel. Ele foi criado como uma extensão de um berçário de árvores frutíferas já existente no país.

Inicialmente, os trabalhadores de Rahan desenvolveram novos procedimentos para larga escala, in vitro e propagação clonal de mais de 200 gêneros de plantas incluindo cultivos ornamentais, industriais, frutíferos e de vegetais.

Em meados da década de 1980, a empresa se restringiu a uma variedade menor de plantas, e a banana propaganda in vitro tornou-se seu principal produto. Em parceria com o alto nível de conhecimento já existente em relação à agrotecnologia da banana no kibutz Rosh Hanikra, o Rahan passou a ser o centro de pesquisa e consulta da indústria da banana para todo o mundo.

Quando Khayat fala sobre genética molecular e como ela está relacionada à banana, parece que o kibutz israelense de ontem — com laranjas, dança e tratores — se transformou em um mistério futurista de ficção científica. “Nós estamos produzindo e desenvolvendo pequenas bananeiras por meio da cultura de tecidos. Elas são clones da banana. As bananas não têm sementes, portanto o único meio de melhorá-las é através da seleção, um processo com o qual trabalhamos em nosso centro no kibutz. Os clones selecionados são propagados através da cultura de tecidos. Você pode transformar um único clone em quantos quiser”, Khayat explica.

Quando o assunto é clonagem e engenharia genética, Khayat sabe que está caminhando em território controverso, em relação ao qual há vários movimentos por todo o mundo que se opõem aos alimentos modificados geneticamente. Mas ele nos apresenta explicações cuidadosas sobre por que ele considera que o Rahan está no caminho certo.

“Eu creio que a posição contrária é resultado de uma visão generalizada de que as plantas modificadas geneticamente são algo desconhecido e misterioso. O mesmo sentimento aconteceu em relação às vacinas no início do século XX — a idéia de que aquilo irá causar algo pior do aquilo contra o que ele se propõe a proteger”, ele comenta.

“A engenharia genética é muito mais segura do que são os inseticidas para o meio ambiente e os seres humanos, mas politicamente, isso passa a ser um problema com os grupos ambientais. Por exemplo, em geral os campos onde as bananas são cultivadas são tratados com nematicidas para evitar a infestação por nematóides. A quantidade de inseticida poderia matar não apenas seres humanos, mas até elefantes. Os produtos químicos são horríveis e, como resultado disso, os danos ao meio ambiente são enormes.”

“Com as plantas transgênicas, especialmente as bananas por não poderem fazer uma fertilização cruzada e não terem sementes, não há um desperdício do material genético de forma alguma — ele está todo dentro da planta. Portanto, não há perigo para os seres humanos e nem par o meio ambiente. As plantas podem crescer em áreas que não foram tratadas com inseticidas.”

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Site israelense revela a celebridade que exista dentro de você
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MyHeritage é a nova mania entre os internautas do mundo inteiro. Com ele, o usuário pode carregar sua própria foto, a de um amigo ou a de um familiar e, em segundos, receber uma lista das celebridades que mais se parecem fisicamente com a pessoa da foto enviada.

É diversão garantida, uma vez que o banco de dados das celebridades presentes no site inclui famosos atores de Hollywood como Brat Pitt e Sharon Stone, atletas, políticos, cientistas e personalidades históricas.

Desenvolvido por uma empresa israelense, o site MyHeritage foi ao ar em Janeiro de 2006 e desde então já acumula uma lista de 2,5 milhões de usuários. Cerca de cem mil fotos são carregadas a cada dia. Com números tão impressionantes, o MyHeritage está entre os 20 sites mais comentados nos blogs da rede.

“Nós vivemos numa cultura de celebridades”, diz Guilad Japhet, idealizador do site ao explicar o motivo do sucesso deste serviço gratuito. “As pessoas são fanáticas pelo mundo da fama, isto está ligado aos instintos básicos do ser humano. A similaridade com as celebridades envaidece a qualquer um”.

Para descobrir com quem você se parece viste o site www.myheritage.com

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Caroços de azeitona viram energia elétrica
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Depois de comer a azeitona, não jogue fora o caroço. Em breve, assim como outros resíduos orgânicos, ele poderá ajudar a prover uma resposta ecologicamente correta para a produção de calor e eletricidade, graças à tecnologia que começa a ser desenvolvida pela empresa israelense Genova.


Fundada em 2004 pelo engenheiro Yuri Wladislawsky, a Genova (localizada em Karmiel, no norte de Israel), especializada na produção de energia “limpa”, resolveu focar seus estudos no caroço da azeitona, um produto de difícil processamento. “Se tivermos sucesso, outras biomassas, comparativamente mais fáceis de processar, poderão ser utilizadas”, afirma Yonat Granot, CEO da empresa.

Para gerar energia, o caroço é introduzido em um reator e submetido aos processos de pirólise e gaseificação, a 800º C. Nessa temperatura, suas moléculas se quebram e liberam gases como metano e monóxido de carbono que, por serem mais leves que o ar, sobem por um cano até uma turbina de gás, produzindo eletricidade.

A indústria de reaproveitamento de lixo orgânico não é nova. A novidade da Genova é a técnica que permite a manutenção de altas temperaturas para a quebra das moléculas da biomassa. A tecnologia é segredo da empresa. Mas Granot garante que apenas 10% da eletricidade produzida pela Genova é usada no processo de conversão do caroço da azeitona em mais energia. Para 8 mil horas de energia, é necessária 1,6 tonelada de caroços.

Por sua eficiência e baixo custo, o projeto da Genova atraiu a atenção da Companhia Elétrica de Israel, que está de olho em fontes alternativas de energia e aceitou financiar parte das pesquisas da empresa. O próximo passo é instalar um reator na cidade de Julis, também no norte de Israel, até outubro deste ano. Os dejetos das plantações de azeitona da cidade servirão de matéria-prima para a geração de energia destinada à indústria de óleo de oliva local, de forma que se torne auto-sustentável.

Agora, a Genova tenta levantar US$ 1,25 milhão para o financiamento do projeto-piloto e para lançar seu reator no mercado. Há interesse por parte de um investidor do setor de vinhos californiano, região onde a eletricidade ecológica vem sendo encorajada e subsidiada. “Já testamos a técnica com dejetos de uva e vinho, com sucesso”, diz Granot. A Austrália, que tem uma próspera indústria de óleo de oliva, também se interessou pelo projeto. No entanto, para evitar os custos de transporte, a Genova está de olho mesmo no mercado em potencial dos países mediterrâneos (Espanha, Grécia e Itália, por exemplo). A idéia é vender a esses países um reator de 200 kw/h por cerca de US$ 300 mil, que podem ser recuperados em menos de quatro anos com a economia energética.

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Que tal engolir uma câmera?

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Não é novidade que tecnologia e medicina caminham cada vez mais juntas, principalmente no que se diz respeito a diagnósticos. Novas formas de exames promovem maior precisão nos resultados e facilitam a tomada de decisões por parte dos médicos.


Um dos principais inventos dos últimos tempos que une tecnologia a medicina é a PillCam, uma micro-câmera "engolível", do tamanho de um comprimido de vitamina, desenvolvida pela empresa israelense Given Imaging.

Conhecida no Brasil como “Cápsula Endoscópica”, a micro-câmera registra, em fotos coloridas, todo o caminho gastrointestinal que percorre no corpo do paciente. Equipada com uma fonte de luz, um rádio transmissor e uma bateria, é revestida com material a prova d’agua e aos ácidos produzidos pelo sistema digestivo.


Uma vez ingerida, a câmera leva de seis a oito horas para percorrer o interior do organismo, enviando cerca de 60 mil imagens captadas desde a boca até o intestino grosso para um gravador digital sem fio (wireless), que o paciente carrega como um cinto. Depois, é expelida naturalmente.

Não há necessidade do medico estar presente no decorrer do exame, que pode ser feito na própria residência do paciente. Basta que ao final do procedimento, o paciente leve o gravador digital ao consultório para que o médico possa baixar as imagens para o seu computador.

» Clique aqui e veja o que foi publicado sobre a PillCam no jornal O Globo


» Assista ao vídeo sobre a PillCam da TVE

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Visão Geral
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Introdução
A pesquisa científica e suas conquistas já não são mais um mero objetivo intelectual abstrato ... mas um fator central ... na vida de todo povo civilizado ... (David Ben-Gurion, 1962)

Israel é um pequeno país dentro do grande mundo da ciência e tecnologia. Como muitos outros pequenos países, teve que definir com precisão sua política em relação às atividades científicas e tecnológicas, para poder reforçar sua capacidade competitiva. No campo da ciência, Israel estimula o estabelecimento de centros de excelência, em torno de cientistas de projeção e em áreas vitais para o desenvolvimento do setor industrial, ao mesmo tempo que tenta manter um padrão mínimo de qualidade internacional em todos os campos científicos. A cooperação internacional continua a desempenhar um papel fundamental, ampliando os recursos científicos e conhecimentos técnicos especializados que o país tem à sua disposição. No campo tecnológico, Israel busca um alto desempenho, sobretudo através da especialização, concentrando o esforço nacional num número limitado de áreas.


A porcentagem da população israelense que se dedica à pesquisa científica e tecnológica, assim como os recursos dispendidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), estão entre os mais altos do mundo; e relativamente ao tamanho da mão-de-obra, Israel ostenta o maior número de autores publicados nos campos das ciências naturais, engenharia, agricultura e medicina.

O Início
A história da pesquisa científica em Israel é parte integrante da saga do retorno do povo judeu à sua pátria. Teodoro Herzl (1860-1904), o criador do sionismo político e o primeiro a promover ativamente a idéia de um moderno estado judeu na Terra de Israel, tinha em vista não somente um lar físico para o povo judeu, mas também um grande centro espiritual, cultural e científico.

O desejo de transformar a Terra de Israel, então uma região estéril e infestada de doenças, num estado moderno, foi o fator-chave no desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica subseqüente. A pesquisa agrícola remonta ao fim do século XIX, com a criação, em 1870, da Escola Mikve Israel. A Estação Agrícola, estabelecida em Tel Aviv em 1921, tornou-se posteriormente a Organização de Pesquisa Agrícola, que é hoje a principal instituição de pesquisa e desenvolvimento agrícola de Israel. A pesquisa médica e de saúde pública teve início antes da 1a Guerra Mundial, com a fundação do Centro Hebraico de Saúde; outro marco importante foi a criação do Instituto de Microbiologia e dos departamentos de bioquímica, bacteriologia e higiene da Universidade Hebraica de Jerusalém (meados da década de 20), que constituíram a base do Centro Médico Hadassa, hoje a mais importante instituição de pesquisa médica de Israel.

Os pioneiros da pesquisa industrial foram os Laboratórios do Mar Morto, criados nos anos 30; os primeiros progressos em ciência e tecnologia básicas foram alcançados na Universidade Hebraica (fundada em 1925), no Instituto de Tecnologia Technion-Israel (fundado em Haifa em 1924) e no Centro de Pesquisa Daniel Sieff (fundado em 1934 em Rechovot), que posteriormente, em 1949, tornou-se o Instituto Weizmann de Ciência.

Quando o Estado de Israel foi criado, em 1948, a infra-estrutura científica e tecnológica do país já estava estabelecida, permitindo o progresso posterior. No início, a pesquisa se concentrava em projetos de importância nacional; a partir daí, gradualmente se desenvolveram as indústrias de orientação mercantil.

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Pesquisa e Desenvolvimento
Atividades de P&D são realizadas em Israel sobretudo em suas sete universidades, nas dezenas de institutos de pesquisa, tanto públicos quanto governamentais, e em centenas de empresas civis e militares. Pesquisas significativas são efetuadas também em centros médicos e por várias firmas de serviço público, nos campos das telecomunicações, produção de eletricidade e energia, e administração dos recursos hídricos.

O governo e os órgãos públicos são as principais fontes orçamentárias de P&D, financiando bem mais da metade de todas as atividades no ramo. A maior parte das verbas de P&D civil destina-se ao desenvolvimento econômico, sobretudo nos setores industrial e agrícola. Comparando-se com outros países, isto representa uma fração elevada do total: mais de 40% são destinados ao progresso da ciência, através de fundos de pesquisa nacionais, binacionais ou governamentais, assim como através dos Fundos Gerais Universitários, fornecidos pelo Comitê de Planejamento e Orçamento do Conselho de Ensino Superior; o restante é destinado a vários projetos nos campos da saúde e bem-estar social.

Os Profissionais
O grande contingente de pessoal profissionalmente qualificado é o principal responsável pelas conquistas científicas e tecnológicas de Israel. Em 1994, 19% da mão-de-obra do país se contituía de profissionais com grau acadêmico. Ë medida que o grande número de cientistas, engenheiros e técnicos altamente especializados, chegados ao país na onda imigratória de centenas de milhares de judeus da antiga União Soviética, for se incorporando à mão-de-obra, a porcentagem vai aumentar espetacularmente, afetando significativamente o desenvolvimento científico e tecnológico do país nas próximas décadas.

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P&D na Universidades
Como em todo o mundo, o progresso do conhecimento científico básico é o principal objetivo dos pesquisadores nas universidades de Israel. A publicação de livros e artigos assinados por israelenses, em todos os campos científicos, é a expressão básica da produção universitária; seu número, em relação ao total mundial de publicações, vem aumentando, causando um forte impacto profissional na comunidade científica mundial, conforme se pode medir pela média de citações por artigo. Em relação ao tamanho de sua mão-de-obra, Israel tem um número muito maior de estudos publicados nos campos das ciências naturais, engenharia, agricultura e medicina do que qualquer outro país; e uma boa parte das publicações do país são de co-autoria de cientistas israelenses e de outros países, muito mais do que ocorre no resto do mundo.

Com o propósito de integrar a ciência israelense na comunidade científica mundial, são estimuladas pesquisas de pós-doutorado e estágios de aperfeiçoamento no exterior, assim como a participação em conferências científicas internacionais. Vários programas de intercâmbio e projetos conjuntos são realizados a níveis institucionais, universitários e governamentais, envolvendo organizações co-irmãs no exterior. Israel é também um importante centro de congressos científicos internacionais, e mais de cem destes encontros se realizam anualmente no país.

Concomitantemente às atividades de pesquisa científica, as universidades continuam a desempenhar um papel importante e inovador nos progressos tecnológicos de Israel. O Instituto Weizmann de Ciência foi uma das primeiras instituições do mundo a criar uma organização para a utilização comercial de suas pesquisas (1958); hoje, organizações similares existem em todas as universidades israelenses. A criação de parques industriais com base científica, na vizinhança dos campus universitários foi uma iniciativa de grande sucesso comercial. As universidades também criaram indústrias subsidiárias para a comercialização de produtos específicos baseados em suas pesquisas, muitas vezes em associação com empresas comerciais locais e estrangeiras.

As universidades se dedicam também a pesquisas interdisciplinares e mantêm institutos de análise e teste, em vários campos científicos e tecnológicos vitais à indústria do país, em áreas tais como construção, transporte e educação, em seu papel de centro nacional de P&D aplicados. Além disso, várias faculdades dão assessoria às indústrias, em assuntos de caráter técnico, administrativo, financeiro e gerencial. Mais de 9% do orçamento das universidades provém de financiamento pela indústria local, seja como subvenção de pesquisa ou através de contratos; nos Estados Unidos e no Canadá esta porcentagem oscila apenas entre 6 e 7%.

A quantidade de patentes registradas pelas universidades de Israel é uma medida da eficácia do relacionamento entre as universidades e a indústria. Um estudo recente mostrou que as universidades são as principais detentoras de patentes, tanto nacional quanto internacionalmente, e que o volume relativo de patentes requeridas excede em muito o ostentado pelos setores de ensino superior de outros países. E mais: com relação aos investimentos em P&D, as universidades de Israel produzem mais do que o dobro de patentes das universidades norte-americanas e nove vezes mais do que as canadenses.

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P&D na Indústria
No setor industrial civil, de rápido crescimento, os gastos com P&D aumentaram mais de 13 vezes entre 1969 e 1985, e o número de cientistas e engenheiros que se dedicam à P&D quintuplicou. A P&D industrial de Israel se caracteriza por uma alta concentração em eletrônica (67%), assim como pelo fato de que a maior parte das atividades é realizada por um pequeno número de grandes firmas. Estudos demonstraram que empresas que se dedicam intensamente à P&D são a maior fonte de crescimento de empregos e exportações industriais ao longo dos anos.

A promoção do crescimento contínuo de tais empresas, tanto grandes quanto pequenas, é o foco da estratégia de Israel no ramo industrial. O governo promove a P&D industrial através da Lei de Fomento à Pesquisa e Desenvolvimento, implementada pelo Ministério de Comércio e Indústria, mediante o gabinete do cientista-chefe que, somente em 1994, concedeu fundos a 1.270 projetos de 800 companhias. Hoje estima-se que os produtos derivados de P&D constituem mais da metade de toda a pauta de exportações industriais de Israel (excluindo diamantes).

A eletrônica, que se limitava até o final dos anos 60 à produção de bens de consumo, aprofundou-se em ramos tecnológicos mais sofisticados, tanto militares quanto civis. Nas comunicações, os progressos em P&D se aplicam à digitalização, processamento, transmissão e intensificação de imagens, sons e dados. Os produtos variam desde estações telefônicas avançadas a sistemas ativados pela voz e duplicadores de linhas telefônicas.

Os ramos industriais da ótica, eletro-ótica e dos lasers têm crescido rapidamente. Israel é líder mundial em fibras óticas, em sistemas de inspeção baseados em eletro-ótica para placas de circuito impresso, em sistemas térmicos para visão noturna e em sistemas de manufaturação robôtica com base eletro-ótica.

Equipamentos computadorizados, sobretudo nos campos do software e periféricos, têm-se desenvolvido e são amplamente utilizados. Na impressão e publicação, computadores gráficos feitos em Israel e sistemas de imagem por computador são largamente usados tanto a nível doméstico quanto no exterior. Atividades educacionais nas escolas são reforçadas através de uma variedade de sistemas didáticos computadorizados, muitos dos quais foram desenvolvidos para exportação. Embora alguns dos produtos de software desenvolvidos em Israel sejam projetados para a utilização em computadores do tipo mainframe, a maioria foi desenvolvida para sistemas de pequeno e médio porte, tais como estações de trabalho computadorizadas.

Os robôs, cuja pesquisa se iniciou no final dos anos 70, são produzidos para desempenhar uma imensa variedade de funções, como lapidação de diamantes, soldagem, embalagem, construção e outras atividades industriais. A pesquisa se ocupa atualmente da aplicação de inteligência artificial em robôs.

Produtos aeronáuticos voltados para as necessidades da defesa nacional geraram um desenvolvimento tecnológico com reflexos na vida civil. O Aravá foi o primeiro avião civil produzido em Israel; a ele se seguiu o jato Westwind para diretores de empresa. Recentemente, satélites projetados e construídos no país foram produzidos e lançados pelas Indústrias Aeronáuticas de Israel em cooperação com a Agência Espacial de Israel. Além disso, Israel desenvolve, fabrica e exporta vários artigos neste campo, como painéis, computadores aeronáuticos, sistemas instrumentais e simuladores de vôo, e é líder mundial na tecnologia e produção de planadores teleguiados.

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P&D na Agricultura
O setor agrícola baseia-se quase que inteiramente em P&D, graças à cooperação entre agricultores e pesquisadores. Os resultados das pesquisas são rapidamente transmitidos ao campo para experimentação, através de um sistema de extensão rural, sendo que os problemas são trazidos diretamente aos cientistas, para solucioná-los. A P&D agrícola é executada sobretudo pela Organização de Pesquisa Agrícola, órgão do Ministério da Agricultura. A maioria dos institutos de pesquisa agrícola de Israel mantém estreitas relações com a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO) das Nações Unidas, o que garante o intercâmbio contínuo de informações com outros países.

As vacas leiteiras de Israel são, em média, as campeãs mundiais de produção de leite, e a produção média por cabeça aumentou de 6.300 l em 1970 a 10.000 l hoje em dia, graças à criação científica e aos testes genéticos executados pelo Instituto Volcani. Através da produção de esperma e óvulos de gado de raça, Israel consegue elevar o nível de seu rebanho, assim como compartilhar suas conquistas neste campo com outros países.

Os agrônomos israelenses foram os pioneiros em biotecnologia agrícola, irrigação por gotejamento, solarização (exposição ao sol) dos solos e na reciclagem de águas de esgosto para uso agrícola. Tais progressos vêm sendo aplicados na manufaturação de produtos comercializáveis, desde sementes e biopesticidas produzidos pela engenharia genética a plásticos foto-degradáveis e sistemas computadorizados para irrigação e fertilização.

A necessidade de utilizar ao máximo a pouca água existente, a terra árida e a mão-de-obra limitada levou a uma verdadeira revolução dos métodos agrícolas. A busca por técnicas de economia de água estimulou o desenvolvimento de sistemas de irrigação controlados por computador, como o método do gotejamento, que dirige o fluxo dágua diretamente à raiz da planta. Outro resultado da intensa pesquisa é a utilização do enorme reservatório subterrâneo de água salobra do Neguev, para o cultivo de safras tais como tomates de primeira qualidade, destinados aos mercados europeus e americano, durante o inverno. A pesquisa no campo do tratamento eletro-magnético da água, para melhorar a saúde dos animais e a qualidade das colheitas também vem produzindo resultados promissores.

Computadores projetados e construídos em Israel são amplamente utilizados para a coordenação das atividades agrícolas diárias, como controlar a injeção de fertilizantes e ao mesmo tempo monitorizar fatores ambientais relevantes; fornecer a ração dos animais, composta de acordo com proporções testadas de custo/produtividade; e garantir o controle de temperatura e umidade do aviário. Além disso, Israel desenvolve, fabrica e implementa uma variedade de modernos equipamentos agrícolas para arar, semear, plantar, colher, recolher, separar e empacotar.

A agricultura também se beneficia do desenvolvimento geral da pesquisa científica e da P&D, como no caso das culturas automatizadas de tecido vegetal, dos inseticidas biológicos, das sementes com alta resistência a doenças e dos fertilizantes biológicos.

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P&D na Medicina
A contribuição de Israel à revolução biotecnológica é relevante; a infraestrutura de pesquisa médica e paramédica é altamente desenvolvida, o mesmo ocorrendo com suas instalações de pesquisa no campo da bio-engenharia. A medicina clínica e a pesquisa científica biomédica constituem os assuntos de mais da metade das publicações científicas do país. O setor industrial do país vem ampliando sua atividade neste campo, para tirar partido dos vastos conhecimentos existentes.

Os cientistas locais desenvolveram métodos para a produção de interferon, um grupo de proteínas eficaz contra infecções viróticas, além de produzir um hormônio de crescimento humano. Entre as conquistas da engenharia genética (na qual se inclui a clonagem), citam-se vários estojos de diagnóstico baseados em anticorpos monoclonais, assim como outros produtos microbiológicos.

Equipamentos médicos altamente sofisticados foram desenvolvidos e comercializados em todo o mundo, incluindo scanners para tomografia computadorizada (CT), sistemas de imagens por ressonância magnética, scanners de ultra-som, câmeras médicas nucleares e lasers cirúrgicos. Outras inovações incluem um líquido polimérico de soltura controlada que evita a acumulação da placa dentária; um dispositivo que reduz intumescências benignas e malignas da glândula prostática; o uso da botulina para a correção do estrabismo.

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P&D em Energia
O grande desenvolvimento de fontes alternativas de energia, tais como a solar, térmica e eólica, é o lado positivo da falta de fontes convencionais de energia que o país enfrenta. Israel é líder no campo da energia solar em todos os níveis, e é o maior utilizador mundial per capita de aquecedores solares domésticos de água. Recentemente foi desenvolvido um novo receptor de alta eficiência que recolhe a luz solar concentrada, e que vai ampliar o uso da energia solar também para fins industriais.


Um progresso no campo da energia eólica foi a produção de uma turbina eólica com rotor flexível e inflamável. Também foi desenvolvida a tecnologia de utilização de água de açude com um certo grau de salinidade e composição mineral para absorver e estocar a energia solar. Usinas de energia geotérmica, capazes de extrair calor do solo e convertê-lo em vapor para acionar turbinas, estão sendo testadas atualmente. Um projeto recém-aprovado, desenvolvido por uma equipe de cientistas do Technion, usa ar seco e água (até mesmo água do mar ou salobra) para produzir energia através de chaminés de 1.000 m de altura.

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Laços Internacionais
As relações internacionais de Israel, um aspecto dinâmico e essencial de suas atividades científicas e inovadoras, são mantidas em todos os níveis, desde organismos nacionais até o pesquisador individual. O estabelecimento de várias fundações binacionais de pesquisa foi vital para o progresso da P&D do país, com atividades que variam da pesquisa básica ao desenvolvimento industrial e à comercialização.


A Fundação Científica Binacional E.U.A – Israel (BSF), criada em 1974 para promover a pesquisa civil em campos de interesse mútuo, é financiada em proporções iguais por ambos os países. Seu orçamento atual é de 100 milhões de dólares. A BSF financia projetos de pesquisa pura e aplicada em vários campos, como antropologia, engenharia biomédica, física e ciências ambientais. Desde sua fundação, ela outorgou cerca de 2.000 subvenções, num custo total de mais de 90 milhões de dólares.

O Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola Binacional E.U.A.-Israel (BARD) foi estabelecido em 1977 para promover e apoiar a pesquisa e o desenvolvimento no campo da agricultura em benefício de ambos os países. As propostas de pesquisa conjunta são submetidas por pelo menos um cientista de cada país. A receita do fundo, da qual ela retira as somas para financiar novos projetos, provém de uma verba criada pelos dois países, que chega atualmente a cerca de 110 milhões de dólares.

A Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento Industrial Binacional E.U.A.-Israel (BIRD-F), a primeira instituição do tipo entre os Estados Unidos e outro país, foi criada em 1977 para estimular a cooperação entre indústrias de alta tecnologia, financiando todos os aspectos da P&D necessários para que uma invenção se torne um produto comercial, incluindo a engenharia do produto e os testes de mercado. Todos os projetos devem ser propostos em conjunto por firmas dos dois países e devem trazer benefícios a ambos. Até hoje, a BIRD-F já aprovou cerca de 200 projetos nos campos das telecomunicações, eletrônica, software/hardware e equipamento médico, levando a vendas que recentemente atingiram um bilhão de dólares. Ela é financiada por uma verba para a qual os dois países contribuem igualmente, totalizando hoje cerca de 110 milhões de dólares.

A Fundação Alemã-Israelense de Pesquisa e Desenvolvimento Científicos (GIF) fundada em 1987 para dar apoio à pesquisa pura e aplicada em áreas de interesse mútuo. Seu capital provém em partes iguais de ambos os países e alcançou 150 milhões de marcos alemães. A GIF financia projetos selecionados de pesquisa conjunta em campos como ciências biológicas, medicina, química, física, matemática, tecnologia, agricultura e ciências sociais.



 


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