> Israel enviará SMS para alertar população para ataques de mísseis

> Israelenses criam sistema de identificação anti-fraude

> Carro elétrico

> Anti-clonagem por celular

> INTERNET NO AVIÃO

> Cientistas israelenses criam a nanobíblia

> Microrrobô israelense consegue circular pela corrente sanguínea

> Florestas contra os desertos

>
Combate à pedofilia

>
Novo fungo acelera a produção de biodiesel


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O mais precioso líquido

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Avanço em cultivo de corais

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Novos outdoors israelenses revolucionam o mercado

> Boa notícia para os amantes de banana — empresa israelense desenvolve fruta resistente a pragas

> Site israelense revela a celebridade que exista dentro de você

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Caroços de azeitona viram energia elétrica


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Que tal engolir uma câmera?


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Visão Geral

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Israel enviará SMS para alertar população para ataques de mísseis
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Israel vai implementar um sistema de aviso de ataques de mísseis através de mensagens de texto para os celulares da população em áreas com risco de serem atingidas. O país está permanentemente em estado de alerta por causa dos mísseis que podem a qualquer momento ser disparados pelo Hamas, no Sul, ou pelo Hezbolá e a Síria, no Norte.

Diante de um ataque de mísseis, quanto mais rápido a população for alertada maiores as chances de encontrarem abrigo e escaparem ilesas do ataque. Por enquanto, o sistema de alerta é o tradicional, composto por radares que detectam o lançamento dos mísseis e pelo toque de sirenes instaladas em postes. Trata-se de um sistema antigo, que não alcança com a rapidez necessária pessoas em situações específicas, como alguém ouvindo música com headphones.

Para solucionar este problema, o exército israelense decidiu implementar um sistema de envio em massa de mensagens de texto para os celulares de pessoas em áreas de risco. "Com uma população de 6 milhões, Israel tem 10 milhões de telefones celulares em operação. Isto quer dizer que cada cidadão anda com pelo menos um celular no bolso. Então, sempre que soubermos que um míssil está para atingir certa região, enviaremos uma mensagem de texto às pessoas da área", explicou o major-general Yair Golan, comandante da área de defesa da população civil do exército israelense.

 

 

Israelenses criam sistema de identificação anti-fraude
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Engenheiros do Instituto Technion, em Israel, criam o que acreditam ser o primeiro método de identificação eletrônica anti-fraudes. Trata-se de um sistema que utiliza os movimentos dos olhos em resposta a estímulos visuais para identificar usuários.

Segundo os criadores, estes movimentos são únicos em cada pessoa e impossíveis de serem forjados - ao contrário de impressões digitais, padrão de voz e até análise da íris.

Os criadores dizem que o sistema pode ser utilizado em aplicações desde transações online até acesso a instalações de segurança máxima, como usinas nucleares. Já estão negociando o sistema com E-Bay, Pay Pal, bancos e governos.

 

 

Carro Elétrico
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O projeto de produção em massa de carros elétricos, desenvolvido em parceria pela Renault-Nissan e pelo Projeto Better Place, com sede em Israel, será aplicado também na Dinamarca. O projeto, iniciado em Israel, combina a instalação de 500 mil postos de recarga de baterias e a produção em massa de veículos elétricos, que serão vendidos a partir de 2010 com isenção de impostos, como esforço de redução nas emissões de poluentes.

A Renault-Nissan pretende iniciar em breve, também, a venda de veículos elétricos nos Estados Unidos e no Japão.

 

 

Anti-clonagem por celular
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Uma nova tecnologia desenvolvida em Israel permite reduzir o risco de clonagem de cartões de crédito, utilizando o telefone celular. O sistema é simples: ao fazer uma compra, o usuário informa o número de seu celular. O ponto de venda, além de pedir a confirmação à administradora do cartão de crédito, envia uma mensagem à operadora telefônica. A empresa então checa, via GPS, a localização do celular, confirma se ele foi ou não cancelado, além de analisar o perfil do consumidor. Após a confirmação, a compra é autorizada.
"Nosso sistema opera em tempo real para impedir a fraude nos pontos de venda", diz Laurence Neumann, executivo-chefe da McConfirm, que tem sede em Tel Aviv. O sistema deverá entrar em operação comercial em um prazo de seis meses, inicialmente em Israel, nos Estados Unidos e Europa Ocidental.

 

INTERNET NO AVIÃO
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Que tal ter acesso ao e-mail, saber das últimas notícias ou mesmo participar de uma teleconferência enquanto faz um vôo internacional? A internet em vôos longos começará a se transformar em realidade no final do ano, graças a um sistema de antenas que ³dialogam² com satélites, desenvolvido pela empresa israelense Starling Advanced Communications.



Algumas empresas aéreas norte-americanas, como a JetBlue, a Westjet e a Virgin Atlantic, já oferecem internet em seus vôos domésticos, de curta duração. A nova antena, porém, pode captar sinais em qualquer parte do mundo. A Starling pretende colocar em operação as primeiras antenas, ao que tudo indica, em aviões de empresas norte-americanas, até o início de 2009.

 

 

 

Cientistas israelenses criam a nanobíblia
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Cientistas do Instituto Technion, de Haifa (Israel), conseguiram colocar todo o conteúdo do Velho Testamento em uma superfície de 0,5 mm², inferior à de uma cabeça de alfinete, utilizando a nanotecnologia. A criação dessa “Nanobíblia” faz parte de um programa do Instituto, para divulgar mais as possibilidades da nanotecnologia, principalmente entre os jovens.

A idéia foi do professor Uri Sivan, diretor do Instituto de Nanotecnologia do Technion, que liderou o projeto junto com o dr. Alex Lahav, ex-chefe do Instituto de Pesquisas em Microeletrônica, da mesma instituição. A Nanobíblia foi escrita com um dispositivo denominado FIB (Focused Ion Beam, ou Feixe de Íons em Foco), que funcionou como uma microcaneta. Graças a um software desenvolvido especialmente para o projeto, o texto foi gravado sobre uma superfície de silício, recoberta por uma finíssima camada de ouro, de apenas 20 nanometros de espessura.

Utilizando o FIB, os pesquisadores israelenses conseguiram inscrever mais de dez milhões de bits de informações sobre a superfície de 0,5mm². A camada de ouro ao redor do texto ressalta as nanoletras contra a superíficie de silício e permite lê-las melhor, empregando um microscópio eletrônico com scanner.

“O projeto da Nanobíblia demonstra as enormes perspectivas que as novas técnicas de miniaturização colocam à nossa disposição”, diz o prof. Uri Sivan. Agora, a equipe do Technion vai iniciar um processo de fotografar todas as nanopáginas. “A partir desse trabalho, nossa idéia é aumentar dez mil vezes a imagem da Nanobíblia e criar um grande painel, de 7x7 metros, que será colocado em uma parede enorme do Instituto de Física do Technion, permitindo a qualquer um ler os textos”, conclui o responsável pelo projeto.

 

 

Microrrobô israelense consegue circular pela corrente sanguínea
Ficção do filme 'Viagem Fantástica' vira realidade
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Cientistas israelenses criaram um microrrobô, com um milímetro de diâmetro, capaz de circular pela corrente sangüínea. O mecanismo foi desenvolvido pelos médicos Oded Salomon, do Instituto Technion, de Haifa, e Nir Schwalb, da Faculdade da Judéia e Samaria, em Ariel.
 
Embora ainda não estejam totalmente mapeadas todas as possibilidades de uso, acredita-se que o aparelho poderá auxiliar, por exemplo, na detecção precoce de tumores de próstata e de metástases em diversas partes do corpo humano. “Pela primeira vez um robô diminuto foi planejado e construído, com a habilidade original de rastejar dentro das veias e artérias do corpo humano” disse Nir Shvalb.

O sonho do escritor Isaac Asimov se materializou. O clássico romance “Viagem Fantástica” - visto também no Cinema -, narra a odisséia de um grupo de cientistas que é miniaturizado e enviado, a bordo de um submarino, ao cérebro de um paciente em coma, percorrendo para isso sua corrente sanguínea.
 
“O robô pode rastejar contra a corrente sanguínea com uma força compatível ao fluxo sanguíneo, sem nenhum problema.” ressalta Oded Salomon, pesquisador do laboratório médico de robótica da Faculdade da Engenharia Technion. A miniaturização conseguida não tem precedentes, assim como a técnica de controlar a atividade do robô por períodos de tempo ilimitados, duas características de grande importância em cirurgias.
 
A estrutura do novo robô consiste em um cubo de onde saem braços minúsculos que se distendem, permitindo que se agarre fortemente às paredes das veias, possibilitando aos operadores uma fácil manipulação dentro dos vasos sanguíneos. Independentemente do diâmetro dos vasos, o robô possui a “habilidade” de se ajustar a cada um deles.
 

Apenas para efeito de comparação, um robô similar desenvolvido por investigadores da universidade de Kyoto, no Japão, possui um centímetro de diâmetro.

 

 

Florestas contra os desertos
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Israel, conhecido pelo trabalho de irrigação que vem permitindo o cultivo em regiões desérticas há mais de cem anos, está obtendo bons resultados também no esforço de deter o avanço dos desertos. As autoridades israelenses apostam no reflorestamento como alternativa para deter a marcha da desertificação rumo ao Norte do país. “Estamos nos esforçando para criar um cinturão florestal no Norte do deserto do Neguev”, explica o Dr. Nir Atzmon, presidente do Comitê “Florestas para Combater a Desertificação”.

“Creio que estamos fazendo um bom trabalho. Se não tivéssemos sucesso, em poucas décadas, áreas hoje férteis, próximas ao mar Mediterrâneo poderiam se transformar em verdadeiros desertos”, diz.

O orgulho do Dr. Atzmon é a reserva de Yatir, a maior do país (com 30 km² de área), e que foi criada em 1964, nas encostas do Monte Hebron. “A floresta de Yatir está crescendo por si própria, abriga um número cada vez maior de espécies animais e já absorve níveis de dióxido de carbono comparáveis aos das florestas européias”, afirma Nir Atzmon, que também dirige o Centro Volcani para a preservação de recursos naturais, na cidade de Beit Dagan.

Israel foi pioneiro mundial na criação de uma entidade voltada ao reflorestamento – o Fundo Nacional Judaico, ou Keren Kayemet Leisrael (KKL), nascido há mais de cem anos, seis décadas antes do próprio Estado de Israel.

O KKL foi fundamental para o desenvolvimento da tecnologia de irrigação por gotejamento, que permitiu a Israel cultivar frutas e hortaliças em áreas desérticas, potencializando ao máximo a pouca água disponível no país. Hoje, a tecnologia é aplicada em todo o mundo – inclusive no Nordeste brasileiro.

Israel ocupa, hoje, posição de liderança mundial no combate à desertificação e na conservação de recursos naturais.

 

 

 

Combate à pedofilia
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Um dos perigos que ganha corpo dia-a-dia, na esteira do crescimento da internet, é a disseminação da pornografia infantil. Um estudo elaborado recentemente pelo Governo dos Estados Unidos dá conta de que existem, atualmente, pelo menos 50 mil pedófilos freqüentando salas de bate-papo na internet, em todo o mundo, em busca de novas vítimas. O mesmo estudo indica que, a cada dia, 20 mil imagens com pornografia infantil são veiculadas na internet.

As polícias de todo o mundo vêm ampliando a colaboração para combater a pedofilia. E um novo equipamento, desenvolvido pela empresa isreaelense i–Mature, poderá representar um passo muito importante nessa batalha, uma vez que identifica a idade da pessoa com quem se está conversando.

O equipamento, que ganhou o nome de AGR (Age-group Recognition, ou “reconhecimento da faixa etária”, em inglês), tem o tamanho de um mouse comum e pode ser conectado a qualquer computador pessoal, laptop, celular ou palmtop. Ele emite um ultra-som de baixa freqüência, que escaneia o dedo do usuário do outro computador, determinando sua faixa etária. O teste leva apenas dois segundos e, uma vez que a idade do outro usuário é identificada, ele só poderá comunicar-se com pessoas de faixa etária semelhante, desde que também estejam utilizando o equipamento. “O que estamos fazendo é muito simples”, diz o cientista Matan Arazi, responsável técnico pela i-Mature. “Estamos protegendo crianças contra conteúdos ruins e gente ruim. Este é o primeiro dispositivo desenvolvido para o controle na internet com base na estimativa da idade do usuário”, conclui Arazi.

A i-Mature, que tem sede na cidade israelense de Rishon Letzion e escritórios em Los Angeles (EUA), foi fundada em 2002 para desenvolver equipamentos de robótica destinados a auxiliar portadores de deficiências. A empresa começou a trabalhar na tecnologia AGR há seis meses e seu novo equipamento já está no mercado.

 

 

Novo fungo acelera a produção de biodiesel
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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (Israel) descobriram um novo fungo que, após passar por modificações genéticas, acelera a produção de biocombustível. O fungo transgênico, que ainda não tem nome, é capaz de acelerar a produção de bioetanol a partir de qualquer planta. Uma das principais características do fungo é acelerar a transformação de celulose em biomassa, um dos processos mais complicados na elaboração de biocombustíveis.

“Uma das grandes novidades é que esse fungo modificado resiste muito resistente a processos que compõem a produção de biocombustíveis, como a exposição ao calor ou a substâncias tóxicas, que destroem outros microorganismos”, diz o Dr. Amir Sharon, chefe da equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv. O fungo deverá chegar aos mercados de combustíveis nos próximos meses.

 

 

O mais precioso líquido
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A falta de água potável em situações de calamidade – como terremotos, deslizamentos de terra ou grandes desastres – pode aumentar consideravelmente o número de vítimas. Mas uma nova tecnologia, desenvolvida pela empresa israelense Watersheer, pode garantir a purificação de água em pouco tempo, a custos muito reduzidos.

O dispositivo foi batizado Sistema Pessoal de Purificação Sulis, em homenagem à divindade grega do mesmo nome, ligada às águas. Com peso de apenas dez gramas e espessura de 7cm, o Sulis pode ser adaptado a uma tampinha de garrafa. A solução química contida no tablete purifica, em minutos, toda água contaminada por compostos orgânicos, biológicos e químicos.


“Mais de 1,6 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade morrem a cada ano em todo o mundo por ingerirem água contaminada”, afirma o executivo-chefe da Watersheed, Yossi Sandak. “Nossa idéia era desenvolver um dispositivo muito simples porque inúmeras empresas e entidades atuam na área de prevenção a desastres, mas, quase sempre, as alternativas geradas são muito caras”, prossegue o executivo. “O fato é que a solução que criamos não custa mais do que um café e um doce comprados em qualquer cafeteria”, brinca. Uma tampinha de garrafa com a solução é suficiente para purificar mil litros de água.

A expectativa da empresa é de começar a produzir o Sulis em escala industrial até junho. A companhia também busca investidores para instalar uma planta industrial na cidade israelense de Sderot. Seu principal público-alvo serão as Organizações Não-Governamentais (ONG) que trabalham com prevenção e atendimento a vítimas de desastres naturais, além de grupos específicos como montanhistas e participantes de ralis. O dispositivo poderá ter também uso militar, atendendo soldados em treinamentos e missões especiais.

 

 

Avanço em Cultivo de Corais
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Surge uma nova alternativa na luta contra a destruição dos corais marinhos, ameaçados pela contaminação ambiental. A empresa israelense ACP Tech desenvolveu uma nova tecnologia para obter corais em laboratório. A ACP Tech vem trabalhando em sigilo em algum lugar junto ao porto de Haifa, uma vez que ainda não recebeu a patente de sua invenção. Um dos sócios da empresa, Ofer Almalan, reconhece, porém, que já foram produzidas cerca de oito mil peças de coral com 6cm de diâmetro, em média.

Essa é a primeira vez que cientistas conseguem produzir corais em cativeiro em grande escala. O anúncio da descoberta produziu uma corrida aos corais de laboratório. Boa parte da produção já vem sendo exportada para os Estados Unidos, por encomenda de lojas de animais, que empregam os corais em aquários.


Os corais são animais dotados de um exoesqueleto (esqueleto externo) que aloja milhares de outras espécies marinhas – vegetais e animais. Assim, eles são fundamentais para a conservação da cadeia de nutrientes dos mares. Acontece que os corais são extremamente sensíveis a alterações na salinidade e na temperatura da água, assim como à poluição. De acordo com alguns cientistas, isso explica porque um terço de todos os corais marinhos já desapareceu. “Acredito que os corais possam, inclusive, ser extintos”, diz Ofer Almalam, um advogado criminalista apaixonado por questões ambientais. A nova descoberta da ACP Tech poderá ajudar a reverter esse quadro.

Embora a empresa mantenha fechado a sete chaves o segredo da “fabricação” dos corais de laboratório, sabe-se que ele se baseia em uma “superdieta” de nutrientes, que permite um crescimento 20 vezes mais rápido que o normal. Fragmentos de corais marinhos são, então submetidos a essa dieta em laboratório. “Creio que a produção de corais em cativeiro deva reduzir também a coleta predatória feita pelo homem nos mares”, observa Ofer Almalam. “E isso ajudará muito na sobrevivência de centenas de espécies de corais”, conclui.

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Novos outdoors israelenses revolucionam o mercado
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O Festival de Cinema de Cannes no fim de maio foi o lugar para ver e ser visto — não apenas para as celebridades, mas também para a última palavra em tecnologia digital de outdoors.

Outdoors digitais são o próximo passo na evolução das sinalizações — exibir fotografias imóveis ou filmagens em vídeo que possam ser atualizadas de maneira radiofônica e remota com imagens diferentes para locais diferentes em momentos diferentes. Porém até o momento, a intensa luz do sol que reflete do outdoor digital conseguiu escurecer completamente a imagem e ofuscar a vista dos transeuntes.

As empresas já gastaram milhões tentando superar este problema.

Israelenses fundaram a Magink e voltaram ao laboratório para desenvolver uma nova tecnologia de tinta digital que passasse a usar a luz solar em vez de combatê-la. A primeira rede de outdoors foi erguida por JCDecaux, a maior empresa de propagandas de outdoor da Europa e da Ásia, nas avenidas de Cannes para o 59° Festival de Cinema, e a tecnologia da Magink logo poderá ser vista também nas ruas de Londres.

“O conceito é bastante simples. Daqui a alguns anos, qualquer superfície no ambiente urbano terá algo além da tinta”, explica Ran Poliakine, fundador e vice-presidente da Magink, localizado no centro de operações da empresa em Israel, o Neve Ilan Communications Center, na periferia de Jerusalém. “Elas terão um padrão ou modelo que irá mudar, algo mais inteligente do que a tinta. Muitas pessoas falaram sobre isso, mas o que fizemos foi pela primeira vez realizar algo que realmente está dando certo: as primeiras telas de tinta digital colorida do mundo.”

A singularidade da tecnologia da Magink é que ela é reflexiva, assim como o papel. “Se você usa o laptop ao ar livre, fica difícil enxergar a tela”, Poliakine afirma. “A luz do laptop precisa lutar contra a luz do sol. Mas com um livro de verdade, quanto melhor a luz, melhor você enxerga. Nosso produto é similar ao papel impresso, porém não é estático. Você pode experimentar o melhor dos dois mundos.”

As três maiores questões em relação à sinalização pelo outdoor digital são: falta de visibilidade à luz do sol; enorme poder de consumo; e uma pequena vida útil dada a grande quantidade de energia que eles gastam. A tecnologia da Magink resolveu todos esses problemas.

O direcionamento que a Magink adotou foi a química orgânica: um material orgânico composto de 400 ingredientes, conforme explica Poliakine.

As moléculas deste material estão na forma de uma hélice — uma mola ou espiral (como nosso DNA, que são dois espirais retorcidos juntos). Se as moléculas em forma de espiral estiverem deitadas, a luz passa diretamente por elas. Mas se elas estiverem em pé — e elas podem estar em pé ou em diversas angulações — e forem atribuídas quantidades diferentes de pressão a esses espirais, espremendo-os de certa, então a luz será refletida em diferentes comprimentos de ondas dependendo da pressão aplicada e do ângulo. Os diversos comprimentos de ondas significam cores diferentes, e isso cria a tinta digital: partes diferentes de um outdoor são espremidas com pressões diferentes e refletem cores diferentes. Leve isso ao nível dos pixels — cada molécula equivalente a um pixel é espremida de maneira diferente — e você terá uma imagem de alta qualidade e inteiramente colorida.
“Isso é uma descoberta em termos de química”, Poliakine alerta.

O outdoor é criado colocando uma camada de massa de alguns mícrons (um milionésimo de um metro) de espessura desse material orgânico entre duas lâminas de algo que conduza eletricidade, sendo uma delas transparente como vidro. Um campo elétrico é então aplicado, o que gera uma pressão em cada molécula e determina sua cor. Um aspecto revolucionário disso é que o campo elétrico é aplicado para fazer com que as moléculas fiquem com as cores específicas para uma determinada imagem, a eletricidade pode ser desligada. “A energia só será novamente necessária para mudar a imagem”, ele informa. “Isso significa nenhum consumo de energia.” Uma propaganda comum com LED precisa de cerca de 4.000 watts por hora para cada metro quadrado — a tinta digital da Magink, para uma exibição completa em vídeo nos mesmos moldes da televisão, apenas requer 60 watts para o mesmo período e área.

Se não houver luz do sol, digamos no Times Square em Nova York em um dia nublado, o outdoor é ligado artificialmente, como qualquer outdoor comum. A Magink, que é uma subsidiária da incubadora de mídia israelense chamada SixEye Ltd, atualmente possui quarenta funcionários em Israel e no Reino Unido. A principal empresa de capital especulativo norte-americana, Vantage Point Partners, e o fundo japonês JAIC são duas das empresas investidoras que recentemente se uniram à Jerusalém Venture Partners para um investimento de $10,5 milhões.

Enquanto a Magink instalou um grande número de outdoors individuais em todo o mundo, particularmente no Japão, para testar a tecnologia em ambientes extremos, a oferta da JCDecaux para o Festival de Cinema de Cannes é o primeiro negócio comercial para uma rede de outdoors.

E Poliakine garante que isso é apenas o começo. O mercado de palmtops e laptops é algo a ser abordado futuramente, e a tinta digital da Magink “poderá ser utilizada em casas inteligentes, onde você criará a pintura no computador, ou em outra interface, e a tinta digital irá recriá-la na parede da cozinha. Não é uma televisão enorme, é um ‘papel’”, ele afirma entusiasmado.

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Boa notícia para os amantes de banana — empresa israelense desenvolve fruta resistente a pragas

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Se você come cinco bananas por semana, há uma boa chance de que uma delas tenha sua origem genética em Israel.

Ao dirigir ao Norte de Nahariya em direção à fronteira do Líbano, você passa por diversos campos de plantação de bananas próximos a Achziv e Kibutz Rosh Hanikra. É nesse último kibutz o local onde estão os escritórios e laboratórios da empresa biotecnológica Rahan Meristem (1998) LTD, uma líder mundial na biotecnologia da banana.

“Nós somos os maiores produtores mundiais de plantas cultivadas com tecido de banana — produzimos cerca de 10 milhões por ano. Elas são vendidas por todo o mundo. Nós calculamos que aproximadamente 20% das bananas que são comercializadas no mundo ocidental são originárias ou foram selecionadas em Rahan” afirma o Dr. Eli Khayat, chefe de pesquisa e desenvolvimento em Rahan e professor de biologia vegetal na Universidade Hebraica e no Instituto Technion.

“A maior parte de nossa pesquisa é em bananas — tentamos melhorar a qualidade da colheita utilizando a genética molecular para produzir bananas que amadureçam lentamente e que tenham um tempo de vida maior nas prateleiras”, ele explica. “Esses são parâmetros importantes tanto para quem as cultiva quanto para quem as consome. Nosso objetivo é produzir plantas, e uma vez que a banana não tem sementes, o único meio de criar clones superiores é através da engenharia genética.”

Com uma produção total de 60 milhões de toneladas por ano, as bananas comuns e as cultivadas para culinária se tornaram um cultivo de suma importância para todo o mundo, elas são exportadas dos países tropicais para quase todo o mundo. Mas por causa de sua esterilidade natural, a maior parte das variedades de banana ainda precisa ser melhorada por meio de ferramentas biotecnológicas.

Agora, em um novo desenvolvimento inovador com conclusões mais amplas, Khayat e sua equipe completaram com sucesso um teste de campo que valida sua mais recente realização, a resistência total da banana a uma ampla variedade de nematóides patogênicos — pequenos vermes microscópicos que danificam as raízes das plantas.

De acordo com Khayat, a descoberta foi resultado de seis anos de pesquisas e testes. “A tecnologia empregada foi desenvolvida em conjunto pela Rahan, a Universidade Bar Ilan e a Hazera, uma empresa de sementes israelense. O resultado são as bananas transgênicas, bananas que foram modificadas geneticamente. Elas são completamente resistentes a nematóides em função da utilização de uma tecnologia especial chamada RNAi.”

Fundado em 1974 por membros do kibutz, o Rahan Meristem foi o primeiro laboratório comercial de cultura de tecidos a operar em Israel. Ele foi criado como uma extensão de um berçário de árvores frutíferas já existente no país.

Inicialmente, os trabalhadores de Rahan desenvolveram novos procedimentos para larga escala, in vitro e propagação clonal de mais de 200 gêneros de plantas incluindo cultivos ornamentais, industriais, frutíferos e de vegetais.

Em meados da década de 1980, a empresa se restringiu a uma variedade menor de plantas, e a banana propaganda in vitro tornou-se seu principal produto. Em parceria com o alto nível de conhecimento já existente em relação à agrotecnologia da banana no kibutz Rosh Hanikra, o Rahan passou a ser o centro de pesquisa e consulta da indústria da banana para todo o mundo.

Quando Khayat fala sobre genética molecular e como ela está relacionada à banana, parece que o kibutz israelense de ontem — com laranjas, dança e tratores — se transformou em um mistério futurista de ficção científica. “Nós estamos produzindo e desenvolvendo pequenas bananeiras por meio da cultura de tecidos. Elas são clones da banana. As bananas não têm sementes, portanto o único meio de melhorá-las é através da seleção, um processo com o qual trabalhamos em nosso centro no kibutz. Os clones selecionados são propagados através da cultura de tecidos. Você pode transformar um único clone em quantos quiser”, Khayat explica.

Quando o assunto é clonagem e engenharia genética, Khayat sabe que está caminhando em território controverso, em relação ao qual há vários movimentos por todo o mundo que se opõem aos alimentos modificados geneticamente. Mas ele nos apresenta explicações cuidadosas sobre por que ele considera que o Rahan está no caminho certo.

“Eu creio que a posição contrária é resultado de uma visão generalizada de que as plantas modificadas geneticamente são algo desconhecido e misterioso. O mesmo sentimento aconteceu em relação às vacinas no início do século XX — a idéia de que aquilo irá causar algo pior do aquilo contra o que ele se propõe a proteger”, ele comenta.

“A engenharia genética é muito mais segura do que são os inseticidas para o meio ambiente e os seres humanos, mas politicamente, isso passa a ser um problema com os grupos ambientais. Por exemplo, em geral os campos onde as bananas são cultivadas são tratados com nematicidas para evitar a infestação por nematóides. A quantidade de inseticida poderia matar não apenas seres humanos, mas até elefantes. Os produtos químicos são horríveis e, como resultado disso, os danos ao meio ambiente são enormes.”

“Com as plantas transgênicas, especialmente as bananas por não poderem fazer uma fertilização cruzada e não terem sementes, não há um desperdício do material genético de forma alguma — ele está todo dentro da planta. Portanto, não há perigo para os seres humanos e nem par o meio ambiente. As plantas podem crescer em áreas que não foram tratadas com inseticidas.”

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Site israelense revela a celebridade que exista dentro de você
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MyHeritage é a nova mania entre os internautas do mundo inteiro. Com ele, o usuário pode carregar sua própria foto, a de um amigo ou a de um familiar e, em segundos, receber uma lista das celebridades que mais se parecem fisicamente com a pessoa da foto enviada.

É diversão garantida, uma vez que o banco de dados das celebridades presentes no site inclui famosos atores de Hollywood como Brat Pitt e Sharon Stone, atletas, políticos, cientistas e personalidades históricas.

Desenvolvido por uma empresa israelense, o site MyHeritage foi ao ar em Janeiro de 2006 e desde então já acumula uma lista de 2,5 milhões de usuários. Cerca de cem mil fotos são carregadas a cada dia. Com números tão impressionantes, o MyHeritage está entre os 20 sites mais comentados nos blogs da rede.

“Nós vivemos numa cultura de celebridades”, diz Guilad Japhet, idealizador do site ao explicar o motivo do sucesso deste serviço gratuito. “As pessoas são fanáticas pelo mundo da fama, isto está ligado aos instintos básicos do ser humano. A similaridade com as celebridades envaidece a qualquer um”.

Para descobrir com quem você se parece viste o site www.myheritage.com

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Caroços de azeitona viram energia elétrica
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Depois de comer a azeitona, não jogue fora o caroço. Em breve, assim como outros resíduos orgânicos, ele poderá ajudar a prover uma resposta ecologicamente correta para a produção de calor e eletricidade, graças à tecnologia que começa a ser desenvolvida pela empresa israelense Genova.


Fundada em 2004 pelo engenheiro Yuri Wladislawsky, a Genova (localizada em Karmiel, no norte de Israel), especializada na produção de energia “limpa”, resolveu focar seus estudos no caroço da azeitona, um produto de difícil processamento. “Se tivermos sucesso, outras biomassas, comparativamente mais fáceis de processar, poderão ser utilizadas”, afirma Yonat Granot, CEO da empresa.

Para gerar energia, o caroço é introduzido em um reator e submetido aos processos de pirólise e gaseificação, a 800º C. Nessa temperatura, suas moléculas se quebram e liberam gases como metano e monóxido de carbono que, por serem mais leves que o ar, sobem por um cano até uma turbina de gás, produzindo eletricidade.

A indústria de reaproveitamento de lixo orgânico não é nova. A novidade da Genova é a técnica que permite a manutenção de altas temperaturas para a quebra das moléculas da biomassa. A tecnologia é segredo da empresa. Mas Granot garante que apenas 10% da eletricidade produzida pela Genova é usada no processo de conversão do caroço da azeitona em mais energia. Para 8 mil horas de energia, é necessária 1,6 tonelada de caroços.

Por sua eficiência e baixo custo, o projeto da Genova atraiu a atenção da Companhia Elétrica de Israel, que está de olho em fontes alternativas de energia e aceitou financiar parte das pesquisas da empresa. O próximo passo é instalar um reator na cidade de Julis, também no norte de Israel, até outubro deste ano. Os dejetos das plantações de azeitona da cidade servirão de matéria-prima para a geração de energia destinada à indústria de óleo de oliva local, de forma que se torne auto-sustentável.

Agora, a Genova tenta levantar US$ 1,25 milhão para o financiamento do projeto-piloto e para lançar seu reator no mercado. Há interesse por parte de um investidor do setor de vinhos californiano, região onde a eletricidade ecológica vem sendo encorajada e subsidiada. “Já testamos a técnica com dejetos de uva e vinho, com sucesso”, diz Granot. A Austrália, que tem uma próspera indústria de óleo de oliva, também se interessou pelo projeto. No entanto, para evitar os custos de transporte, a Genova está de olho mesmo no mercado em potencial dos países mediterrâneos (Espanha, Grécia e Itália, por exemplo). A idéia é vender a esses países um reator de 200 kw/h por cerca de US$ 300 mil, que podem ser recuperados em menos de quatro anos com a economia energética.

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Que tal engolir uma câmera?

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Não é novidade que tecnologia e medicina caminham cada vez mais juntas, principalmente no que se diz respeito a diagnósticos. Novas formas de exames promovem maior precisão nos resultados e facilitam a tomada de decisões por parte dos médicos.


Um dos principais inventos dos últimos tempos que une tecnologia a medicina é a PillCam, uma micro-câmera "engolível", do tamanho de um comprimido de vitamina, desenvolvida pela empresa israelense Given Imaging.

Conhecida no Brasil como “Cápsula Endoscópica”, a micro-câmera registra, em fotos coloridas, todo o caminho gastrointestinal que percorre no corpo do paciente. Equipada com uma fonte de luz, um rádio transmissor e uma bateria, é revestida com material a prova d’agua e aos ácidos produzidos pelo sistema digestivo.


Uma vez ingerida, a câmera leva de seis a oito horas para percorrer o interior do organismo, enviando cerca de 60 mil imagens captadas desde a boca até o intestino grosso para um gravador digital sem fio (wireless), que o paciente carrega como um cinto. Depois, é expelida naturalmente.

Não há necessidade do medico estar presente no decorrer do exame, que pode ser feito na própria residência do paciente. Basta que ao final do procedimento, o paciente leve o gravador digital ao consultório para que o médico possa baixar as imagens para o seu computador.

» Clique aqui e veja o que foi publicado sobre a PillCam no jornal O Globo


» Assista ao vídeo sobre a PillCam da TVE

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Visão Geral
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Introdução
A pesquisa científica e suas conquistas já não são mais um mero objetivo intelectual abstrato ... mas um fator central ... na vida de todo povo civilizado ... (David Ben-Gurion, 1962)

Israel é um pequeno país dentro do grande mundo da ciência e tecnologia. Como muitos outros pequenos países, teve que definir com precisão sua política em relação às atividades científicas e tecnológicas, para poder reforçar sua capacidade competitiva. No campo da ciência, Israel estimula o estabelecimento de centros de excelência, em torno de cientistas de projeção e em áreas vitais para o desenvolvimento do setor industrial, ao mesmo tempo que tenta manter um padrão mínimo de qualidade internacional em todos os campos científicos. A cooperação internacional continua a desempenhar um papel fundamental, ampliando os recursos científicos e conhecimentos técnicos especializados que o país tem à sua disposição. No campo tecnológico, Israel busca um alto desempenho, sobretudo através da especialização, concentrando o esforço nacional num número limitado de áreas.


A porcentagem da população israelense que se dedica à pesquisa científica e tecnológica, assim como os recursos dispendidos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), estão entre os mais altos do mundo; e relativamente ao tamanho da mão-de-obra, Israel ostenta o maior número de autores publicados nos campos das ciências naturais, engenharia, agricultura e medicina.

O Início
A história da pesquisa científica em Israel é parte integrante da saga do retorno do povo judeu à sua pátria. Teodoro Herzl (1860-1904), o criador do sionismo político e o primeiro a promover ativamente a idéia de um moderno estado judeu na Terra de Israel, tinha em vista não somente um lar físico para o povo judeu, mas também um grande centro espiritual, cultural e científico.

O desejo de transformar a Terra de Israel, então uma região estéril e infestada de doenças, num estado moderno, foi o fator-chave no desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica subseqüente. A pesquisa agrícola remonta ao fim do século XIX, com a criação, em 1870, da Escola Mikve Israel. A Estação Agrícola, estabelecida em Tel Aviv em 1921, tornou-se posteriormente a Organização de Pesquisa Agrícola, que é hoje a principal instituição de pesquisa e desenvolvimento agrícola de Israel. A pesquisa médica e de saúde pública teve início antes da 1a Guerra Mundial, com a fundação do Centro Hebraico de Saúde; outro marco importante foi a criação do Instituto de Microbiologia e dos departamentos de bioquímica, bacteriologia e higiene da Universidade Hebraica de Jerusalém (meados da década de 20), que constituíram a base do Centro Médico Hadassa, hoje a mais importante instituição de pesquisa médica de Israel.

Os pioneiros da pesquisa industrial foram os Laboratórios do Mar Morto, criados nos anos 30; os primeiros progressos em ciência e tecnologia básicas foram alcançados na Universidade Hebraica (fundada em 1925), no Instituto de Tecnologia Technion-Israel (fundado em Haifa em 1924) e no Centro de Pesquisa Daniel Sieff (fundado em 1934 em Rechovot), que posteriormente, em 1949, tornou-se o Instituto Weizmann de Ciência.

Quando o Estado de Israel foi criado, em 1948, a infra-estrutura científica e tecnológica do país já estava estabelecida, permitindo o progresso posterior. No início, a pesquisa se concentrava em projetos de importância nacional; a partir daí, gradualmente se desenvolveram as indústrias de orientação mercantil.

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Pesquisa e Desenvolvimento
Atividades de P&D são realizadas em Israel sobretudo em suas sete universidades, nas dezenas de institutos de pesquisa, tanto públicos quanto governamentais, e em centenas de empresas civis e militares. Pesquisas significativas são efetuadas também em centros médicos e por várias firmas de serviço público, nos campos das telecomunicações, produção de eletricidade e energia, e administração dos recursos hídricos.

O governo e os órgãos públicos são as principais fontes orçamentárias de P&D, financiando bem mais da metade de todas as atividades no ramo. A maior parte das verbas de P&D civil destina-se ao desenvolvimento econômico, sobretudo nos setores industrial e agrícola. Comparando-se com outros países, isto representa uma fração elevada do total: mais de 40% são destinados ao progresso da ciência, através de fundos de pesquisa nacionais, binacionais ou governamentais, assim como através dos Fundos Gerais Universitários, fornecidos pelo Comitê de Planejamento e Orçamento do Conselho de Ensino Superior; o restante é destinado a vários projetos nos campos da saúde e bem-estar social.

Os Profissionais
O grande contingente de pessoal profissionalmente qualificado é o principal responsável pelas conquistas científicas e tecnológicas de Israel. Em 1994, 19% da mão-de-obra do país se contituía de profissionais com grau acadêmico. Ë medida que o grande número de cientistas, engenheiros e técnicos altamente especializados, chegados ao país na onda imigratória de centenas de milhares de judeus da antiga União Soviética, for se incorporando à mão-de-obra, a porcentagem vai aumentar espetacularmente, afetando significativamente o desenvolvimento científico e tecnológico do país nas próximas décadas.

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P&D na Universidades
Como em todo o mundo, o progresso do conhecimento científico básico é o principal objetivo dos pesquisadores nas universidades de Israel. A publicação de livros e artigos assinados por israelenses, em todos os campos científicos, é a expressão básica da produção universitária; seu número, em relação ao total mundial de publicações, vem aumentando, causando um forte impacto profissional na comunidade científica mundial, conforme se pode medir pela média de citações por artigo. Em relação ao tamanho de sua mão-de-obra, Israel tem um número muito maior de estudos publicados nos campos das ciências naturais, engenharia, agricultura e medicina do que qualquer outro país; e uma boa parte das publicações do país são de co-autoria de cientistas israelenses e de outros países, muito mais do que ocorre no resto do mundo.

Com o propósito de integrar a ciência israelense na comunidade científica mundial, são estimuladas pesquisas de pós-doutorado e estágios de aperfeiçoamento no exterior, assim como a participação em conferências científicas internacionais. Vários programas de intercâmbio e projetos conjuntos são realizados a níveis institucionais, universitários e governamentais, envolvendo organizações co-irmãs no exterior. Israel é também um importante centro de congressos científicos internacionais, e mais de cem destes encontros se realizam anualmente no país.

Concomitantemente às atividades de pesquisa científica, as universidades continuam a desempenhar um papel importante e inovador nos progressos tecnológicos de Israel. O Instituto Weizmann de Ciência foi uma das primeiras instituições do mundo a criar uma organização para a utilização comercial de suas pesquisas (1958); hoje, organizações similares existem em todas as universidades israelenses. A criação de parques industriais com base científica, na vizinhança dos campus universitários foi uma iniciativa de grande sucesso comercial. As universidades também criaram indústrias subsidiárias para a comercialização de produtos específicos baseados em suas pesquisas, muitas vezes em associação com empresas comerciais locais e estrangeiras.

As universidades se dedicam também a pesquisas interdisciplinares e mantêm institutos de análise e teste, em vários campos científicos e tecnológicos vitais à indústria do país, em áreas tais como construção, transporte e educação, em seu papel de centro nacional de P&D aplicados. Além disso, várias faculdades dão assessoria às indústrias, em assuntos de caráter técnico, administrativo, financeiro e gerencial. Mais de 9% do orçamento das universidades provém de financiamento pela indústria local, seja como subvenção de pesquisa ou através de contratos; nos Estados Unidos e no Canadá esta porcentagem oscila apenas entre 6 e 7%.

A quantidade de patentes registradas pelas universidades de Israel é uma medida da eficácia do relacionamento entre as universidades e a indústria. Um estudo recente mostrou que as universidades são as principais detentoras de patentes, tanto nacional quanto internacionalmente, e que o volume relativo de patentes requeridas excede em muito o ostentado pelos setores de ensino superior de outros países. E mais: com relação aos investimentos em P&D, as universidades de Israel produzem mais do que o dobro de patentes das universidades norte-americanas e nove vezes mais do que as canadenses.

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P&D na Indústria
No setor industrial civil, de rápido crescimento, os gastos com P&D aumentaram mais de 13 vezes entre 1969 e 1985, e o número de cientistas e engenheiros que se dedicam à P&D quintuplicou. A P&D industrial de Israel se caracteriza por uma alta concentração em eletrônica (67%), assim como pelo fato de que a maior parte das atividades é realizada por um pequeno número de grandes firmas. Estudos demonstraram que empresas que se dedicam intensamente à P&D são a maior fonte de crescimento de empregos e exportações industriais ao longo dos anos.

A promoção do crescimento contínuo de tais empresas, tanto grandes quanto pequenas, é o foco da estratégia de Israel no ramo industrial. O governo promove a P&D industrial através da Lei de Fomento à Pesquisa e Desenvolvimento, implementada pelo Ministério de Comércio e Indústria, mediante o gabinete do cientista-chefe que, somente em 1994, concedeu fundos a 1.270 projetos de 800 companhias. Hoje estima-se que os produtos derivados de P&D constituem mais da metade de toda a pauta de exportações industriais de Israel (excluindo diamantes).

A eletrônica, que se limitava até o final dos anos 60 à produção de bens de consumo, aprofundou-se em ramos tecnológicos mais sofisticados, tanto militares quanto civis. Nas comunicações, os progressos em P&D se aplicam à digitalização, processamento, transmissão e intensificação de imagens, sons e dados. Os produtos variam desde estações telefônicas avançadas a sistemas ativados pela voz e duplicadores de linhas telefônicas.

Os ramos industriais da ótica, eletro-ótica e dos lasers têm crescido rapidamente. Israel é líder mundial em fibras óticas, em sistemas de inspeção baseados em eletro-ótica para placas de circuito impresso, em sistemas térmicos para visão noturna e em sistemas de manufaturação robôtica com base eletro-ótica.

Equipamentos computadorizados, sobretudo nos campos do software e periféricos, têm-se desenvolvido e são amplamente utilizados. Na impressão e publicação, computadores gráficos feitos em Israel e sistemas de imagem por computador são largamente usados tanto a nível doméstico quanto no exterior. Atividades educacionais nas escolas são reforçadas através de uma variedade de sistemas didáticos computadorizados, muitos dos quais foram desenvolvidos para exportação. Embora alguns dos produtos de software desenvolvidos em Israel sejam projetados para a utilização em computadores do tipo mainframe, a maioria foi desenvolvida para sistemas de pequeno e médio porte, tais como estações de trabalho computadorizadas.

Os robôs, cuja pesquisa se iniciou no final dos anos 70, são produzidos para desempenhar uma imensa variedade de funções, como lapidação de diamantes, soldagem, embalagem, construção e outras atividades industriais. A pesquisa se ocupa atualmente da aplicação de inteligência artificial em robôs.

Produtos aeronáuticos voltados para as necessidades da defesa nacional geraram um desenvolvimento tecnológico com reflexos na vida civil. O Aravá foi o primeiro avião civil produzido em Israel; a ele se seguiu o jato Westwind para diretores de empresa. Recentemente, satélites projetados e construídos no país foram produzidos e lançados pelas Indústrias Aeronáuticas de Israel em cooperação com a Agência Espacial de Israel. Além disso, Israel desenvolve, fabrica e exporta vários artigos neste campo, como painéis, computadores aeronáuticos, sistemas instrumentais e simuladores de vôo, e é líder mundial na tecnologia e produção de planadores teleguiados.

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P&D na Agricultura
O setor agrícola baseia-se quase que inteiramente em P&D, graças à cooperação entre agricultores e pesquisadores. Os resultados das pesquisas são rapidamente transmitidos ao campo para experimentação, através de um sistema de extensão rural, sendo que os problemas são trazidos diretamente aos cientistas, para solucioná-los. A P&D agrícola é executada sobretudo pela Organização de Pesquisa Agrícola, órgão do Ministério da Agricultura. A maioria dos institutos de pesquisa agrícola de Israel mantém estreitas relações com a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO) das Nações Unidas, o que garante o intercâmbio contínuo de informações com outros países.

As vacas leiteiras de Israel são, em média, as campeãs mundiais de produção de leite, e a produção média por cabeça aumentou de 6.300 l em 1970 a 10.000 l hoje em dia, graças à criação científica e aos testes genéticos executados pelo Instituto Volcani. Através da produção de esperma e óvulos de gado de raça, Israel consegue elevar o nível de seu rebanho, assim como compartilhar suas conquistas neste campo com outros países.

Os agrônomos israelenses foram os pioneiros em biotecnologia agrícola, irrigação por gotejamento, solarização (exposição ao sol) dos solos e na reciclagem de águas de esgosto para uso agrícola. Tais progressos vêm sendo aplicados na manufaturação de produtos comercializáveis, desde sementes e biopesticidas produzidos pela engenharia genética a plásticos foto-degradáveis e sistemas computadorizados para irrigação e fertilização.

A necessidade de utilizar ao máximo a pouca água existente, a terra árida e a mão-de-obra limitada levou a uma verdadeira revolução dos métodos agrícolas. A busca por técnicas de economia de água estimulou o desenvolvimento de sistemas de irrigação controlados por computador, como o método do gotejamento, que dirige o fluxo dágua diretamente à raiz da planta. Outro resultado da intensa pesquisa é a utilização do enorme reservatório subterrâneo de água salobra do Neguev, para o cultivo de safras tais como tomates de primeira qualidade, destinados aos mercados europeus e americano, durante o inverno. A pesquisa no campo do tratamento eletro-magnético da água, para melhorar a saúde dos animais e a qualidade das colheitas também vem produzindo resultados promissores.

Computadores projetados e construídos em Israel são amplamente utilizados para a coordenação das atividades agrícolas diárias, como controlar a injeção de fertilizantes e ao mesmo tempo monitorizar fatores ambientais relevantes; fornecer a ração dos animais, composta de acordo com proporções testadas de custo/produtividade; e garantir o controle de temperatura e umidade do aviário. Além disso, Israel desenvolve, fabrica e implementa uma variedade de modernos equipamentos agrícolas para arar, semear, plantar, colher, recolher, separar e empacotar.

A agricultura também se beneficia do desenvolvimento geral da pesquisa científica e da P&D, como no caso das culturas automatizadas de tecido vegetal, dos inseticidas biológicos, das sementes com alta resistência a doenças e dos fertilizantes biológicos.

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P&D na Medicina
A contribuição de Israel à revolução biotecnológica é relevante; a infraestrutura de pesquisa médica e paramédica é altamente desenvolvida, o mesmo ocorrendo com suas instalações de pesquisa no campo da bio-engenharia. A medicina clínica e a pesquisa científica biomédica constituem os assuntos de mais da metade das publicações científicas do país. O setor industrial do país vem ampliando sua atividade neste campo, para tirar partido dos vastos conhecimentos existentes.

Os cientistas locais desenvolveram métodos para a produção de interferon, um grupo de proteínas eficaz contra infecções viróticas, além de produzir um hormônio de crescimento humano. Entre as conquistas da engenharia genética (na qual se inclui a clonagem), citam-se vários estojos de diagnóstico baseados em anticorpos monoclonais, assim como outros produtos microbiológicos.

Equipamentos médicos altamente sofisticados foram desenvolvidos e comercializados em todo o mundo, incluindo scanners para tomografia computadorizada (CT), sistemas de imagens por ressonância magnética, scanners de ultra-som, câmeras médicas nucleares e lasers cirúrgicos. Outras inovações incluem um líquido polimérico de soltura controlada que evita a acumulação da placa dentária; um dispositivo que reduz intumescências benignas e malignas da glândula prostática; o uso da botulina para a correção do estrabismo.

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P&D em Energia
O grande desenvolvimento de fontes alternativas de energia, tais como a solar, térmica e eólica, é o lado positivo da falta de fontes convencionais de energia que o país enfrenta. Israel é líder no campo da energia solar em todos os níveis, e é o maior utilizador mundial per capita de aquecedores solares domésticos de água. Recentemente foi desenvolvido um novo receptor de alta eficiência que recolhe a luz solar concentrada, e que vai ampliar o uso da energia solar também para fins industriais.


Um progresso no campo da energia eólica foi a produção de uma turbina eólica com rotor flexível e inflamável. Também foi desenvolvida a tecnologia de utilização