Designer cria painel de iluminação para reduzir gastos de energia nas cidades
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Uma placa de iluminação externa, feita de aço e alumínio, é a nova solução para a redução do consumo de energia elétrica nas cidades. Com a instalação dessa placa, a administradora dos prédios, por exemplo, não gasta dinheiro com eletricidade, nem há consumo de combustíveis fósseis. Pelo contrário, a placa não polui e se abastece de energia gratuita.
O painel é composto por pastilhas “dupla face” que, de um lado, têm placas fotovoltaicas para capturar a luz solar e, do outro, tela de OLED – diodos orgânicos emissores de luz, que emitem luz ao receber carga elétrica.
A invenção, chamada UrbanTiles, é do designer israelense Meidad Marzan, da Academia Bezalel de Arte e Design, de Jerusalém. Ele desenvolveu este painel como forma de aproveitar a energia solar que as cidades recebem diariamente – durante o dia ela é armazenada – e iluminar as cidades à noite, com criatividade.
O painel UrbanTiles produz um grande efeito de iluminação, porque é possível escolher o lado que as pastilhas serão posicionadas – de modo que formem desenhos gráficos de luz –, já que ele tem um motor elétrico que roda cada parte no seu eixo.
Além de iluminar a cidade, ele pode servir de tela, como a de uma televisão, para o interior dos apartamentos – basta configurar todas as pastilhas com o lado de OLED virado para dentro. Marzan espera que o painel – que ainda é um projeto – possa ser controlado por uma interface touchscreen.
AEL Sistemas ganha contrato com Embraer
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A AEL Sistemas SA, subsidiária da israelense Elbit Systems Ltd, ganhou um contrato de US$ 25 milhões para fornecer à Embraer vários componentes para o jato KC-390, avião militar de transporte e reabastecimento que substituirá os velhos Hércules C-130.
A AEL fornecerá à Embraer Defesa e Segurança S.A. dispositivos como self-protection suites (SPS); directional infrared coutermeasures (DIRCM) e pilot orientation read-up displays (HUD). A AEL já fornece o computador de missão para o KC-390, que será fornecido pela Embraer à Força Aérea Brasileira a partir de 2016.
Kit doméstico pode detectar infarto em andamento
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Um novo dispositivo desenvolvido pela empresa israelense NovaMed permite que uma pessoa possa detectar, por meio de um teste simples feito em casa, se ela sofreu ou está sofrendo um infarto no miocárdio. O dispositivo, chamado SensAheart, permite a detecção de um ataque cardíaco antes mesmo de ele ocorrer. A detecção precoce de um infarto pode ser fundamental para salvar vidas e dar mais eficácia ao tratamento.
Os ataques cardíacos não acontecem instantaneamente; eles se desenvolvem ao longo de vários dias, diz o dr. Igal Ruvinsky, chefe de pesquisas da NovaMed. Por isso, é importante começar o tratamento o mais cedo possível, de modo a evitar danos no longo prazo. Muitas pessoas, por exemplo, sofrem ataques cardíacos leves, ou mesmo graves, sem perceber o que está acontecendo.
“Ou eles não estão cientes dos sintomas, ou atribuem a dor a outra coisa. É preciso um diagnóstico e medidas rápidas nesses casos”, diz Ruvinsky . “O nosso kit permite que usuários domésticos saibam se precisam correr para o hospital ou se podem descartar o ataque cardíaco como causa de sua dor”, completa.
Uma das maiores vantagens do SensAheart é poder proporcionar resultados altamente precisos com apenas uma gota de sangue. O sangue é analisado e filtrado e poucos minutos depois um indicador aparece na janela do kit de análise.
Software detecta pedofilia na rede e bullying digital
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Um software desenvolvido pela empresa israelense United Parents protege crianças de pedofilia digital e de “cyberbullies” on line por meio de envio de alertas aos pais quando detecta relacionamentos suspeitos nos computadores. O software, que pode ser baixado gratuitamente, envia um alerta, e-mail ou mensagem de texto quando atividades suspeitas são detectadas.
"Os pais provavelmente conhecem uma ou duas contas de e-mail ou apelido que a criança usa, mas muitas vezes há outras contas que eles desconhecem", diz Hanan Lavy, co-fundador e executivo chefe da United Parents. "Nós damos a informação aos pais e eles escolhem o que fazer com elas."
O software não compartilha com os pais o conteúdo privado e os diálogos dos filhos com os pais, apenas a análise feita por um algoritmo de computador que também é capaz de decifrar a linguagem de chat usado por crianças que muitas vezes é desconhecido para os adultos.
Robôs inteligentes para selecionar e colher frutas maduras
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Pesquisadores de robótica da Universidade Ben-Gurion estão desenvolvendo robôs inteligentes para detectar e colher frutos e legumes mais maduros. O projeto faz parte do “Crops” (Clever Robots for Crops), programa levado a cabo por universidades da União Europeia que desenvolverão know how para a colheita de pimentas, frutas e uvas Premium – utilizadas para a fabricação de vinho.
O sistema é constituído por um robô transportado junto com manipuladores e ferramentas inteligentes – sensores, algoritmos, pulverizadores e garras – que podem ser adaptados a novas tarefas. A plataforma robótica do Crops será capaz de detectar as frutas e seu ponto de maturação e colher apenas as maduras.
O Crops é coordenado pela Universidade de Wageningen, da Holanda, e é uma parceria entre diversas universidades europeias. O papel da Universidade de Ben-Gurion será o de liderar o desenvolvimento de algoritmos inteligentes de detecção e manipulação. A universidade israelense receberá US$ 1,3 milhão para desenvolver o projeto.
Um tecido feito a partir de nanopartículas antibacterianas, concebido por pesquisadores israelenses, é a mais nova contribuição para reduzir as infecções hospitalares. O tecido, criado pelo prof. Aharon Gedanken para a fabricação de meias antiodor, evita a formação de bactérias provocadas pelo suor. Essas bactérias são as mesmas que provocam infecções hospitares – problema que afeta cerca de 9% dos pacientes nos países desenvolvidos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O tecido – feito a partir da redução do óxido de zinco a nanopartículas – começa agora a ser utilizado para a confecção de cortinas, aventais e toalhas de uso hospitalar.
Um consórcio multinacional liderado por Gedanken recebeu uma bolsa de €12 milhões da União Europeia (UE) para produzir na Europa máquinas destinadas à fabricação desse tecido antibacteriano. “Estamos negociando com algumas grandes empresas para ampliar o processo”, informou Gedanken, diretor do Laboratório Kanbar de Nanomateriais, do Instituto de Nanotecnologia e Materiais Avançados da Universidade Bar-Ilan.
Pesquisadores israelenses descobrem gene mutante que aumenta produção de tomates
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Pesquisas feitas por cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel), em conjunto com colegas do Cold Spring Harbor Laboratory, de Nova York (EUA), revelaram que a combinação de um tipo de gene mutante do tomate com genes comuns aumenta significativamente a produção do fruto. A descoberta foi feita durante pesquisas sobre a heterose, um princípio revolucionário de reprodução que permite o cruzamento de espécies geneticamente diferentes. O gene mutante atua em diferentes variedades de tomates e, sobretudo, em toda uma gama de condições ambientais. As pesquisas mostraram que o cruzamento com esse gene mutante aumenta a colheita em até 60%, além de melhorar o sabor do fruto. “A descoberta tem um enorme potencial para transformar tanto a bilionária indústria de tomates quanto as práticas agrícolas para aumentar a produtividade de outras culturas”, diz o dr. Zach Lippman, um dos autores do estudo.
Detector de sarcasmo
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Como identificar se uma citação na Wilkipedia ou em outra ferramenta na internet é verdadeira ou carrega definições mentirosas? Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém (UHJ), em Israel, desenvolveram um programa que, garantem, identifica o sarcasmo na net com 77% de precisão. “Ele será ainda mais preciso quando conseguirmos combinar a identificação de texto e de voz. Por enquanto, só trabalhamos com textos”, diz Oren Tsur, doutorando do Instituto de Ciências da Computação da UHJ e um dos responsáveis pelo projeto. O programa, batizado de SASI (sigla, em inglês, de Algoritmo Semi-supervisionado para a Identificação do Sarcasmo), foi apresentado no encontro anual da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial, em Washington (EUA).
Sensor detecta bactérias em alimentos
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A empresa israelense MS Tech desenvolveu um sensor inteligente que é capaz de detectar a presença de bactérias em alimentos em apenas três segundos. O dispositivo, chamado FoodScan 3000, é o único no mercado que testa e analisa as amostras, identificando imediatamente as bactérias que contaminam os alimentos. Até agora, as amostras tinham que ser enviadas a laboratórios para análise, o que demandava tempo e tinha alto custo.
Outra vantagem é que o FoodScan 3000 não usa material radioativo ou ionizado, como outros sistemas de detecção de bactérias. “Essa tecnologia permite identificar a presença de bactérias ou a contaminação nos alimentos antes que nossos sentidos possam denunciá-las”, diz Doron Shalom, CEO da MS Tech.
Sensor permite detectar micro-partículas poluentes
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Um sensor inventado pelos pesquisadores israelenses Eyal Ben-Dor e Sandra Chudnovsky, da Universidade de Tel Aviv, permite detectar micro-partículas poluentes e invisíveis num ambiente. O dispositivo, denominado Dust Alert, funciona através de um espectômetro que, em minutos, coleta e analisa dados das micro-partículas, inclusive determinando a composição química de suas toxinas. De posse dessas informações, é possível diminuir a poluição do ambiente adotando-se medidas simples, como abrir uma janela. "O Dust Alert dá evidências da poluição invisível. Podemos ver o pó nos móveis ou nas janelas, mas não podemos vê-lo no o ar que respiramos. Pela primeira vez, será possível detectar e medir seus componentes mais perigosos", diz o professor Ben-Dor.
Israelense desenvolve detector de mentiras através da escrita
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Cientistas israelenses desenvolveram um dispositivo capaz de detectar mentiras através da escrita. Os pesquisadores da Universidade de Haifa partiram da premissa de que o ato de mentir provoca um "stress cognitivo" que afeta a capacidade de uma pessoa executar tarefas que, de outra maneira, faria normalmente. Assim, submeteram alguns voluntários a um teste no qual eles deveriam escrever dois parágrafos - um verdadeiro e um falso - com uma caneta eletrônica. Um software de análise da escrita desenvolvido pelos pesquisadores constatou variações entre os dois textos, como pressão da caneta sobre o papel, tempo despendido para escrever e até do fluxo da escrita. "Um detector de mentiras que analisa textos escritos à mão tem mais vantagens sobre os modelos existentes - como o polígrafo - já que é menos agressivo para quem está sendo testado e muito mais objetivo, uma vez que independe de interpretações subjetivas", diz o dr. Gil Luria, um dos pesquisadores.
Método não-invasivo pode prever infartos
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O cardiologista israelense Michael Shechter, do Instituto do Coração do Sheba Medical Center, desenvolveu uma técnica não-invasiva capaz de prever o que acontecerá ao coração dos pacientes nos próximos três ou quatro anos. Um aparelho semelhante ao medidor de pressão sanguínea ligado a um monitor permite elaborar um prognóstico acurado da saúde cardíaca do paciente. Para se saber o que ocorre dentro das artérias que irrigam o coração, o teste mede a elasticidade do endotélio, o revestimento celular interno das veias do braço. "Se verificarmos 50% de redução dessa função no braço, podemos prescrever um tratamento agressivo para evitar um infarto", diz Shechter. "Esse é o melhor método para todos os tipos de pacientes. Não se usa material radioativo, o exame exige pouco tempo e não há necessidade de exercício antes ou durante o teste", completa.
Orvalho para Irrigação
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A empresa israelense Tal-Ya Water Technologies criou um dispositivo que coleta orvalho para irrigar plantas, possibilitando o cultivo em áreas com escassez de água, além de proporcionar benefícios ambientais. Trata-se de uma bandeja feita de um composto plástico que é colocada em volta das plantas. Esse composto não se degrada sob a ação do sol, pois combina plástico reciclável com filtros ultravioletas e um aditivo de pedra calcárea.
Outro aditivo, de alumínio, permite a captação do orvalho produzido pela variação da temperatura entre a noite e o dia. Uma variação de 12 graus centígrados, por exemplo, leva à formação de uma razoável quantidade de orvalho em ambas as superfícies da bandeja, canalizando-o para a planta. “Com esse sistema, os agricultores não precisam mais se preocupar com ervas daninhas, porque as bandejas bloqueiam a luz do sol, impedindo-as de se desenvolverem”, diz Avraham Tamir, presidente da Tal-Ya. “Também usa-se muito menos água, o que traz economia, e menos fertilizantes, o que significa contaminação menor”, completa Tamir.
TAT fornecerá para Embraer
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A empresa israelense TAT ganhou um contrato com a Embraer para desenvolver trocadores de calor para dois novos tipos de jatos executivos que a empresa está em vias de fabricar, o Legacy 450 e o Legacy 500.
Segundo os diretores da TAT, se a empresa tiver sucesso na empreitada, poderá receber rendimentos de US$ 20 milhões em dez anos, a partir de 2010. O CEO da TAT, Shmuel Fledel, disse que o contrato é resultado da agressiva estratégia de marketing da empresa para se tornar uma das líderes na transferência de tecnologia de trocadores de calor
Energia do Céu
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A empresa israelense Sovna desenvolveu um novo método de produzir energia elétrica por meio de turbinas eólicas instaladas no topo de edifícios. A primeira turbina já está funcionando no prédio da própria empresa, em Tel Aviv. Outras devem ser instaladas ainda este ano em várias cidades de Israel e dos Estados Unidos. Os diretores da Sovna prevêem que, se essa tecnologia for largamente utilizada, a eletricidade gerada pelas turbinas eólicas poderá atender 3% das necessidades de uma cidade.
Nanotecnologia em Israel
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O setor de nanotecnologia em Israel registrou crescimento de 150% nos últimos três anos. Segundo Dan Vilenski, diretor do Israel National Nanotech Initiative (INNI), desde 2006 o número de empresas do setor subiu de 45 para 75, enquanto as equipes envolvidas em nanotecnologia no país aumentaram de 210 para 325. A informação foi divulgada por ocasião dos preparativos da NanoIsrael 2009, a primeira conferência internacional de nanotecnologia de Israel, que ocorrerá em Jerusalém no final de março.
Suor, a impressão digital do futuro?
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O dr. Michael Gozin, da Escola de Química da Universidade de Tel Aviv, está pesquisando as características que fazem do suor humano uma qualidade única e intransferível de cada indivíduo, de modo que, no futuro, cada pessoa possa ser identificada pelas suas “impressões digitais químicas”. “Cães e outros animais podem diferenciar as pessoas facilmente pelo faro, encontrando-as onde estiverem”, diz Gozin, cuja equipe está se preparando para trabalhar nesse projeto com a Força Aérea dos EUA. Trabalhando para isolar vários componentes bioquímicos do suor, Gozin espera apresentar suas primeiras conclusões da pesquisa até o final do ano. Se a tese dele estiver correta, o suor poderá ser usado para caçar criminosos mas também para encontrar pessoas perdidas.
Relógio de pulso também é celular, palmtop, câmera e player de música e vídeo
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Engenheiros israelenses comandados pelo empresário Mati Herbst criaram um relógio de pulso que também pode ser utilizado como telefone celular, palmtop, câmera e tocador de MP3 e MP4 (foto anexa). O aparelho, batizado de Watch Phone, já está à venda através do site www.phenomwatchphone.com, que oferece vários modelos com preços a partir de US$ 195. Segundo Herbst, seu intuito foi reunir vários aparelhos hoje altamente populares num único gadget, pequeno o bastante para ser preso ao pulso. "Não estamos inventando a roda, apenas aperfeiçoando-a", explica.
Produzir água a partir do ar
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Obter água a partir da umidade do ar não é uma técnica nova. Na verdade, ela era mencionada na Bíblia há milhares de anos, o orvalho da noite já era armazenado para irrigar plantações.
Mas uma empresa israelense desenvolveu um método de obter água a partir do ar em grande escala, o que pode ajudar a resolver problemas em muitos países. De acordo com o Dr. Etan Bar, executivo-chefe da EWA, com sede em Beersheba (no deserto do Neguev), o processo tem três etapas: a primeira é a acumulação da umidade do ar em flocos de sílica. A segunda etapa é a remoção da água e a terceira, a condensação, usando aparelhos à base de pequenos volumes de biodiesel ou outro combustível.
De acordo com o Dr. Bar, o processo apresenta custo reduzido porque a água pode ser obtida a partir de pequenas unidades de condensação sem custo de transporte.
A EWA, que faturou US$ 100 mil em 2007, planeja chegar ao final deste ano com US$ 5 milhões de faturamento, atingindo US$ 100 milhões em 2009, por conta da enorme demanda principalmente da África, índia e Austrália por unidades de produção de água a partir do ar.
Robô limpa janelas de arranha-céus
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Uma empresa israelense criou um robô dedicado a substituir o homem em um dos trabalhos mais perigosos que existem, a limpeza de janelas externas de arranha-céus. A empresa SkyBot batizou o primeiro robô de M1. Ele consegue limpar vidros em prédios de qualquer altura, tanto de dia como à noite, numa velocidade quatro vezes superior à do serviço manual e sem pôr em risco a vida humana.
Israel enviará SMS para alertar população para ataques de mísseis
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Israel vai implementar um sistema de aviso de ataques de mísseis através de mensagens de texto para os celulares da população em áreas com risco de serem atingidas. O país está permanentemente em estado de alerta por causa dos mísseis que podem a qualquer momento ser disparados pelo Hamas, no Sul, ou pelo Hezbolá e a Síria, no Norte.
Diante de um ataque de mísseis, quanto mais rápido a população for alertada maiores as chances de encontrarem abrigo e escaparem ilesas do ataque. Por enquanto, o sistema de alerta é o tradicional, composto por radares que detectam o lançamento dos mísseis e pelo toque de sirenes instaladas em postes. Trata-se de um sistema antigo, que não alcança com a rapidez necessária pessoas em situações específicas, como alguém ouvindo música com headphones.
Para solucionar este problema, o exército israelense decidiu implementar um sistema de envio em massa de mensagens de texto para os celulares de pessoas em áreas de risco. "Com uma população de 6 milhões, Israel tem 10 milhões de telefones celulares em operação. Isto quer dizer que cada cidadão anda com pelo menos um celular no bolso. Então, sempre que soubermos que um míssil está para atingir certa região, enviaremos uma mensagem de texto às pessoas da área", explicou o major-general Yair Golan, comandante da área de defesa da população civil do exército israelense.
Israelenses criam sistema de identificação anti-fraude
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Engenheiros do Instituto Technion, em Israel, criam o que acreditam ser o primeiro método de identificação eletrônica anti-fraudes. Trata-se de um sistema que utiliza os movimentos dos olhos em resposta a estímulos visuais para identificar usuários.
Segundo os criadores, estes movimentos são únicos em cada pessoa e impossíveis de serem forjados - ao contrário de impressões digitais, padrão de voz e até análise da íris.
Os criadores dizem que o sistema pode ser utilizado em aplicações desde transações online até acesso a instalações de segurança máxima, como usinas nucleares. Já estão negociando o sistema com E-Bay, Pay Pal, bancos e governos.
O projeto de produção em massa de carros elétricos, desenvolvido em parceria pela Renault-Nissan e pelo Projeto Better Place, com sede em Israel, será aplicado também na Dinamarca. O projeto, iniciado em Israel, combina a instalação de 500 mil postos de recarga de baterias e a produção em massa de veículos elétricos, que serão vendidos a partir de 2010 com isenção de impostos, como esforço de redução nas emissões de poluentes.
A Renault-Nissan pretende iniciar em breve, também, a venda de veículos elétricos nos Estados Unidos e no Japão.
Anti-clonagem por celular
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Uma nova tecnologia desenvolvida em Israel permite reduzir o risco de clonagem de cartões de crédito, utilizando o telefone celular. O sistema é simples: ao fazer uma compra, o usuário informa o número de seu celular. O ponto de venda, além de pedir a confirmação à administradora do cartão de crédito, envia uma mensagem à operadora telefônica. A empresa então checa, via GPS, a localização do celular, confirma se ele foi ou não cancelado, além de analisar o perfil do consumidor. Após a confirmação, a compra é autorizada.
"Nosso sistema opera em tempo real para impedir a fraude nos pontos de venda", diz Laurence Neumann, executivo-chefe da McConfirm, que tem sede em Tel Aviv. O sistema deverá entrar em operação comercial em um prazo de seis meses, inicialmente em Israel, nos Estados Unidos e Europa Ocidental.
INTERNET NO AVIÃO
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Que tal ter acesso ao e-mail, saber das últimas notícias ou mesmo participar de uma teleconferência enquanto faz um vôo internacional? A internet em vôos longos começará a se transformar em realidade no final do ano, graças a um sistema de antenas que ³dialogam² com satélites, desenvolvido pela empresa israelense Starling Advanced Communications.
Algumas empresas aéreas norte-americanas, como a JetBlue, a Westjet e a Virgin Atlantic, já oferecem internet em seus vôos domésticos, de curta duração. A nova antena, porém, pode captar sinais em qualquer parte do mundo. A Starling pretende colocar em operação as primeiras antenas, ao que tudo indica, em aviões de empresas norte-americanas, até o início de 2009.
Cientistas israelenses criam a nanobíblia
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Cientistas do Instituto Technion, de Haifa (Israel), conseguiram colocar todo o conteúdo do Velho Testamento em uma superfície de 0,5 mm², inferior à de uma cabeça de alfinete, utilizando a nanotecnologia. A criação dessa “Nanobíblia” faz parte de um programa do Instituto, para divulgar mais as possibilidades da nanotecnologia, principalmente entre os jovens.
A idéia foi do professor Uri Sivan, diretor do Instituto de Nanotecnologia do Technion, que liderou o projeto junto com o dr. Alex Lahav, ex-chefe do Instituto de Pesquisas em Microeletrônica, da mesma instituição. A Nanobíblia foi escrita com um dispositivo denominado FIB (Focused Ion Beam, ou Feixe de Íons em Foco), que funcionou como uma microcaneta. Graças a um software desenvolvido especialmente para o projeto, o texto foi gravado sobre uma superfície de silício, recoberta por uma finíssima camada de ouro, de apenas 20 nanometros de espessura.
Utilizando o FIB, os pesquisadores israelenses conseguiram inscrever mais de dez milhões de bits de informações sobre a superfície de 0,5mm². A camada de ouro ao redor do texto ressalta as nanoletras contra a superíficie de silício e permite lê-las melhor, empregando um microscópio eletrônico com scanner.
“O projeto da Nanobíblia demonstra as enormes perspectivas que as novas técnicas de miniaturização colocam à nossa disposição”, diz o prof. Uri Sivan. Agora, a equipe do Technion vai iniciar um processo de fotografar todas as nanopáginas. “A partir desse trabalho, nossa idéia é aumentar dez mil vezes a imagem da Nanobíblia e criar um grande painel, de 7x7 metros, que será colocado em uma parede enorme do Instituto de Física do Technion, permitindo a qualquer um ler os textos”, conclui o responsável pelo projeto.
Microrrobô israelense consegue circular pela corrente sanguínea Ficção do filme 'Viagem Fantástica' vira realidade
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Cientistas israelenses criaram um microrrobô, com um milímetro de diâmetro, capaz de circular pela corrente sangüínea. O mecanismo foi desenvolvido pelos médicos Oded Salomon, do Instituto Technion, de Haifa, e Nir Schwalb, da Faculdade da Judéia e Samaria, em Ariel.
Embora ainda não estejam totalmente mapeadas todas as possibilidades de uso, acredita-se que o aparelho poderá auxiliar, por exemplo, na detecção precoce de tumores de próstata e de metástases em diversas partes do corpo humano. “Pela primeira vez um robô diminuto foi planejado e construído, com a habilidade original de rastejar dentro das veias e artérias do corpo humano” disse Nir Shvalb.
O sonho do escritor Isaac Asimov se materializou. O clássico romance “Viagem Fantástica” - visto também no Cinema -, narra a odisséia de um grupo de cientistas que é miniaturizado e enviado, a bordo de um submarino, ao cérebro de um paciente em coma, percorrendo para isso sua corrente sanguínea.
“O robô pode rastejar contra a corrente sanguínea com uma força compatível ao fluxo sanguíneo, sem nenhum problema.” ressalta Oded Salomon, pesquisador do laboratório médico de robótica da Faculdade da Engenharia Technion. A miniaturização conseguida não tem precedentes, assim como a técnica de controlar a atividade do robô por períodos de tempo ilimitados, duas características de grande importância em cirurgias.
A estrutura do novo robô consiste em um cubo de onde saem braços minúsculos que se distendem, permitindo que se agarre fortemente às paredes das veias, possibilitando aos operadores uma fácil manipulação dentro dos vasos sanguíneos. Independentemente do diâmetro dos vasos, o robô possui a “habilidade” de se ajustar a cada um deles.
Apenas para efeito de comparação, um robô similar desenvolvido por investigadores da universidade de Kyoto, no Japão, possui um centímetro de diâmetro.
Florestas contra os desertos
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Israel, conhecido pelo trabalho de irrigação que vem permitindo o cultivo em regiões desérticas há mais de cem anos, está obtendo bons resultados também no esforço de deter o avanço dos desertos. As autoridades israelenses apostam no reflorestamento como alternativa para deter a marcha da desertificação rumo ao Norte do país. “Estamos nos esforçando para criar um cinturão florestal no Norte do deserto do Neguev”, explica o Dr. Nir Atzmon, presidente do Comitê “Florestas para Combater a Desertificação”.
“Creio que estamos fazendo um bom trabalho. Se não tivéssemos sucesso, em poucas décadas, áreas hoje férteis, próximas ao mar Mediterrâneo poderiam se transformar em verdadeiros desertos”, diz.
O orgulho do Dr. Atzmon é a reserva de Yatir, a maior do país (com 30 km² de área), e que foi criada em 1964, nas encostas do Monte Hebron. “A floresta de Yatir está crescendo por si própria, abriga um número cada vez maior de espécies animais e já absorve níveis de dióxido de carbono comparáveis aos das florestas européias”, afirma Nir Atzmon, que também dirige o Centro Volcani para a preservação de recursos naturais, na cidade de Beit Dagan.
Israel foi pioneiro mundial na criação de uma entidade voltada ao reflorestamento – o Fundo Nacional Judaico, ou Keren Kayemet Leisrael (KKL), nascido há mais de cem anos, seis décadas antes do próprio Estado de Israel.
O KKL foi fundamental para o desenvolvimento da tecnologia de irrigação por gotejamento, que permitiu a Israel cultivar frutas e hortaliças em áreas desérticas, potencializando ao máximo a pouca água disponível no país. Hoje, a tecnologia é aplicada em todo o mundo – inclusive no Nordeste brasileiro.
Israel ocupa, hoje, posição de liderança mundial no combate à desertificação e na conservação de recursos naturais.
Combate à pedofilia
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Um dos perigos que ganha corpo dia-a-dia, na esteira do crescimento da internet, é a disseminação da pornografia infantil. Um estudo elaborado recentemente pelo Governo dos Estados Unidos dá conta de que existem, atualmente, pelo menos 50 mil pedófilos freqüentando salas de bate-papo na internet, em todo o mundo, em busca de novas vítimas. O mesmo estudo indica que, a cada dia, 20 mil imagens com pornografia infantil são veiculadas na internet.
As polícias de todo o mundo vêm ampliando a colaboração para combater a pedofilia. E um novo equipamento, desenvolvido pela empresa isreaelense i–Mature, poderá representar um passo muito importante nessa batalha, uma vez que identifica a idade da pessoa com quem se está conversando.
O equipamento, que ganhou o nome de AGR (Age-group Recognition, ou “reconhecimento da faixa etária”, em inglês), tem o tamanho de um mouse comum e pode ser conectado a qualquer computador pessoal, laptop, celular ou palmtop. Ele emite um ultra-som de baixa freqüência, que escaneia o dedo do usuário do outro computador, determinando sua faixa etária. O teste leva apenas dois segundos e, uma vez que a idade do outro usuário é identificada, ele só poderá comunicar-se com pessoas de faixa etária semelhante, desde que também estejam utilizando o equipamento. “O que estamos fazendo é muito simples”, diz o cientista Matan Arazi, responsável técnico pela i-Mature. “Estamos protegendo crianças contra conteúdos ruins e gente ruim. Este é o primeiro dispositivo desenvolvido para o controle na internet com base na estimativa da idade do usuário”, conclui Arazi.
A i-Mature, que tem sede na cidade israelense de Rishon Letzion e escritórios em Los Angeles (EUA), foi fundada em 2002 para desenvolver equipamentos de robótica destinados a auxiliar portadores de deficiências. A empresa começou a trabalhar na tecnologia AGR há seis meses e seu novo equipamento já está no mercado.
Novo fungo acelera a produção de biodiesel
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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (Israel) descobriram um novo fungo que, após passar por modificações genéticas, acelera a produção de biocombustível. O fungo transgênico, que ainda não tem nome, é capaz de acelerar a produção de bioetanol a partir de qualquer planta. Uma das principais características do fungo é acelerar a transformação de celulose em biomassa, um dos processos mais complicados na elaboração de biocombustíveis.
“Uma das grandes novidades é que esse fungo modificado resiste muito resistente a processos que compõem a produção de biocombustíveis, como a exposição ao calor ou a substâncias tóxicas, que destroem outros microorganismos”, diz o Dr. Amir Sharon, chefe da equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv. O fungo deverá chegar aos mercados de combustíveis nos próximos meses.
O mais precioso líquido
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A falta de água potável em situações de calamidade – como terremotos, deslizamentos de terra ou grandes desastres – pode aumentar consideravelmente o número de vítimas. Mas uma nova tecnologia, desenvolvida pela empresa israelense Watersheer, pode garantir a purificação de água em pouco tempo, a custos muito reduzidos.
O dispositivo foi batizado Sistema Pessoal de Purificação Sulis, em homenagem à divindade grega do mesmo nome, ligada às águas. Com peso de apenas dez gramas e espessura de 7cm, o Sulis pode ser adaptado a uma tampinha de garrafa. A solução química contida no tablete purifica, em minutos, toda água contaminada por compostos orgânicos, biológicos e químicos.
“Mais de 1,6 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade morrem a cada ano em todo o mundo por ingerirem água contaminada”, afirma o executivo-chefe da Watersheed, Yossi Sandak. “Nossa idéia era desenvolver um dispositivo muito simples porque inúmeras empresas e entidades atuam na área de prevenção a desastres, mas, quase sempre, as alternativas geradas são muito caras”, prossegue o executivo. “O fato é que a solução que criamos não custa mais do que um café e um doce comprados em qualquer cafeteria”, brinca. Uma tampinha de garrafa com a solução é suficiente para purificar mil litros de água.
A expectativa da empresa é de começar a produzir o Sulis em escala industrial até junho. A companhia também busca investidores para instalar uma planta industrial na cidade israelense de Sderot. Seu principal público-alvo serão as Organizações Não-Governamentais (ONG) que trabalham com prevenção e atendimento a vítimas de desastres naturais, além de grupos específicos como montanhistas e participantes de ralis. O dispositivo poderá ter também uso militar, atendendo soldados em treinamentos e missões especiais.
Avanço em Cultivo de Corais
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Surge uma nova alternativa na luta contra a destruição dos corais marinhos, ameaçados pela contaminação ambiental. A empresa israelense ACP Tech desenvolveu uma nova tecnologia para obter corais em laboratório. A ACP Tech vem trabalhando em sigilo em algum lugar junto ao porto de Haifa, uma vez que ainda não recebeu a patente de sua invenção. Um dos sócios da empresa, Ofer Almalan, reconhece, porém, que já foram produzidas cerca de oito mil peças de coral com 6cm de diâmetro, em média.
Essa é a primeira vez que cientistas conseguem produzir corais em cativeiro em grande escala. O anúncio da descoberta produziu uma corrida aos corais de laboratório. Boa parte da produção já vem sendo exportada para os Estados Unidos, por encomenda de lojas de animais, que empregam os corais em aquários.
Os corais são animais dotados de um exoesqueleto (esqueleto externo) que aloja milhares de outras espécies marinhas – vegetais e animais. Assim, eles são fundamentais para a conservação da cadeia de nutrientes dos mares. Acontece que os corais são extremamente sensíveis a alterações na salinidade e na temperatura da água, assim como à poluição. De acordo com alguns cientistas, isso explica porque um terço de todos os corais marinhos já desapareceu. “Acredito que os corais possam, inclusive, ser extintos”, diz Ofer Almalam, um advogado criminalista apaixonado por questões ambientais. A nova descoberta da ACP Tech poderá ajudar a reverter esse quadro.
Embora a empresa mantenha fechado a sete chaves o segredo da “fabricação” dos corais de laboratório, sabe-se que ele se baseia em uma “superdieta” de nutrientes, que permite um crescimento 20 vezes mais rápido que o normal. Fragmentos de corais marinhos são, então submetidos a essa dieta em laboratório. “Creio que a produção de corais em cativeiro deva reduzir também a coleta predatória feita pelo homem nos mares”, observa Ofer Almalam. “E isso ajudará muito na sobrevivência de centenas de espécies de corais”, conclui.
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Novos outdoors israelenses revolucionam o mercado
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O Festival de Cinema de Cannes no fim de maio foi o lugar para ver e ser visto — não apenas para as celebridades, mas também para a última palavra em tecnologia digital de outdoors.
Outdoors digitais são o próximo passo na evolução das sinalizações — exibir fotografias imóveis ou filmagens em vídeo que possam ser atualizadas de maneira radiofônica e remota com imagens diferentes para locais diferentes em momentos diferentes. Porém até o momento, a intensa luz do sol que reflete do outdoor digital conseguiu escurecer completamente a imagem e ofuscar a vista dos transeuntes.
As empresas já gastaram milhões tentando superar este problema.
Israelenses fundaram a Magink e voltaram ao laboratório para desenvolver uma nova tecnologia de tinta digital que passasse a usar a luz solar em vez de combatê-la. A primeira rede de outdoors foi erguida por JCDecaux, a maior empresa de propagandas de outdoor da Europa e da Ásia, nas avenidas de Cannes para o 59° Festival de Cinema, e a tecnologia da Magink logo poderá ser vista também nas ruas de Londres.
“O conceito é bastante simples. Daqui a alguns anos, qualquer superfície no ambiente urbano terá algo além da tinta”, explica Ran Poliakine, fundador e vice-presidente da Magink, localizado no centro de operações da empresa em Israel, o Neve Ilan Communications Center, na periferia de Jerusalém. “Elas terão um padrão ou modelo que irá mudar, algo mais inteligente do que a tinta. Muitas pessoas falaram sobre isso, mas o que fizemos foi pela primeira vez realizar algo que realmente está dando certo: as primeiras telas de tinta digital colorida do mundo.”
A singularidade da tecnologia da Magink é que ela é reflexiva, assim como o papel. “Se você usa o laptop ao ar livre, fica difícil enxergar a tela”, Poliakine afirma. “A luz do laptop precisa lutar contra a luz do sol. Mas com um livro de verdade, quanto melhor a luz, melhor você enxerga. Nosso produto é similar ao papel impresso, porém não é estático. Você pode experimentar o melhor dos dois mundos.”
As três maiores questões em relação à sinalização pelo outdoor digital são: falta de visibilidade à luz do sol; enorme poder de consumo; e uma pequena vida útil dada a grande quantidade de energia que eles gastam. A tecnologia da Magink resolveu todos esses problemas.
O direcionamento que a Magink adotou foi a química orgânica: um material orgânico composto de 400 ingredientes, conforme explica Poliakine.
As moléculas deste material estão na forma de uma hélice — uma mola ou espiral (como nosso DNA, que são dois espirais retorcidos juntos). Se as moléculas em forma de espiral estiverem deitadas, a luz passa diretamente por elas. Mas se elas estiverem em pé — e elas podem estar em pé ou em diversas angulações — e forem atribuídas quantidades diferentes de pressão a esses espirais, espremendo-os de certa, então a luz será refletida em diferentes comprimentos de ondas dependendo da pressão aplicada e do ângulo. Os diversos comprimentos de ondas significam cores diferentes, e isso cria a tinta digital: partes diferentes de um outdoor são espremidas com pressões diferentes e refletem cores diferentes. Leve isso ao nível dos pixels — cada molécula equivalente a um pixel é espremida de maneira diferente — e você terá uma imagem de alta qualidade e inteiramente colorida.
“Isso é uma descoberta em termos de química”, Poliakine alerta.
O outdoor é criado colocando uma camada de massa de alguns mícrons (um milionésimo de um metro) de espessura desse material orgânico entre duas lâminas de algo que conduza eletricidade, sendo uma delas transparente como vidro. Um campo elétrico é então aplicado, o que gera uma pressão em cada molécula e determina sua cor. Um aspecto revolucionário disso é que o campo elétrico é aplicado para fazer com que as moléculas fiquem com as cores específicas para uma determinada imagem, a eletricidade pode ser desligada. “A energia só será novamente necessária para mudar a imagem”, ele informa. “Isso significa nenhum consumo de energia.” Uma propaganda comum com LED precisa de cerca de 4.000 watts por hora para cada metro quadrado — a tinta digital da Magink, para uma exibição completa em vídeo nos mesmos moldes da televisão, apenas requer 60 watts para o mesmo período e área.
Se não houver luz do sol, digamos no Times Square em Nova York em um dia nublado, o outdoor é ligado artificialmente, como qualquer outdoor comum. A Magink, que é uma subsidiária da incubadora de mídia israelense chamada SixEye Ltd, atualmente possui quarenta funcionários em Israel e no Reino Unido. A principal empresa de capital especulativo norte-americana, Vantage Point Partners, e o fundo japonês JAIC são duas das empresas investidoras que recentemente se uniram à Jerusalém Venture Partners para um investimento de $10,5 milhões.
Enquanto a Magink instalou um grande número de outdoors individuais em todo o mundo, particularmente no Japão, para testar a tecnologia em ambientes extremos, a oferta da JCDecaux para o Festival de Cinema de Cannes é o primeiro negócio comercial para uma rede de outdoors.
E Poliakine garante que isso é apenas o começo. O mercado de palmtops e laptops é algo a ser abordado futuramente, e a tinta digital da Magink “poderá ser utilizada em casas inteligentes, onde você criará a pintura no computador, ou em outra interface, e a tinta digital irá recriá-la na parede da cozinha. Não é uma televisão enorme, é um ‘papel’”, ele afirma entusiasmado.
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Boa notícia para os amantes de banana — empresa israelense desenvolve fruta resistente a pragas
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Se você come cinco bananas por semana, há uma boa chance de que uma delas tenha sua origem genética em Israel.
Ao dirigir ao Norte de Nahariya em direção à fronteira do Líbano, você passa por diversos campos de plantação de bananas próximos a Achziv e Kibutz Rosh Hanikra. É nesse último kibutz o local onde estão os escritórios e laboratórios da empresa biotecnológica Rahan Meristem (1998) LTD, uma líder mundial na biotecnologia da banana.
“Nós somos os maiores produtores mundiais de plantas cultivadas com tecido de banana — produzimos cerca de 10 milhões por ano. Elas são vendidas por todo o mundo. Nós calculamos que aproximadamente 20% das bananas que são comercializadas no mundo ocidental são originárias ou foram selecionadas em Rahan” afirma o Dr. Eli Khayat, chefe de pesquisa e desenvolvimento em Rahan e professor de biologia vegetal na Universidade Hebraica e no Instituto Technion.
“A maior parte de nossa pesquisa é em bananas — tentamos melhorar a qualidade da colheita utilizando a genética molecular para produzir bananas que amadureçam lentamente e que tenham um tempo de vida maior nas prateleiras”, ele explica. “Esses são parâmetros importantes tanto para quem as cultiva quanto para quem as consome. Nosso objetivo é produzir plantas, e uma vez que a banana não tem sementes, o único meio de criar clones superiores é através da engenharia genética.”
Com uma produção total de 60 milhões de toneladas por ano, as bananas comuns e as cultivadas para culinária se tornaram um cultivo de suma importância para todo o mundo, elas são exportadas dos países tropicais para quase todo o mundo. Mas por causa de sua esterilidade natural, a maior parte das variedades de banana ainda precisa ser melhorada por meio de ferramentas biotecnológicas.
Agora, em um novo desenvolvimento inovador com conclusões mais amplas, Khayat e sua equipe completaram com sucesso um teste de campo que valida sua mais recente realização, a resistência total da banana a uma ampla variedade de nematóides patogênicos — pequenos vermes microscópicos que danificam as raízes das plantas.
De acordo com Khayat, a descoberta foi resultado de seis anos de pesquisas e testes. “A tecnologia empregada foi desenvolvida em conjunto pela Rahan, a Universidade Bar Ilan e a Hazera, uma empresa de sementes israelense. O resultado são as bananas transgênicas, bananas que foram modificadas geneticamente. Elas são completamente resistentes a nematóides em função da utilização de uma tecnologia especial chamada RNAi.”
Fundado em 1974 por membros do kibutz, o Rahan Meristem foi o primeiro laboratório comercial de cultura de tecidos a operar em Israel. Ele foi criado como uma extensão de um berçário de árvores frutíferas já existente no país.
Inicialmente, os trabalhadores de Rahan desenvolveram novos procedimentos para larga escala, in vitro e propagação clonal de mais de 200 gêneros de plantas incluindo cultivos ornamentais, industriais, frutíferos e de vegetais.
Em meados da década de 1980, a empresa se restringiu a uma variedade menor de plantas, e a banana propaganda in vitro tornou-se seu principal produto. Em parceria com o alto nível de conhecimento já existente em relação à agrotecnologia da banana no kibutz Rosh Hanikra, o Rahan passou a ser o centro de pesquisa e consulta da indústria da banana para todo o mundo.
Quando Khayat fala sobre genética molecular e como ela está relacionada à banana, parece que o kibutz israelense de ontem — com laranjas, dança e tratores — se transformou em um mistério futurista de ficção científica. “Nós estamos produzindo e desenvolvendo pequenas bananeiras por meio da cultura de tecidos. Elas são clones da banana. As bananas não têm sementes, portanto o único meio de melhorá-las é através da seleção, um processo com o qual trabalhamos em nosso centro no kibutz. Os clones selecionados são propagados através da cultura de tecidos. Você pode transformar um único clone em quantos quiser”, Khayat explica.
Quando o assunto é clonagem e engenharia genética, Khayat sabe que está caminhando em território controverso, em relação ao qual há vários movimentos por todo o mundo que se opõem aos alimentos modificados geneticamente. Mas ele nos apresenta explicações cuidadosas sobre por que ele considera que o Rahan está no caminho certo.
“Eu creio que a posição contrária é resultado de uma visão generalizada de que as plantas modificadas geneticamente são algo desconhecido e misterioso. O mesmo sentimento aconteceu em relação às vacinas no início do século XX — a idéia de que aquilo irá causar algo pior do aquilo contra o que ele se propõe a proteger”, ele comenta.
“A engenharia genética é muito mais segura do que são os inseticidas para o meio ambiente e os seres humanos, mas politicamente, isso passa a ser um problema com os grupos ambientais. Por exemplo, em geral os campos onde as bananas são cultivadas são tratados com nematicidas para evitar a infestação por nematóides. A quantidade de inseticida poderia matar não apenas seres humanos, mas até elefantes. Os produtos químicos são horríveis e, como resultado disso, os danos ao meio ambiente são enormes.”
“Com as plantas transgênicas, especialmente as bananas por não poderem fazer uma fertilização cruzada e não terem sementes, não há um desperdício do material genético de forma alguma — ele está todo dentro da planta. Portanto, não há perigo para os seres humanos e nem par o meio ambiente. As plantas podem crescer em áreas que não foram tratadas com inseticidas.”
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Site
israelense revela a celebridade que exista dentro
de você
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MyHeritage é a nova mania entre
os internautas do mundo inteiro. Com ele,
o usuário pode carregar sua própria
foto, a de um amigo ou a de um familiar
e, em segundos, receber uma lista das
celebridades que mais se parecem fisicamente
com a pessoa da foto enviada.
É
diversão garantida, uma vez que
o banco de dados das celebridades presentes
no site inclui famosos atores de Hollywood
como Brat Pitt e Sharon Stone, atletas,
políticos, cientistas e personalidades
históricas.
Desenvolvido
por uma empresa israelense, o site MyHeritage
foi ao ar em Janeiro de 2006 e desde então
já acumula uma lista de 2,5 milhões
de usuários. Cerca de cem mil fotos
são carregadas a cada dia. Com
números tão impressionantes,
o MyHeritage está entre os 20 sites
mais comentados nos blogs da rede.
“Nós
vivemos numa cultura de celebridades”,
diz Guilad Japhet, idealizador do site
ao explicar o motivo do sucesso deste
serviço gratuito. “As pessoas
são fanáticas pelo mundo
da fama, isto está ligado aos instintos
básicos do ser humano. A similaridade
com as celebridades envaidece a qualquer
um”.
Caroços
de azeitona viram energia elétrica
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Depois
de comer a azeitona, não jogue
fora o caroço. Em breve, assim
como outros resíduos orgânicos,
ele poderá ajudar a prover uma
resposta ecologicamente correta para a
produção de calor e eletricidade,
graças à tecnologia que
começa a ser desenvolvida pela
empresa israelense Genova.
Fundada
em 2004 pelo engenheiro Yuri Wladislawsky,
a Genova (localizada em Karmiel, no norte
de Israel), especializada na produção
de energia “limpa”, resolveu
focar seus estudos no caroço da
azeitona, um produto de difícil
processamento. “Se tivermos sucesso,
outras biomassas, comparativamente mais
fáceis de processar, poderão
ser utilizadas”, afirma Yonat Granot,
CEO da empresa.
Para
gerar energia, o caroço é
introduzido em um reator e submetido aos
processos de pirólise e gaseificação,
a 800º C. Nessa temperatura, suas
moléculas se quebram e liberam
gases como metano e monóxido de
carbono que, por serem mais leves que
o ar, sobem por um cano até uma
turbina de gás, produzindo eletricidade.
A
indústria de reaproveitamento de
lixo orgânico não é
nova. A novidade da Genova é a
técnica que permite a manutenção
de altas temperaturas para a quebra das
moléculas da biomassa. A tecnologia
é segredo da empresa. Mas Granot
garante que apenas 10% da eletricidade
produzida pela Genova é usada no
processo de conversão do caroço
da azeitona em mais energia. Para 8 mil
horas de energia, é necessária
1,6 tonelada de caroços.
Por
sua eficiência e baixo custo, o
projeto da Genova atraiu a atenção
da Companhia Elétrica de Israel,
que está de olho em fontes alternativas
de energia e aceitou financiar parte das
pesquisas da empresa. O próximo
passo é instalar um reator na cidade
de Julis, também no norte de Israel,
até outubro deste ano. Os dejetos
das plantações de azeitona
da cidade servirão de matéria-prima
para a geração de energia
destinada à indústria de
óleo de oliva local, de forma que
se torne auto-sustentável.
Agora,
a Genova tenta levantar US$ 1,25 milhão
para o financiamento do projeto-piloto
e para lançar seu reator no mercado.
Há interesse por parte de um investidor
do setor de vinhos californiano, região
onde a eletricidade ecológica vem
sendo encorajada e subsidiada. “Já
testamos a técnica com dejetos
de uva e vinho, com sucesso”, diz
Granot. A Austrália, que tem uma
próspera indústria de óleo
de oliva, também se interessou
pelo projeto. No entanto, para evitar
os custos de transporte, a Genova está
de olho mesmo no mercado em potencial
dos países mediterrâneos
(Espanha, Grécia e Itália,
por exemplo). A idéia é
vender a esses países um reator
de 200 kw/h por cerca de US$ 300 mil,
que podem ser recuperados em menos de
quatro anos com a economia energética.
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Que tal engolir uma câmera?
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Não
é novidade que tecnologia e
medicina caminham cada vez mais juntas,
principalmente no que se diz respeito
a diagnósticos. Novas formas
de exames promovem maior precisão
nos resultados e facilitam a tomada
de decisões por parte dos médicos.
Um dos principais inventos dos últimos
tempos que une tecnologia a medicina é
a PillCam, uma micro-câmera "engolível",
do tamanho de um comprimido de vitamina,
desenvolvida pela empresa israelense Given
Imaging.
Conhecida
no Brasil como “Cápsula Endoscópica”,
a micro-câmera registra, em fotos
coloridas, todo o caminho gastrointestinal
que percorre no corpo do paciente. Equipada
com uma fonte de luz, um rádio
transmissor e uma bateria, é revestida
com material a prova d’agua e aos
ácidos produzidos pelo sistema
digestivo.
Uma
vez ingerida, a câmera leva de seis
a oito horas para percorrer o interior
do organismo, enviando cerca de 60 mil
imagens captadas desde a boca até
o intestino grosso para um gravador digital
sem fio (wireless), que o paciente carrega
como um cinto. Depois, é expelida
naturalmente.
Não há necessidade do medico
estar presente no decorrer do exame, que
pode ser feito na própria residência
do paciente. Basta que ao final do procedimento,
o paciente leve o gravador digital ao
consultório para que o médico
possa baixar as imagens para o seu computador.
»Clique aqui e veja o que foi
publicado sobre a PillCam no jornal O
Globo
Introdução
A
pesquisa científica e suas conquistas já
não são mais um mero objetivo intelectual
abstrato ... mas um fator central ... na vida
de todo povo civilizado ... (David Ben-Gurion,
1962)
Israel
é um pequeno país dentro do grande
mundo da ciência e tecnologia. Como muitos
outros pequenos países, teve que definir
com precisão sua política em relação
às atividades científicas e tecnológicas,
para poder reforçar sua capacidade competitiva.
No campo da ciência, Israel estimula o
estabelecimento de centros de excelência,
em torno de cientistas de projeção
e em áreas vitais para o desenvolvimento
do setor industrial, ao mesmo tempo que tenta
manter um padrão mínimo de qualidade
internacional em todos os campos científicos.
A cooperação internacional continua
a desempenhar um papel fundamental, ampliando
os recursos científicos e conhecimentos
técnicos especializados que o país
tem à sua disposição. No
campo tecnológico, Israel busca um alto
desempenho, sobretudo através da especialização,
concentrando o esforço nacional num número
limitado de áreas.
A
porcentagem da população israelense
que se dedica à pesquisa científica
e tecnológica, assim como os recursos
dispendidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D),
em relação ao Produto Interno
Bruto (PIB), estão entre os mais altos
do mundo; e relativamente ao tamanho da mão-de-obra,
Israel ostenta o maior número de autores
publicados nos campos das ciências naturais,
engenharia, agricultura e medicina.
O
Início
A
história da pesquisa científica
em Israel é parte integrante da saga
do retorno do povo judeu à sua pátria.
Teodoro Herzl (1860-1904), o criador do sionismo
político e o primeiro a promover ativamente
a idéia de um moderno estado judeu na
Terra de Israel, tinha em vista não somente
um lar físico para o povo judeu, mas
também um grande centro espiritual, cultural
e científico.
O
desejo de transformar a Terra de Israel, então
uma região estéril e infestada
de doenças, num estado moderno, foi o
fator-chave no desenvolvimento da pesquisa científica
e tecnológica subseqüente. A pesquisa
agrícola remonta ao fim do século
XIX, com a criação, em 1870, da
Escola Mikve Israel. A Estação
Agrícola, estabelecida em Tel Aviv em
1921, tornou-se posteriormente a Organização
de Pesquisa Agrícola, que é hoje
a principal instituição de pesquisa
e desenvolvimento agrícola de Israel.
A pesquisa médica e de saúde pública
teve início antes da 1a Guerra Mundial,
com a fundação do Centro Hebraico
de Saúde; outro marco importante foi
a criação do Instituto de Microbiologia
e dos departamentos de bioquímica, bacteriologia
e higiene da Universidade Hebraica de Jerusalém
(meados da década de 20), que constituíram
a base do Centro Médico Hadassa, hoje
a mais importante instituição
de pesquisa médica de Israel.
Os
pioneiros da pesquisa industrial foram os Laboratórios
do Mar Morto, criados nos anos 30; os primeiros
progressos em ciência e tecnologia básicas
foram alcançados na Universidade Hebraica
(fundada em 1925), no Instituto de Tecnologia
Technion-Israel (fundado em Haifa em 1924) e
no Centro de Pesquisa Daniel Sieff (fundado
em 1934 em Rechovot), que posteriormente, em
1949, tornou-se o Instituto Weizmann de Ciência.
Quando
o Estado de Israel foi criado, em 1948, a infra-estrutura
científica e tecnológica do país
já estava estabelecida, permitindo o
progresso posterior. No início, a pesquisa
se concentrava em projetos de importância
nacional; a partir daí, gradualmente
se desenvolveram as indústrias de orientação
mercantil.
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Pesquisa
e Desenvolvimento
Atividades de P&D são realizadas em
Israel sobretudo em suas sete universidades, nas
dezenas de institutos de pesquisa, tanto públicos
quanto governamentais, e em centenas de empresas
civis e militares. Pesquisas significativas são
efetuadas também em centros médicos
e por várias firmas de serviço público,
nos campos das telecomunicações,
produção de eletricidade e energia,
e administração dos recursos hídricos.
O
governo e os órgãos públicos
são as principais fontes orçamentárias
de P&D, financiando bem mais da metade de
todas as atividades no ramo. A maior parte das
verbas de P&D civil destina-se ao desenvolvimento
econômico, sobretudo nos setores industrial
e agrícola. Comparando-se com outros países,
isto representa uma fração elevada
do total: mais de 40% são destinados ao
progresso da ciência, através de
fundos de pesquisa nacionais, binacionais ou governamentais,
assim como através dos Fundos Gerais Universitários,
fornecidos pelo Comitê de Planejamento e
Orçamento do Conselho de Ensino Superior;
o restante é destinado a vários
projetos nos campos da saúde e bem-estar
social.
Os Profissionais
O
grande contingente de pessoal profissionalmente
qualificado é o principal responsável
pelas conquistas científicas e tecnológicas
de Israel. Em 1994, 19% da mão-de-obra
do país se contituía de profissionais
com grau acadêmico. Ë medida que o
grande número de cientistas, engenheiros
e técnicos altamente especializados, chegados
ao país na onda imigratória de centenas
de milhares de judeus da antiga União Soviética,
for se incorporando à mão-de-obra,
a porcentagem vai aumentar espetacularmente, afetando
significativamente o desenvolvimento científico
e tecnológico do país nas próximas
décadas.
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P&D
na Universidades Como em todo o mundo, o progresso do
conhecimento científico básico é
o principal objetivo dos pesquisadores nas universidades
de Israel. A publicação de livros
e artigos assinados por israelenses, em todos
os campos científicos, é a expressão
básica da produção universitária;
seu número, em relação ao
total mundial de publicações, vem
aumentando, causando um forte impacto profissional
na comunidade científica mundial, conforme
se pode medir pela média de citações
por artigo. Em relação ao tamanho
de sua mão-de-obra, Israel tem um número
muito maior de estudos publicados nos campos das
ciências naturais, engenharia, agricultura
e medicina do que qualquer outro país;
e uma boa parte das publicações
do país são de co-autoria de cientistas
israelenses e de outros países, muito mais
do que ocorre no resto do mundo.
Com
o propósito de integrar a ciência
israelense na comunidade científica mundial,
são estimuladas pesquisas de pós-doutorado
e estágios de aperfeiçoamento no
exterior, assim como a participação
em conferências científicas internacionais.
Vários programas de intercâmbio e
projetos conjuntos são realizados a níveis
institucionais, universitários e governamentais,
envolvendo organizações co-irmãs
no exterior. Israel é também um
importante centro de congressos científicos
internacionais, e mais de cem destes encontros
se realizam anualmente no país.
Concomitantemente
às atividades de pesquisa científica,
as universidades continuam a desempenhar um
papel importante e inovador nos progressos tecnológicos
de Israel. O Instituto Weizmann de Ciência
foi uma das primeiras instituições
do mundo a criar uma organização
para a utilização comercial de
suas pesquisas (1958); hoje, organizações
similares existem em todas as universidades
israelenses. A criação de parques
industriais com base científica, na vizinhança
dos campus universitários foi uma iniciativa
de grande sucesso comercial. As universidades
também criaram indústrias subsidiárias
para a comercialização de produtos
específicos baseados em suas pesquisas,
muitas vezes em associação com
empresas comerciais locais e estrangeiras.
As
universidades se dedicam também a pesquisas
interdisciplinares e mantêm institutos
de análise e teste, em vários
campos científicos e tecnológicos
vitais à indústria do país,
em áreas tais como construção,
transporte e educação, em seu
papel de centro nacional de P&D aplicados.
Além disso, várias faculdades
dão assessoria às indústrias,
em assuntos de caráter técnico,
administrativo, financeiro e gerencial. Mais
de 9% do orçamento das universidades
provém de financiamento pela indústria
local, seja como subvenção de
pesquisa ou através de contratos; nos
Estados Unidos e no Canadá esta porcentagem
oscila apenas entre 6 e 7%.
A
quantidade de patentes registradas pelas universidades
de Israel é uma medida da eficácia
do relacionamento entre as universidades e a
indústria. Um estudo recente mostrou
que as universidades são as principais
detentoras de patentes, tanto nacional quanto
internacionalmente, e que o volume relativo
de patentes requeridas excede em muito o ostentado
pelos setores de ensino superior de outros países.
E mais: com relação aos investimentos
em P&D, as universidades de Israel produzem
mais do que o dobro de patentes das universidades
norte-americanas e nove vezes mais do que as
canadenses.
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P&D
na Indústria
No setor industrial civil, de rápido crescimento,
os gastos com P&D aumentaram mais de 13 vezes
entre 1969 e 1985, e o número de cientistas
e engenheiros que se dedicam à P&D
quintuplicou. A P&D industrial de Israel se
caracteriza por uma alta concentração
em eletrônica (67%), assim como pelo fato
de que a maior parte das atividades é realizada
por um pequeno número de grandes firmas.
Estudos demonstraram que empresas que se dedicam
intensamente à P&D são a maior
fonte de crescimento de empregos e exportações
industriais ao longo dos anos.
A
promoção do crescimento contínuo
de tais empresas, tanto grandes quanto pequenas,
é o foco da estratégia de Israel
no ramo industrial. O governo promove a P&D
industrial através da Lei de Fomento à
Pesquisa e Desenvolvimento, implementada pelo
Ministério de Comércio e Indústria,
mediante o gabinete do cientista-chefe que, somente
em 1994, concedeu fundos a 1.270 projetos de 800
companhias. Hoje estima-se que os produtos derivados
de P&D constituem mais da metade de toda a
pauta de exportações industriais
de Israel (excluindo diamantes).
A
eletrônica, que se limitava até
o final dos anos 60 à produção
de bens de consumo, aprofundou-se em ramos tecnológicos
mais sofisticados, tanto militares quanto civis.
Nas comunicações, os progressos
em P&D se aplicam à digitalização,
processamento, transmissão e intensificação
de imagens, sons e dados. Os produtos variam
desde estações telefônicas
avançadas a sistemas ativados pela voz
e duplicadores de linhas telefônicas.
Os
ramos industriais da ótica, eletro-ótica
e dos lasers têm crescido rapidamente.
Israel é líder mundial em fibras
óticas, em sistemas de inspeção
baseados em eletro-ótica para placas
de circuito impresso, em sistemas térmicos
para visão noturna e em sistemas de manufaturação
robôtica com base eletro-ótica.
Equipamentos
computadorizados, sobretudo nos campos do software
e periféricos, têm-se desenvolvido
e são amplamente utilizados. Na impressão
e publicação, computadores gráficos
feitos em Israel e sistemas de imagem por computador
são largamente usados tanto a nível
doméstico quanto no exterior. Atividades
educacionais nas escolas são reforçadas
através de uma variedade de sistemas
didáticos computadorizados, muitos dos
quais foram desenvolvidos para exportação.
Embora alguns dos produtos de software desenvolvidos
em Israel sejam projetados para a utilização
em computadores do tipo mainframe, a maioria
foi desenvolvida para sistemas de pequeno e
médio porte, tais como estações
de trabalho computadorizadas.
Os
robôs, cuja pesquisa se iniciou no final
dos anos 70, são produzidos para desempenhar
uma imensa variedade de funções,
como lapidação de diamantes, soldagem,
embalagem, construção e outras
atividades industriais. A pesquisa se ocupa
atualmente da aplicação de inteligência
artificial em robôs.
Produtos
aeronáuticos voltados para as necessidades
da defesa nacional geraram um desenvolvimento
tecnológico com reflexos na vida civil.
O Aravá foi o primeiro avião civil
produzido em Israel; a ele se seguiu o jato
Westwind para diretores de empresa. Recentemente,
satélites projetados e construídos
no país foram produzidos e lançados
pelas Indústrias Aeronáuticas
de Israel em cooperação com a
Agência Espacial de Israel. Além
disso, Israel desenvolve, fabrica e exporta
vários artigos neste campo, como painéis,
computadores aeronáuticos, sistemas instrumentais
e simuladores de vôo, e é líder
mundial na tecnologia e produção
de planadores teleguiados.
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P&D na Agricultura
O setor agrícola baseia-se quase que inteiramente
em P&D, graças à cooperação
entre agricultores e pesquisadores. Os resultados
das pesquisas são rapidamente transmitidos
ao campo para experimentação, através
de um sistema de extensão rural, sendo
que os problemas são trazidos diretamente
aos cientistas, para solucioná-los. A P&D
agrícola é executada sobretudo pela
Organização de Pesquisa Agrícola,
órgão do Ministério da Agricultura.
A maioria dos institutos de pesquisa agrícola
de Israel mantém estreitas relações
com a Organização para a Agricultura
e a Alimentação (FAO) das Nações
Unidas, o que garante o intercâmbio contínuo
de informações com outros países.
As
vacas leiteiras de Israel são, em média,
as campeãs mundiais de produção
de leite, e a produção média
por cabeça aumentou de 6.300 l em 1970
a 10.000 l hoje em dia, graças à
criação científica e aos
testes genéticos executados pelo Instituto
Volcani. Através da produção
de esperma e óvulos de gado de raça,
Israel consegue elevar o nível de seu rebanho,
assim como compartilhar suas conquistas neste
campo com outros países.
Os
agrônomos israelenses foram os pioneiros
em biotecnologia agrícola, irrigação
por gotejamento, solarização (exposição
ao sol) dos solos e na reciclagem de águas
de esgosto para uso agrícola. Tais progressos
vêm sendo aplicados na manufaturação
de produtos comercializáveis, desde sementes
e biopesticidas produzidos pela engenharia genética
a plásticos foto-degradáveis e
sistemas computadorizados para irrigação
e fertilização.
A
necessidade de utilizar ao máximo a pouca
água existente, a terra árida
e a mão-de-obra limitada levou a uma
verdadeira revolução dos métodos
agrícolas. A busca por técnicas
de economia de água estimulou o desenvolvimento
de sistemas de irrigação controlados
por computador, como o método do gotejamento,
que dirige o fluxo dágua diretamente
à raiz da planta. Outro resultado da
intensa pesquisa é a utilização
do enorme reservatório subterrâneo
de água salobra do Neguev, para o cultivo
de safras tais como tomates de primeira qualidade,
destinados aos mercados europeus e americano,
durante o inverno. A pesquisa no campo do tratamento
eletro-magnético da água, para
melhorar a saúde dos animais e a qualidade
das colheitas também vem produzindo resultados
promissores.
Computadores
projetados e construídos em Israel são
amplamente utilizados para a coordenação
das atividades agrícolas diárias,
como controlar a injeção de fertilizantes
e ao mesmo tempo monitorizar fatores ambientais
relevantes; fornecer a ração dos
animais, composta de acordo com proporções
testadas de custo/produtividade; e garantir
o controle de temperatura e umidade do aviário.
Além disso, Israel desenvolve, fabrica
e implementa uma variedade de modernos equipamentos
agrícolas para arar, semear, plantar,
colher, recolher, separar e empacotar.
A
agricultura também se beneficia do desenvolvimento
geral da pesquisa científica e da P&D,
como no caso das culturas automatizadas de tecido
vegetal, dos inseticidas biológicos,
das sementes com alta resistência a doenças
e dos fertilizantes biológicos.
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P&D na Medicina
A contribuição de Israel à
revolução biotecnológica
é relevante; a infraestrutura de pesquisa
médica e paramédica é altamente
desenvolvida, o mesmo ocorrendo com suas instalações
de pesquisa no campo da bio-engenharia. A medicina
clínica e a pesquisa científica
biomédica constituem os assuntos de mais
da metade das publicações científicas
do país. O setor industrial do país
vem ampliando sua atividade neste campo, para
tirar partido dos vastos conhecimentos existentes.
Os
cientistas locais desenvolveram métodos
para a produção de interferon, um
grupo de proteínas eficaz contra infecções
viróticas, além de produzir um hormônio
de crescimento humano. Entre as conquistas da
engenharia genética (na qual se inclui
a clonagem), citam-se vários estojos de
diagnóstico baseados em anticorpos monoclonais,
assim como outros produtos microbiológicos.
Equipamentos médicos
altamente sofisticados foram desenvolvidos e
comercializados em todo o mundo, incluindo scanners
para tomografia computadorizada (CT), sistemas
de imagens por ressonância magnética,
scanners de ultra-som, câmeras médicas
nucleares e lasers cirúrgicos. Outras
inovações incluem um líquido
polimérico de soltura controlada que
evita a acumulação da placa dentária;
um dispositivo que reduz intumescências
benignas e malignas da glândula prostática;
o uso da botulina para a correção
do estrabismo.
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P&D em Energia
O grande desenvolvimento de fontes alternativas
de energia, tais como a solar, térmica
e eólica, é o lado positivo da falta
de fontes convencionais de energia que o país
enfrenta. Israel é líder no campo
da energia solar em todos os níveis, e
é o maior utilizador mundial per capita
de aquecedores solares domésticos de água.
Recentemente foi desenvolvido um novo receptor
de alta eficiência que recolhe a luz solar
concentrada, e que vai ampliar o uso da energia
solar também para fins industriais.
Um progresso no campo da energia eólica
foi a produção de uma turbina
eólica com rotor flexível e inflamável.
Também foi desenvolvida a tecnologia
de utilização de água de
açude com um certo grau de salinidade
e composição mineral para absorver
e estocar a energia solar. Usinas de energia
geotérmica, capazes de extrair calor
do solo e convertê-lo em vapor para acionar
turbinas, estão sendo testadas atualmente.
Um projeto recém-aprovado, desenvolvido
por uma equipe de cientistas do Technion, usa
ar seco e água (até mesmo água
do mar ou salobra) para produzir energia através
de chaminés de 1.000 m de altura.
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Laços Internacionais
As relações internacionais de Israel,
um aspecto dinâmico e essencial de suas
atividades científicas e inovadoras, são
mantidas em todos os níveis, desde organismos
nacionais até o pesquisador individual.
O estabelecimento de várias fundações
binacionais de pesquisa foi vital para o progresso
da P&D do país, com atividades que
variam da pesquisa básica ao desenvolvimento
industrial e à comercialização.
A Fundação Científica Binacional
E.U.A – Israel (BSF), criada em 1974 para
promover a pesquisa civil em campos de interesse
mútuo, é financiada em proporções
iguais por ambos os países. Seu orçamento
atual é de 100 milhões de dólares.
A BSF financia projetos de pesquisa pura e aplicada
em vários campos, como antropologia,
engenharia biomédica, física e
ciências ambientais. Desde sua fundação,
ela outorgou cerca de 2.000 subvenções,
num custo total de mais de 90 milhões
de dólares.
O
Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola
Binacional E.U.A.-Israel (BARD) foi estabelecido
em 1977 para promover e apoiar a pesquisa e
o desenvolvimento no campo da agricultura em
benefício de ambos os países.
As propostas de pesquisa conjunta são
submetidas por pelo menos um cientista de cada
país. A receita do fundo, da qual ela
retira as somas para financiar novos projetos,
provém de uma verba criada pelos dois
países, que chega atualmente a cerca
de 110 milhões de dólares.
A
Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento
Industrial Binacional E.U.A.-Israel (BIRD-F),
a primeira instituição do tipo
entre os Estados Unidos e outro país,
foi criada em 1977 para estimular a cooperação
entre indústrias de alta tecnologia,
financiando todos os aspectos da P&D necessários
para que uma invenção se torne
um produto comercial, incluindo a engenharia
do produto e os testes de mercado. Todos os
projetos devem ser propostos em conjunto por
firmas dos dois países e devem trazer
benefícios a ambos. Até hoje,
a BIRD-F já aprovou cerca de 200 projetos
nos campos das telecomunicações,
eletrônica, software/hardware e equipamento
médico, levando a vendas que recentemente
atingiram um bilhão de dólares.
Ela é financiada por uma verba para a
qual os dois países contribuem igualmente,
totalizando hoje cerca de 110 milhões
de dólares.
A
Fundação Alemã-Israelense
de Pesquisa e Desenvolvimento Científicos
(GIF) fundada em 1987 para dar apoio à
pesquisa pura e aplicada em áreas de
interesse mútuo. Seu capital provém
em partes iguais de ambos os países e
alcançou 150 milhões de marcos
alemães. A GIF financia projetos selecionados
de pesquisa conjunta em campos como ciências
biológicas, medicina, química,
física, matemática, tecnologia,
agricultura e ciências sociais.